Vavo (Fresno) fala sobre o mixtape "INVentário", novo álbum 'Vou Ter Que Me Virar', volta aos palcos, saúde mental em meio a pandemia e muito mais!!



Com álbum a ser lançado no início de Novembro e 20 faixas sendo lançadas aleatoriamente nas plataformas de streaming dentro da mixtape/playlist "INVentário", com certeza a agenda da banda está cheíssima, seja de entrevistas, lives, gravações, entre outros projetos... Mas isso não impediu de termos uma conversa com o fundador e guitarrista Vavo, que falou não somente sobre o "INVentário", mas também sobre o novo álbum 'Vou Ter Que Me Virar', a ser lançado dia 5 de novembro, como ficar próximos dos fãs em meio a uma época sem shows, o que podemos esperar da volta aos palcos. Além de assuntos importantes sobre como se manter com a mente boa em meio a tudo que vivemos atualmente. Sendo uma conversa extensa com alguém que gosta de falar sobre o seu trabalho.

Enquanto cuida dos dois filhos, - literalmente com um em cada perna-, Vavo nos responde via Whatsapp com a gravação de áudio, transcrito abaixo para que nossos leitores possam acompanhar todas as novidades da banda, além de algumas histórias que provavelmente o leitor não tenha conhecimento.

Tentando trazer conteúdo a mais, além das novidades da banda, buscamos falar um pouco sobre projetos "antigos", como o SAFC. É na época que dele iniciamos nossa conversa: Nos últimos trabalhos, a identidade visual da banda sofreu uma grande alteração, com o branco do "Natureza Caos", o #CCFF00 do "Alegria Cancelada" e agora esta nova arte e colorização de "VTQMV".  Antes do álbum novo ser lançado e toda a pandemia, tiveram shows esgotados nos Estados de São Paulo e Porto Alegre, além de diversas outras coisas que estavam para rolar, como o Lollapalooza e shows em Portugal, veio a pandemia e parou com toda a agenda de shows, com muitos fãs acabando não vendo nada do álbum mais recente ao vivo. Como você está se sentindo em relação a uma agenda de shows em breve, inclusive produtora da cena com shows marcados, a banda já cogita algo assim, de shows com protocolos para os cenários atuais? 

"Nossa ideia é lançar o álbum e posteriormente fazer uma turnê de lançamento, como sempre fizemos. A ideia não voltar agora, mesmo sabendo que alguns shows estão voltando com protocolos, adaptações a esse mundo pandêmico... Com vendas de ingressos menor e outras coisas, mas a ideia inicial não é fazer esses shows, primeiro por não se encaixar na linha do tempo da banda. Se fosse fazer um show agora, qual seria? A turnê do "Sua Alegria Foi Cancelada" acabou sendo cancelada/encerrada, lançamos o "INVentário", que é um show que nem existe, por ser algo totalmente à parte e a vai ter o CD novo. Então, provavelmente, a tour vai voltar com o lançamento do CD e segundo que queremos fazer isso podendo fazer num formato mais próximo do que o show era normalmente, algo já difícil no Brasil para ter uma margem de lucro, realizar o evento, ter um público legal, pagar os custos e ainda sobrar um dinheiro para investir... Sendo algo praticamente inviável com capacidade reduzida, então queremos voltar a fazer num momento onde estejamos mais próximos do que era antes da pandemia, que ainda não se encerrou e nem irá se encerrar, por isso tentar o mais próximo do que era antes".


Sem nenhuma ideia de quanto terá shows ao vivo, sabemos que muitos fãs não puderam presenciar ao vivo músicas do 'SAFC' e quando eles voltarem, certamente a banda estará em uma fase diferente de quando tiveram que parar os shows por força maior, mas como seria o repertório de futuros shows? Seria focado no trabalho novo? Passaria também pelo 'SAFC' (levando em consideração que muitos estados não viram a turnê dele)? Como ficaria isso? Vavo comenta que possivelmente será um show focado no 'Vou Ter Que Me Virar', mas passando também por músicas de outros discos:

"Focado no 'Sua Alegria Foi Cancelada' não vai ser, não faria sentido fazer essa turnê em outros lugares, mas talvez alguns lugares que não viram a turnê podemos colocar algumas faixas a mais do último disco, como em Curitiba, por exemplo, mas a turnê do 'Sua Alegria Foi Cancelada' foi encerrada, por motivos de força maior, mas foi encerrada".


