Recentemente tivemos a oportunidade de conferir Mavrix by Matt Jones, jogo desenvolvido pelo estúdio Third Kind Games e publicado pela Cascade Interactive. Lançado originalmente em julho, o título chegou primeiro ao PC em acesso antecipado, permitindo que a comunidade acompanhasse de perto sua evolução e contribuísse com feedback ao longo do desenvolvimento. Agora, o jogo amplia seu alcance e passa a estar disponível também para PlayStation 5 e Xbox Series, mantendo o mesmo formato de acesso antecipado nessas plataformas. INTRODUÇÃO
Sendo um mundo aberto que também funciona como simulador de Mountain Bike, o jogo foi desenvolvido com a participação direta de pilotos, permitindo que o jogador explore montanhas e trilhas de forma livre. Nesse ambiente, é possível executar manobras, competir para subir no ranking online ou simplesmente aproveitar a experiência no modo solo, sem pressões, focando apenas na exploração e na pilotagem.
Antes de mergulhar nesse universo, somos apresentados ao menu principal, que oferece acesso rápido à jogabilidade e a uma série de opções de personalização. Entre elas estão ajustes de áudio, controles e idiomas (com suporte para inglês, espanhol, francês, italiano e chinês), além da possibilidade de ativar ou desativar o cross-play. Também é possível escolher entre o modo desempenho, que prioriza 60 FPS com redução gráfica, ou o modo qualidade, que entrega visuais mais refinados rodando a 30 FPS.
Ao selecionar a opção “Play”, o jogo inicia a busca por um servidor online para podermos começar a experiência. Durante nossos testes, porém, esse processo não foi totalmente consistente. Em algumas tentativas, o título ficou preso na tela de carregamento (sem travar de fato, já que o ícone de loading continuava girando indefinidamente) ou avançava até o início do vídeo introdutório, mas não prosseguia. Curiosamente, após conseguirmos entrar pela primeira vez, o problema não voltou a ocorrer, o que indica uma possível instabilidade temporária do jogo ou da nossa conexão, ainda que outros títulos online estivessem funcionando normalmente.
Uma vez dentro da experiência, somos direcionados a uma sequência de aulas tutoriais que apresentam os comandos básicos e avançados da jogabilidade. Entre eles estão R1 para acelerar, L2 para realizar derrapagens, o analógico direito para controlar o ângulo da bicicleta durante os saltos, o botão círculo para dar ré, além do uso do R3 para ganhar ainda mais velocidade e outros botões empinar a bike, dar RL ou executar manobras específicas. Ao todo, são 11 aulas que vão introduzindo esses comandos de forma gradual.
Vale destacar, no entanto, que a ausência do idioma português dificulta a compreensão de alguns tutoriais. Em certos momentos, acabamos pulando partes das instruções, já que alguns comandos exigem execução precisa no tempo certo, algo que pode gerar confusão para quem não domina o idioma disponível.
O jogo apresenta um vasto mapa de mundo aberto, sem um minimapa tradicional na tela, exibindo apenas direções básicas como norte, sul, leste e oeste, além de indicadores de objetivos. Repleto de trilhas, rampas, rotas de descida e diferentes tipos de terreno, o cenário incentiva o jogador a pedalar da forma que preferir, criando sua própria abordagem para superar os desafios.
Buscando equilibrar simulação e arcade, o título permite controlar frenagem, postura do personagem, suspensão, equilíbrio e transferência de peso da bicicleta. Ainda assim, o lado arcade se faz presente em alguns momentos, como ao raspar em pedras sem sofrer grandes penalidades ou sobreviver a quedas que, na vida real, certamente teriam consequências mais severas.
Os desafios e sistemas de classificação não se limitam a corridas ou pistas fechadas, com eles estando distribuídos por todo o mapa, com cerca de 100 quilômetros quadrados, incluindo colinas, florestas e diversas outras regiões exploráveis. Ao longo dessas áreas, é possível encontrar eventos como contra-relógios e desafios que contribuem na evolução do ranking geral e para obter moedas.
Mais do que simplesmente vencer corridas isoladas, os modos de jogo incentivam o jogador a dominar os controles, explorar o jogo de maneira intensa e construir a própria reputação de forma gradual, fazendo com que cada desafio concluído contribua para a evolução do player em sua jogatina.
As recompensas de moedas e ao concluir desafios permitem investir em novos equipamentos, bicicletas, rodas e até conquistar patrocínios de marcas reais dentro do game, reforçando ainda mais o aspecto de simulação e a sensação de estar inserido no universo do ciclismo profissional.
Além do aspecto competitivo, o jogo também oferece um modo online no qual é possível explorar o mundo aberto ao lado de outros jogadores. Essa opção incentiva ainda mais a exploração livre, seja pedalando casualmente com outros players ou participando de eventos espalhados pelo mapa.
Para quem prefere uma experiência mais tranquila, também é possível encarar corridas e desafios de forma solo, usando esses momentos como treino para aprimorar habilidades, testar manobras e se familiarizar melhor com os controles antes de encarar competições mais exigentes.
VISUAL E ÁUDIO
Somado ao mundo aberto e à variedade de modos de jogo, o título apresenta uma estética visual que impressiona em diversos momentos. Seja ao atravessar florestas densas em alta velocidade, saltar de penhascos ou pedalar próximo a lagos, o jogo sabe criar cenas visualmente marcantes, permitindo tanto momentos de adrenalina quanto pausas mais contemplativas, nas quais é possível apreciar o cenário com mais calma.
Por outro lado, é perceptível que o jogo ainda está em acesso antecipado. Algumas áreas do mapa apresentam um nível de detalhe inferior quando comparadas a outras regiões, com texturas mais simples e ambientes menos trabalhados. Ainda assim, essas diferenças não chegam a comprometer a experiência como um todo, funcionando mais como um indicativo de que o projeto ainda está em desenvolvimento do que como um problema propriamente dito.
O áudio caminha lado a lado com o visual e contribui de forma significativa para a imersão. O som dos pneus em diferentes superfícies, os ruídos ambientais das florestas e o vento cortando durante as descidas ajudam a reforçar a sensação de velocidade e contato com o terreno. A trilha sonora também merece destaque, oferecendo três estações de rádio distintas, sendo que uma delas remete diretamente à energia de jogos clássicos de esportes radicais, como a série Tony Hawk’s Pro Skater.
CONCLUSÃO
Mavrix by Matt Jones se mostra uma proposta ambiciosa ao unir simulação de mountain bike e mundo aberto, oferecendo liberdade total para explorar trilhas, executar manobras e evoluir dentro de um sistema de progressão baseado em reputação e desafios espalhados pelo mapa. Desenvolvido com a participação direta de pilotos, o jogo consegue transmitir boas sensações de pilotagem, equilibrando elementos mais técnicos com concessões ao arcade que tornam a experiência acessível e divertida.





