Elio Sant'Anna Elio Sant'Anna Author
Title: 10 melhores shows internacionais de 2016
Author: Elio Sant'Anna
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Mais um ano está acabando e nele vimos muitos mais shows com relação a 2015. Com 119 shows assistidos nesse ano, separar 10 internacionais  ...
Mais um ano está acabando e nele vimos muitos mais shows com relação a 2015. Com 119 shows assistidos nesse ano, separar 10 internacionais deles já foi muito difícil, algo que ficou pior quando a missão foi ordenar esses shows.

Confira mini-resenha de cada um dos 10 shows internacionais:


1 - Rammstein - Maximus Festival 2016



O ano de 2016 teve a estreia de Maximus Festival, que rolou em interlagos e já começou a todo vapor. Repleto de grandes nomes, Rammstein foi responsável por encerrar o festival em um show repleto de sucessos, performances dignas de um belíssimo teatro e muita pirotecnia. 



Antes mesmo de entrarem no palco, já era exibido telão a frase "Curtam o show, por favor, e não se preocupem em filmá-lo", com uma contagem regressiva que era seguida de um show 100% pirotécnico, com fogos saindo da ponta do palco, de cima dele e de outras áreas do autódromo, tudo de forma sincronizada.

Arco de flecha e fogo em Du Riechst So Gut e Zerstören com o vocalista abrindo o casaco, revelando um colete de explosivos, faz parte de uma crítica aos homens-bomba e termina com o vocalista "se explodindo" no palco e faíscas para todos os lados, são algumas das performances que acontecem no show, além momento mais marcante, onde Till usa asas que cospem chamas enquanto é içado no palco, durante a música Engel.

Resenha completa (com setlist) aqui.

2 - The Story So Far - Clash Club


Primeiro show internacional que vimos no ano, The Story So Far só não está no topo por conta de um abismo entre Rammstein e todas as outras apresentações, por conta de toda pirotecnia e etc.

Mas se a pirotecnia toma conta dos alemães. a TSSF domina na presença de palco, para um público que esgotou o Clash Club, com fãs na fila desde o começo da tarde, para um show que seria de noite.

Apresentando o trabalho mais recente, o show teve músicas como Nerve, que apesar de ser do disco homônimo da banda, lançado em 2015, era cantada em coro pelo público, assim como quase todas as músicas da banda, que por diversos momentos talvez nem precisasse cantar, já que o Clash Club inteiro cantava as músicas da banda, enquanto faziam stage diving durante o show inteiro.

Em um show bem intenso, a banda não parou por nenhum minuto, para beber ou dar alguma ida para o camarim e seguir com o bis... Seguindo o show de forma ininterrupta do começo ao fim, a presença de palco, principalmente do vocalista, unindo a qualidade vocal que é de mesmo nivel, tanto nos discos, quanto nos shows, assim como as pegadas da guitarra, bateria e baixo.

Resenha completa (com setlist) aqui.

3 - Aerosmith - Allianz Parque


Anunciada como possível última passagem da banda pelo Brasil (coisa que não será mais), os bad boys de Boston se apresentaram para um ótimo público no Allianz Parque, fazendo um compilado de hits da banda, além de covers como Come Together, dos Beatles.

Num show repleto de baladas, o mesmo começa Draw the Line e em Love in the Elevator Tyler já direciona para a passarela que ia até uma parte da pista Premium e local onde ele cantou grande parte do show.

Também repleto de sucessos, Cryin' já arrancava choros, de modo literal da palavra, logo no começo do show que ainda teria músicas como Crazy, Livin on the Edge e diversos outros hits que, se não eram tão dançados pelo público, era acompanhado pela cantoria ou o lindo efeito das luzes do celular, caso de I Don't Want To Miss A Thing.


Começando o bis, Tyler surgiu mais uma vez na passarela, mas agora tocando piano em Dream On, já no tom de despedida, para aquela que era a penúltima música, daquele que deve ter sido o último show na cidade de São Paulo.


No mesmo piano, Tyler ainda cantou de cima dele Sweet Emotion e da plataforma, apresentou toda a banda, debaixo da chuva de papéis e arriscou algumas palavras em português

Resenha completa (com setlist) aqui.