Sem os shows, não somente a Fresno, como diversas bandas e de muitos outros estilos, aderiram as lives para se manterem mais próximos de admiradores e fãs do trabalho da banda, mesmo que seja de maneira virtual. Com isso, a Fresno começou a estar diariamente na Twitch, além de ter feito algumas edições de um show intitulado "QuarentEmo", que contou com mais de 100 mil views simultâneos, mais de 1 milhão de views no total (em uma das edições) e também contou com um trabalho social que foi convertido em toneladas de cestas básicas para doação. Entre um dos filhos dando trabalho (e o outro também hahaha, mas que crianças lindas) ele comentou sobre o QuarentEmo e a importância para se manter perto dos fãs, mesmo sem show:

"A primeira alternativa para um do meio da música, diante de ter que ficar trancado em casa, foram as lives, mantendo de maneira bem próxima o contato com seus fãs e nós somos uma banda que sempre teve contato muito próximo com os fãs, então fizemos questão de fazer as lives da casa do Lucas, mantendo essa intimidade.

Fizemos três QuarentEmos, a primeira  foi só o Lucas da casa, tocando violão e o restante participando de algumas músicas gravadas em casa; A segunda  foi um pouco mais elaborada, com a banda toda gravando algumas músicas diretamente do estúdio e a terceira  fizemos o "Sua Alegria Foi Cancelada" inteiro + alguns bônus, sendo meio que uma despedida do álbum e encerrando a turnê de vez. A repercussão delas foi muito grande, igual esses números que tu falou e o mais impressionante disso tudo é termos arrecadado umas 11 mil cestas básicas, uma quantidade tão grande, que conseguimos negociar um valor ainda mais barato e arrecadar mais cestas básicas, calculamos que ia ter umas mil pessoas e tivemos mais de 10 mil. Foi impressionante não somente o número que arrecadamos, como também a logística para conseguir distribuir mais de 10 mil cestas, tendo que entrar em contato com várias pessoas, ONGs, locais para destinar essas cestas, que não tínhamos para tudo isso.

Falando da grandeza, a gente conseguiu na segunda QuarentEmo a participação de pessoas muito importantes, como o Chris Carrabba (Dashboard Confessional) tocasse duas músicas junto (sendo que ele estava se recuperando de um acidente que tinha sofrido), do Stephen Christian (Anberlin) também participando de música, Gerard Way (My Chemical Romance) dando recado pra galera, Oliver Sykes (Bring Me The Horizon)... O fato de conseguir participação de toda essa galera mostra a grandeza que live tomou, mas era algo que não era pra sempre, pois tem um limite, sendo legal no início, se mantendo assim por um tempo e depois começou a ficar cansativo, visto que outros artistas partiram para um cenário completamente diferente, de alugar casa de show para fazer live, sendo algo na contramão do que gostaríamos de fazer, que era lives bem intimas e por isso fizemos todas da casa do Lucas, tendo se manter perto do fã e não fazer coisas totalmente mirabolantes... Rolou até convite para gravar live em casa de show, mas não era essa a ideia, que era exatamente não se aglomerar, encontrar, envolver mais pessoas. 

A Twitch (confira o canal da banda) foi uma plataforma que começou a dar um 'boom' no início da pandemia, por motivos óbvios de mais gente ficar em casa, fazer transmissões etc e nós também fizemos. Foi criada uma comunidade muito grande na Discord, com pessoas que assistiam a Fresno na Twitch, amizades feitas e nós mantemos isso, eu faço lives toda segunda-feira, o Mario fazia na terça, o Guerra quinta e o Lucas nos horários/dias restantes, cada um com uma programação diferente, então é bem legal pra galera. Foi muito importante durante a pandemia, pra saúde mental das pessoas que ficaram isoladas por muito tempo, às vezes morando sozinho, conversando com somente uma pessoa sempre e julgamos ser muito importante este contato com a banda, confortando os fãs num período onde estava tudo mundo isolado e nós continuamos fazendo isso. Não sei até onde vai a Twitch, se vai manter essa frequência ou mudar algo, mas acho um canal muito legal para manter essa proximidade com os fãs e foi algo criado diante da pandemia e da necessidade de se relacionar com as pessoas e tinha sido interrompida, sendo que algo que fez mantermos o contato com os fãs e que sempre prezamos em ter desde que a banda começou.


