No segundo show no México, Gerard Way trouxe uma revelação que mudou completamente a percepção dos fãs sobre a passagem da banda pela América Latina. Segundo o vocalista, os shows realizados por aqui foram criados especialmente para o continente, ampliando a visão conceitual da turnê.
De acordo com Gerard, não era possível transportar para a América Latina a mesma estrutura utilizada nos Estados Unidos, principalmente o famoso B-Stage, elemento central da produção original. Diante dessa limitação técnica e logística, a banda optou por não "adaptar" o espetáculo ou fazer algo mais simples para a América Latina, resultando em algo ambicioso.
Gerard explicou que a equipe criativa, liderada por Rob Sinclair, sugeriu algo ousado: criar um show completamente novo: "Na verdade, ele foi quem… Hm, ele meio que nos convenceu, porque não poderíamos fazer o B-Stage e não poderíamos construir as coisas da 'Long Live'… Ele disse: "Vamos fazer um show completamente novo’. Nós dissemos: 'tudo bem'. Estamos realmente felizes por termos feito isso."
Então, na América Latina, a banda decidiu apresentar uma espécie de prequela dentro do universo do "The Black Parade", com eventos mostrados por aqui acontecendo antes dos shows apresentados na América do Norte.
No final do show, Gerard recebeu a nova jaqueta, que era usada nos shows da América do Norte, além da aprovação de The Grand Immortal Dictator, sugerindo que, a partir dali, a banda começaria oficialmente a servi-lo. Dentro dessa lógica, o B-Stage deixaria de ser necessário, já que sua principal função narrativa já estaria estabelecida na fase anterior da turnê.
Por que os shows não foram anunciados como parte da The Black Parade Tour?
Outro ponto que agora faz sentido é as datas latino-americanas não terem sido inicialmente divulgadas como parte oficial da “The Black Parade Tour”, pois a banda e sua equipe estavam planejando cuidadosamente como executar essa parte da história, respeitando tanto as limitações técnicas quanto a construção conceitual do espetáculo.
Uma escolha que valorizou o público latino
Ao invés de trazer uma versão reduzida ou desconexa do espetáculo para a América Latina, o My Chemical Romance optou por criar algo exclusivo, com narrativa própria, coerência estética e significado dentro do universo da banda, além de mostrar o cuidado da banda com a experiência do público latino-americano, com eles recebendo aquilo que pode ser considerado o começo da história.