4 - Halestorm - Maximus Festival 2016


Praticamente brasileiros, Halestorm se apresentou pela terceira vez aqui desde 2013, sendo a segunda em festivais (2015 tocaram no Rock in Rio).

Mesclando o setlist com músicas principalmente do segundo e terceiro disco, Lzzy esbanjava simpatia, presença de palco e um domínio vocal, que permitia executar versões mais longas de algumas músicas, além de conversar com o público numa "forma cantada".

Se apresentando pela segunda vez no Brasil desde o lançamento de Into the Wild Life, o show teve músicas como Apocalyptic, Amen, I Like It Heavy e I am The Fire, todas acompanhadas pelo público, que mostrava claramente estar ali para ver toda a beleza e performance vocal da Lzzy, naquele que, até então, estava sendo o maior público do Maximus Stage, palco principal do evento.

Resenha completa (com setlist) aqui.

5 - Guns N' Roses - Allianz Parque


O inesperado, mas sonhado por fãs de uma das maiores bandas da história, finalmente aconteceu. Axl Rose, Slash e Duff se reuniram pela primeira vez desde 1993 e trouxe a tour de irônico nome "Not in This Lifetime Tour" para o Brasil, passando duas noites por São Paulo. 

Mostrando uma postura bem mais profissional, em comparação ao pífio Rock in Rio 2011, Axl Rose e companhia entrou pontualmente no palco (algo que está acontecendo sempre nesse turnê) e trouxe de volta a sua voz impecável, com parecia muito com a que gravou diversos sucessos nos estúdios



Sobre o show, ele é feito para até quem não ouve de fato a banda gostar, num setlist repletos de sucessos tocados nas rádios, seja autorais como It's So Easy, Mr Brownstone, Chinese Democracy e Welcome to The Jungle, ou covers como Live and Let Die, Wish You Were Here, Knockin' On Heavens Door e The Seeker.

O show trouxe 24 músicas e um Axl Rose com voz impecável, animado e que arriscava algumas dancinhas, ia de uma ponta do palco para outra, para a plataforma central, escadas de fundo, simplesmente não parava por um segundo, agradando público de todos os lados do estádio, principalmente da pista Premium, local mais perto do palco. Com certeza vale cada centavo de quem pagou para ver esse ou outros shows da turnê pelo Brasil.

Resenha completa (com fotos) aqui.

6 - Papa Roach - Honor Sounds Festival


15 anos. Esse foi o tempo de espera entre o primeiro show da banda pelo Brasil, no Rock in Rio e a primeira passagem por São Paulo, no Tropical Butantã.

Após um cancelamento em 2013, a banda finalmente se apresentou em São Paulo e toda essa espera foi o suficiente para o público lotar o Tropical Butantã, que ressurgiu como uma nova casa para grandes shows em São Paulo.

Na hora posteriormente estipulada pela banda, subia no palco e já levava os fãs totalmente a loucura logo nos primeiros acordes de Face Everything and Rise, onde o público alucinado e empurrando a grade, na tentativa de chegar cada vez mais perto da banda.

No começo do show, problemas com a house mix (administrada pelo técnico da banda) interferiram no show, que ficou somente com a luz branca, mas de modo algum isso interferiu na energia do público e na simpatia da banda e, principalmente de Jacoby, que mandou um "vá se fuder" para a luz e fez o show com uma acústica ótima da casa.

A simpatia de Jacoby era vista diversas vezes no show, arriscando um "Obrigado", conversando em inglês, pedindo para o público gritar diversas vezes, cantar sozinhos parte das músicas, entoar coros, baterem palma, abrirem um mosh pit, principalmente em Blood Brothers, onde vimos um imenso mosh pit, com direito a guarda-chuva aberto na roda.

Resenha completa (com fotos) aqui.

7 - Charly Coombes - CCSP


Lançando o disco Black Moon, Charly Coombes e sua banda formada por membros da Cachorro Grande, Tequila Baby e Cidadão Instigado, se apresentam em um show de classe no CCSP.

O show foi dividido em 5 partes: Metade do disco de estreia, uma parte acústica com o baixista Deltoro, outra com uma sequência de músicas no piano de cauda, duas músicas do disco No Shelter sendo tocadas por Charly no violão, além de finalizar com uma participação de Marcelo Gross (guitarrista da Cachorro Grande).