Dias antes da primeira faixa do "Inventário" ser lançada, tivemos o anúncio da saída do tecladista Mario da banda e junto com esse anúncio houve não somente um reset do instagram da banda, como troca de fotos de perfil, capa e etc, agora com o formato de trio. Essa saída e alterações fizeram os fãs teorizem diversas coisas, seja do Mario estar presente no projeto do "Inventário", como também de estar ou não dentro do álbum que será lançado. A resposta pode ser dada antes da resposta do Vavo e o Mario não somente estava dentro de ambos os projetos, como fez parte a concepção e composição de algumas faixas, como em "Agora Deixa", última faixa presente no "Inventário" e que também estará presente no álbum 'Vou Ter Que Me Virar'. Um pouco sobre a função do Mario dentro do álbum a sair, como também a concepção por trás do Inventário, pode ser lida abaixo:

"O Mario participa da criação e execução inteira do 'Vou Ter Que Me Virar'. Na verdade a gente iria fazer um Deluxe do "Sua Alegria Foi Cancelada", onde teria algumas músicas do álbum a ser lançado. Com o tempo, a pandemia e a mudança de planos, isso foi por "terra abaixo" e construímos um álbum em torno dessas 3,4 músicas que estariam no Deluxe, com o Mario presente neste processo inteiro. Quando ele veio falar com a gente que queria sair da banda e seguir a vida dele de outra forma, o CD já estava pronto e pouca coisa mudou".



"O 'INVentário' foi ideia do Guerra. O 'Vou Ter Que Me Virar' já estava pronto e estávamos segurando para lançar há um tempo, pois queríamos fazer o lançamento do disco emendado com a possibilidade de fazer uma turnê, invés de lançar sem poder trabalhar em cima dele e não ter perspectiva de turnê. Então a ideia do Guerra era pegar essas músicas pela metade, que ficaram fora de álbum, músicas com participações inusitadas e lançar.

A ideia dele era lançar 100 músicas em 100 dias seguidos, algo obviamente infactível, primeiro por não ter 100 músicas e segundo pelo custo de mixar e masterizar 100 músicas. Então acabamos fechando em 20 músicas consideradas um aquecimento pro álbum e uma maneira de despistar a galera, por não saber quantas músicas iriam ter, quando seriam lançadas ou o objetivo do "Inventário", dando um impacto maior também para o anúncio do álbum. A ideia do "INVentário" foi publicar o material que estava parado há bastante tempo e aproximar o fã para que todo mundo estivesse pronto quando o álbum fosse anunciado".



  "Ele é um apanhado de coisas de épocas completamente diferentes, músicas que eu nem sabia que existiam, como 'Vala Comum', que tem os vocais de 5 anos atrás... Foi uma parada de juntar músicas que a gente tinha, complementando com outros pedaços, chamando artistas para participar, tem música que o Lucas fez sozinho voz e violão e só fui ouvir a música pronta e tem música que foi co-composta pelo Mario ('Agora Deixa') e que também vai sair no álbum... Ela partiu de uma trilha que Mario fez e mandou pro Lucas, que construiu o restante da faixa em cima dessa música. O Mario é co-compositor de músicas que estarão no álbum que vai sair, mesmo não fazendo mais parte da banda, mas eu não sei de quais ele participou ou não, por ser algo tão espalhado e depois de tanto tempo e ter faixas que ele foi, gravou no Lucas por exemplo e eu não fiquei nem sabendo.

Sobre o Mario no "INVentário", ele já tinha comunicado que iria sair da banda quando decidimos sobre o inventário, só decidimos o momento adequado para fazer esse aviso e no meio tempo veio o "Inventário", que ele não participou das escolhas das músicas e etc. Já no "Vou Ter Que Me Virar" ele estava lá o tempo todo, deu pitaco e ajudou a definir as músicas e estava na banda enquanto isso foi decidido".


Não somente dentro do "Inventário", como também dentro do álbum 'Vou Ter Que Me Virar', podemos ouvir faixas com diversas participações. Nomes como Lulu Santos (e que muitos fãs mais hardcore estavam aguardando por isso) e SCARYPOOLPARTY & Yvette Young estão presentes em algumas  das 11 músicas que estarão nos CDs. Numa época onde acontece cada vez mais parcerias entre compositores solo ou bandas de diversos estilos, também vemos diversas parcerias que acabam acontecendo mais por conta do desejo de trabalhar com nomes de uma mesma gravadora, mesmo que eles não tenham um "match" de pensamentos, sobressaindo o possível resultado comercial do que de um gostar de fato do trabalho do outro. Mas não é assim que funciona com os feats da Fresno, seja dentro "Inventário", em projetos futuros ou anteriores.

Alguns (ou quase todos) os feats da banda nós nem sabemos como de fato aconteceu, por isso o Vavo também falou um pouco sobre:

"Os feats podem surgir de qualquer maneira... Lá em 'Maré Viva' veio do Guerra falando que caberia perfeitamente na voz do Lenine, já o Emicida tinha um parte da música que pedia um rap, aí falamos com ele, com o Caetano Veloso parecia uma música perfeita pra ele cantar, então mostramos a música e ele se interessou.

Às vezes tem um amigo que tu quer cantar com ele, ou encontra uma pessoa numa festa, tem uma conversa e daí sai um feat, não tem muita regra não. O feat do Lulu Santos foi um convite que a gente fez também, uma música bem pop e a cara dele ('Já Faz Tanto Tempo') e encaixou perfeitamente o Lucas com o Lulu cantando. Rolou muito feat de gringo no "Inventário", SCARYPOOLPARTY  o Lucas participou do CD dele e ele no nosso CD.


"Feat é tendência e tem vários malsucedidos também, que a gente tenta e não rola, esses são os que saem, mas tem vários que ficam pela metade do caminho e as pessoas nem descobrem. Feats é algo que rola cada vez mais, artistas conversarem, artistas com afinidade, como aconteceu com a Emmily Barreto (Far From Alaska) no Natureza Caos Ao Vivo ou estarmos no álbum deles... Coisas que surgem orgânicamente, sendo legal quando é natural. Quando é orgânico dá certo, são músicas que se encaixam com determinados artistas e isso acaba virando feat.

No "INVentário" teve a Jup do Bairro, teve rap, teve Tuyo (que a gente sempre se identificou desde 'Cada Acidente'), teve Mateus Asato gravando 'Diga, Parte I', que gravou a música por iniciativa própria, mostrou pra gente e se propôs a lançar uma versão juntos, um dos TOP10 guitarristas do mundo gravando uma música nossa e sugerindo uma versão dela, olha só como surgiu!! Eu só acho que quanto mais orgânico e natural, melhor fica... Quando é algo forçado de gravadora, por exemplo, algo forçado pode não ficar tão legal ou dar tão certo e posso garantir que os da Fresno foram completamente naturais e orgânicos". 



Em nossas entrevistas, buscamos passar tanto por temas novos das bandas, como também coisas antigas, muitas vezes criando pautas de uma maneira como se nunca mais fôssemos entrevistar a banda. Este também foi o caso dessa conversa com o Vavo e, dentro dela, voltamos lá na época de quando eles gravaram "Acordar", uma obra-prima audiovisual, com videoclipe na Bósnia & Herzegovina, local onde retiraram a capa do disco 'Infinito', de 2012. Além disso, o Vavo também falou sobre algumas das aventuras que passaram internacionalmente, seja por lá, na França ou até mesmo nos EUA.