Tendo o conceito de passado, presente e futuro no espaço, o disco é uma viagem no tempo e representa o lado negro da lua. Regados a instrumentos de tecla e a flauta. Com grande parte bem "relax", é o disco perfeito para se ouvir em casa, apreciando cada nota e batida, acompanhada de um belo vinho.

Resenha completa (com fotos) aqui.

8 - The Kooks


Para um público animado, The Kooks se apresentou no Brasil pelo segundo ano e no começo já levavam o público à loucura, numa mescla de gritos, aplausos, choros e até mesmo quem olhava de modo admirado aos primeiros acordes de Eddie's Gun.

Num show descontraído e repleto de músicas dançantes, o público, apesar de não ter esgotado a casa, lotou as pistas e deram um show a parte, com palmas que viravam parte de fundo das músicas, coros entoados em hits como Ooh LaDown, Seaside, Tick Of Time, Bad Habit e Junk of The Heart.

O vocalista variou entre guitarra, violão e até mesmo somente voz em algumas músicas, onde arriscava dancinhas, ia pra perto do público, cantava apontando para as fãs e dando sorrisos que arrancavam choros e suspiros do público adolescente, que passou horas na fila por esse momento tão esperado.

Resenha completa (com fotos) aqui.

9 - The Flying Eyes - Inferno Club


Atração principal da noite, os norte-americanos da Flying Eyes subiram ao palco por volta das 22h, para o maior público da noite (e que pelo talento dos caras, devia ser maior) e esbanjaram uma bela mescla de talento e simpatia.

Sendo assistidos por outros artistas brasileiros do Underground (como membros da Hammerhead Blues, Mattilha e Miss Pepper), a banda arriscava um "Boa noite", "Saúde" (ao brindar cerveja com o público próximo do palco) e, antes mesmo de começar já chamava minha atenção pelos instrumentos (um Rickenbacker idêntico ao de George Harrison e um modelo de guitarra idêntico ao usado em Paperback Writer), pela simpatia ao conversar com outros membros da banda (o vocal da Flying Eyes emprestou sua fonte para o Leandro, da Grindhouse Hotel, poder tocar) e ao conversar com o público, enquanto curtia outros shows ou vendia suas camisas, CD's e LP's oficiais.

No show, eles mostraram não ser a toa a escolha dos instrumentos e executaram musicas dos seus discos e EP's lançados anteriormente, com faixas precisas, algumas arrastadas, destacando os riffs da guitarra e o som do baixo, como Under Iron Feet, referencia para os riffs marcantes e a pegada psicodélica dos americanos.

Além das suas músicas, o show foi finalizado com um genial medley de Yer Blues (The Beatles - White Album) e I Want You (She's So Heavy - The Beatles/Abbey Road).

10 - Scott Stapp - Honorsounds Festival


Em show para nenhum fã botar defeito, Scott Stapp subiu pontualmente ao palco do Tropical Butantã e trouxe uma voz impecável para um show repleto de músicas e sucessos do Creed.

O show começou com tudo, passando por músicas como Bullets, Are You Ready e My Own Prison. Além de estar em forma, Scott também mostrava de cima do palco a sua carisma e simpatia, arriscando algumas palavras em inglês, além de um 'Obrigado' e ia diversas vezes as pontas do palco, para olhar no rosto de cada fã que se mostrava empolgado, ou para cumprimentar eles, tanto presente na pista Premium, quanto no camarote, locais onde o Scott tinha uma visão melhor de cada um que estava por perto.

O público mostrava estar empolgado e de fato eles ansiavam por esse show, cantando todas as letras das músicas, que em alguns momentos Scott deixou para que somente o público cantasse mesmo. 

Mesmo estando empolgadas desde o começo, o show ferveu de vez quando ia chegando no fim e os sucessos iam sendo tocados, passando por Arms Wide Open, Higher e What's Life For. Passando por elas, ainda foi tocada Don't Stop Dancing, que não estava programada para o setlist oficial, mas foi tocada e gerou uma mescla de histeria, felicidade e choro dos fãs que não esperavam ver ao vivo um dos maiores sucessos do Creed. Vale destacar também que, se na versão de estúdio temos um trecho com backing vocal, esse mesmo backing vocal também esteve no show, mas feito pelo público, entoando num coro só.

Resenha completa (com fotos) aqui.

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