"Alguns anos antes da gravação de 'Acordar', o Lucas foi pro Catar, no Mundial de Handball e na música de abertura tinha um cantor de cada país participante do Mundial e o Lucas era o representante do Brasil, tinha também uma cantora da Bósnia e eles conversaram, Lucas falou que tinha já tinha ido pra Bósnia (ele havia sido sozinho antes) e comentou de ter uma banda (A Fresno) e que a capa de um dos discos (Infinito) é um monumento de lá. A cantora comentou que o (até então) namorado dela trabalhava com videoclipes e indicou de falarem com ele e ver se não faziam alguma coisa juntos (com uma das maiores produtoras de clipes da Bósnia) e isso aconteceu alguns anos depois.

Nós falamos com o Dajan Javorac, diretor do videoclipe de 'Acordar' e combinamos de fazer a viagem e gravar ao videoclipe dela, que era uma música inédita do DVD de 15 anos e fizemos uma conexão dela com o álbum "Infinito", fazendo o clipe todo em torno do monumento que é a capa do álbum e assim que ficou escolhido, ficando amigos de um diretor de videoclipes da Bósnia e ele se ofereceu a fazer com custo praticamente zero, somente de produção e fomos até lá gravar o clipe".
Entre cuidar das crianças, fazer almoço para elas e ainda dar uma entrevista, ele continua para aquela que foi a última pergunta sobre a banda de fato, continuando o papo com algumas aventuras e perrengues que passaram fora do pais.

"Com exceção da viagem para Amsterdam, que éramos tratados igual a Katy Perry, tendo babá e motorista pra levar na premiação, éramos uma banda que pegava Táxi, levava seus instrumentos pro show, montava, desmontava e ia embora, às vezes em local que o público não estava dando bola pra gente (como num show no Texas)... Não chega a ser um perrengue, mas é algo diferente do que passamos aqui no Brasil. Em Paris estávamos com o pessoal do Dot Legacy e na Bósnia foi tudo muito organizado, mas lá teve uma história interessante.... O Guerra voltou um dia antes do parque, então ele teve que voltar até Sarajevo (a capital de lá) e pegar o voo pra ir pra Barcelona invés de voltar para Brasil, mas ele teve que pegar um ônibus que demoraria horas pra chegar em Sarajevo, sem absolutamente ninguém falando inglês, algo que nem o inglês mais ou menos dele daria jeito, tendo apenas que confiar que o ônibus iria no lugar que ele queria. Com isso, a gente ficou muito nervoso, apenas torcendo pra dar tudo, já que não tinha telefone, nada, nem o que fazer...
Até que o Guerra mandou mensagem quando chegou no aeroporto, falando que estava tudo bem, antes disso creio que ele deve ter ficado muito nervoso no trajeto, eu ficaria... Ônibus no interior da Bósnia, com um monte de pessoa que não fala minha língua e eu não podendo tirar dúvida com ninguém, sem mapa nem sabendo se irei chegar no lugar certo, eu ficaria nervoso, mas certamente foi uma situação legal pra vida".


Depois de passarmos tanto por novidades, como histórias antigas da banda e certamente diversas coisas que o público (até então) não sabia, também conversamos com o Vavo sobre não somente temas extra fresno, como seus projetos com a NBA, além de questões de saúde mental e como fez para se cuidar com essa questão em meio a pandemia. 

"Eu sempre gostei de basquete, desde a minha adolescência, ali no meio dos anos 90 comecei a ver muito NBA, eu e meus amigos da época era maníaco de ter todos os cards de basquete, comprar revista que vinha da gringa e assistia o pouco que passava na televisão na época e isso se manteve, só não foi algo público pela razão de eu sempre ficar quieto no meu canto, mas sempre acompanhei. Até que em 2016 eu tive a ideia de fazer o canal no Youtube, antes eu tinha um canal de viagens, mas não conseguia mais atualizar e aí resolvi fazer um de basquete, que no início foi super devagar, com poucas pessoas assistindo, mas uns seis meses depois deu um 'boom' que começou a ganhar muitos seguidores, crescer, gente comentando, chegar em pessoas que faziam outros canais e a galera começou a me convidar para participar dos eventos, vídeos de outros canais e desde então já passou 5 anos... Faço jogos com a NBA Brasil, transmissões no Link Pass (serviço de assinatura da NBA), no Youtube, apresentação das finais da NBA na NBA House (evento digital, mas com apresentação presencial  em estúdio) e a ideia é participar cada vez mais dessas atividades relacionadas ao basquete, sendo uma coisa a mais para conciliar agenda quando voltar aos shows da banda, mas são carreiras completamente independentes e que não tem a ver uma coisa com a outra.

Eu ainda estava jogando bastante até começar a pandemia, com um pessoal que conheci por causa do canal e comecei a jogar em 2017 até o início da pandemia. A quadra que a gente jogava não existe mais, o ginásio foi transformado numa quadra de Paddle.. Então até achar um lugar e tiver todo mundo vacinado com sei lá quantas doses e os 15 dias para ela fazer efeito e achar uma quadra nova, ainda vai demorar um pouquinho, mas espero voltar a jogar basquete, é bom pra saúde física e mental. 

Saúde mental na pandemia é uma coisa muuuuuito séria e que talvez a gente só consegue ter noção do que foi daqui uns 10 anos, olhando pra trás e analisando tudo que aconteceu, enquanto estamos vivendo a pandemia acho até difícil de avaliar, mas é uma parada MUITO importante. Foi muito tempo né? Já são quase 2 anos de pandemia com as pessoas trancadas em casa, no início as pessoas bem trancadas em casa, hoje já não tanto, mas essa parada de encontrar os amigos... A maioria dos amigos eu não vi nenhuma vez desde o início da pandemia, nem os caras da Fresno... O Lucas eu devo ter visto umas 7x e o Guerra umas 4x, num intervalo de quase dois anos. 

Da minha parte, eu sempre tentei focar nessas coisas que estão acontecendo, no meu canal no Youtube, fazendo vídeos, pesquisando, estudando, os jogos da NBA, obviamente os filhos, tinha um pra cuidar e agora tenho dois, um deles indo pra escola... Enfim, é ocupar a cabeça, tentar fazer exercício na medida do possível, caminhando cada vez mais, por não ter como praticar esporte coletivo (algo que fiz a vida inteira, principalmente futebol e basquete, futebol até voltou, talvez eu volte nas próximas semanas) eu fui pras coisas individuais, como caminhada (a céu aberto, não fala com ninguém, chances quase zero de pegar alguma coisa) que aumentei bastante minha média, apesar de não ser muito de correr, pois o joelho paga o preço de estar ficando muito velhinho já e já tive uma parada séria no joelho, mas caminhar ouvindo música... Até brinquei que já fiz duas maratonas, uma em SP e outra no RJ, que publiquei nos stories enquanto eu fazia. São formas de ocupar a cabeça, fazer exercícios na medida do possível, essa é parada da saúde mental: Se ocupar e não tentar ficar nessa parada de pensar sobre estar fechado e não ter nada pra fazer. Tem gente que ocupa a cabeça vendo série, algo que não tenho nem como fazer com duas crianças, quero ver uma de sete episódios e demoro um mês HAHAHA... Mas tudo isso é algo muito sério que só vamos conseguir ver de fato daqui alguns anos, olhando pra trás (e analisando tudo que passamos hoje).


Conheça o canal do Vavo sobre Basquete
Confira a vídeos da Fresno fora do país:
SXSW 2013/14
Paris Sessions
Fresno na Bósnia
Fresno Lá Fora
Ouça 'Inventário':




E confira a lista de faixas do álbum 'Vou Ter Que Me Virar', a ser lançado dia 5 de Novembro:

1 - VOU TER QUE ME VIRAR
2 - FUDEU!!!
3 - CASA ASSOMBRADA
4 - JÁ FAZ TANTO TEMPO (ft. Lulu Santos)
5 - ELES ODEIAM GENTE COMO NÓS 
6 - AGORA DEIXA
7 - CAMINHO NÃO TEM FIM
8 - ESSA COISA (ACORDA-TRABALHA-REPETE-MANTÉM)
9 - TELL ME LOVER (ft. SCARYPOOLPARTY e Yvette Young)
10 - 6h34 (NEM LIGA GURIA)
11 - GRAVE ACIDENTE

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2 Comentários
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