MUSO SOUP ÁLBUNS #16.1: Gill Guillermo (with a little help from Paul McCartney), Losing Twin, Marie Naffah, Grids & Dots, Mylesie e mais artistas com 15 lançamentos recentes, de diversos estilos

01 - THE SLOW MUSIC MOVEMENT
Lançada semana passada, essa é uma compilação de diversos artistas do gênero Folk, com praticamente todas as faixas sendo compostas especialmente para o álbum, chamado "Future Folk: Friendly Faces, Different Spaces".

Esta compilação surgiu com o interesse, cada vez maior, do idealizador pelo Folk e entrando em contato com diversos artistas do gênero, para ver o que eles pensavam sobre. Um pouco depois; de estúdios domésticos em quartos vagos e a Internet possibilitando colaborações remotas; instrumentos descontroladamente processados ​​de enevoadas sessões de jam noturnas, acapellas digitalmente mutantes e canções do século 13, o artista começou a receber mensagens de países como Brasil, Escócia, Austrália, Inglaterra, Espanha , Noruega, Irlanda e EUA.

No álbum, podemos ouvir diversas vertentes musicais além do folk. Quer algo experimental? Temos. Cinemático?  Ambiental? Também está presentes nas musicais instrumentais, que dão um destaque imenso para os instrumentos e possibilidade de ouvinte ter uma experiência imersiva para dentro do álbum.

Sobre o álbum, foi comentado o seguinte: "Um salto evolutivo é a chave para a sobrevivência do povo? O tempo, os caprichos dos deuses do coronavírus, a resposta da comunidade folk ao estresse existencial de hoje, a adaptação aos hábitos de consumo de mídia em mudança, as decisões de marketing e, em última instância, as decisões das pessoas sobre o estilo de música que melhor lhes convém, irão decidir.

Tudo o que sei é que não poderia estar mais feliz com esta coleção de músicas gravadas. Considerando a falta de conexões pessoais e os momentos difíceis que todos viviam durante o registro do ajuste de isolamento: perda de renda vitalícia; preocupação constante com os entes queridos; educação em casa, crise existencial 'e alguns artistas até sucumbindo à Covid-19 durante a gravação, a qualidade da música, sem falha, é excepcional. Espero que você aperte o play e ouça até o final, pois é um instantâneo maravilhoso de onde o folk esteve, onde está e o que poderia ser.




02 - K.BOARD & THE SKREENS
Depois de experimentar a linguagem como som puro em seu EP anterior "The Langue", K.Board & The Skreens estão de volta com quatro novas faixas nas quais eles continuam ampliando os limites de experimentos e se tornando mais pop, num trabalho com produção lo-fi, usando o Garage Band do iPad como gravação e Dropbox para envio de arquivos.

Ano passado eles lançaram o EP "The Langue", cantado em quatro idiomas diferentes, o que fez aumentar o numero de ouvintes (a até compradores da banda) no Bandcamp. Com "The New", eles pretendem ampliar esse número ao longo de 2021.





03 - LOSING TWIN
EP de estreia da banda, "Hope" é uma coleção de canções sobre o amor, amadurecimento e encontrar um lugar neste mundo. Mesclando estilos como como Indie, Folk, Pop e Rock, esse é o projeto principal de Peter Seidel e do produtor Andreas Meid (também conhecido como D.I.M.), que trabalham juntos desde 2019. O EP foi gravado no estúdio caseiro de Andreas Meid, com Mani Orrason 
envolvido em algumas das sessões de composição e produção.

O EP com cinco músicas pode ser ouvido abaixo:




05 - STUMBLE STEADY
O vocalista do Stumble Steady, Garrett Kealer, fala sobre doença mental, agitação social e o jogo dos relacionamentos em seu EP de estria, "Nobody Told The Wolves", lançado nas plataformas de Streaming final de Março. Instrumentalmente falando, o EP conta com grooves implacáveis, melodias cativantes, sintetizadores, guitarras e até mesmo uma energia lo-fi, mesclando alternative rock, indie e bedroom pop

Por meio de sua música e mensagem, ele critica estereótipos incorretos sobre o TOC, dos quais ele considera seu maior catalisador e obstáculo criativo.




06 - MARIE NAFFAH
Lançado no último dia 9, o EP "Golden State" apresenta quatro músicas, gravadas com Neil Comber (Florence + The Machine, Glass Animals, Charli XCX), Matt Colton (Arlo Parks, Arctic Monkeys, Christine e as Rainhas) e Simon Byrt (Pixx, Charlotte OC, Babeheaven).

No quesito de composição, o EP é influenciado por uma viagem de mudança de vida que Marie fez pela Costa Oeste dos Estados Unidos e é inspirado pelas imagens, sons e sentimentos que ela encontrou lá, como podemos ouvir em 'California', por exemplo, além de apresentar singles lançados anteriormente e bem recebidos incluindo o melancólico hino indie-pop ‘Wasteland’ e o groove-carregado ‘The Cage’. Ela mescla estilo como o jazz, e vertentes do pop, como o indie, power e alternativo.

Sobre o EP Marie diz: “É uma sensação incrível lançar este EP porque as músicas individuais realmente parecem que nasceram, e pertencem, juntas. As canções são memórias de várias camadas da minha viagem à Costa Oeste da América: a ida, a volta para casa, a exaustão e a revitalização estimulante que vem com uma aventura. Existe uma música para todos os gostos."




07 - GRIDS & DOTS
Diretamente de Sidney, Australia, o grupo lançou recentemente "What Happens to Friendships", EP de estreia e que captura com maestria não só a energia da banda, como também suas influências presentes em gêneros como o dreampop, shoegaze e indie rock.

A banda trabalhou com o produtor vencedor do prêmio ARIA Wayne Connolly (Paul Dempsey, You Am I) no EP no Hercules St Studios de Sydney. O processo, que acabou colidindo diretamente com o início do COVID-19, foi mais longo do que o previsto, porém o resultado final é um recorde do qual Grids & Dots se orgulham imensamente.




08 - CXL MXCK
Lançado hoje, "Me, Myself or Die" é o EP de estreia do artista de 21 anos, que teve um bom começo no cenário da música alternativa com seus primeiros 2 singles 'I Can't Breathe' e 'Mushroom Treatment', lançadas ano passado e chamando a atenção de veículos como a BBC, Amazing Radio US e The Guardian.

O disco consiste em 4 canções, que mesclam o Emo, beats do Hip-Hop, trazendo letras mórbidas e assuntos como o estado de depressão, auto-sabotagem, saúde mental em jovens e a ignorância sobre isso. A música mais emocionante do EP é 'Rucksack', uma descrição detalhada de uma experiência da vida real na qual o jovem havia feito planos para acabar com sua vida. A música é lida como um elogio, ou uma nota de suicídio, seu objetivo é mostrar a permanência do suicídio e como, uma vez feito, não pode ser desfeito. Com influência de nomes como My Chemical Romance e Stone Sour. O EP termina com a faixa “Just A Kid”. Isso retrata a escuridão do abuso de drogas e álcool, um problema com o qual Mxck lutou durante a maior parte de sua adolescência. A música traz influências do hip hop com rimas rápidas e inteligentes, em um EP que mescla rock alternativo, trap, hip-hop e até mesmo batidas lo-fi.



09 - HALELUYA HAILU
Mais um lançamento de hoje é o EP "Greeting and Salutations", que apresenta 5 músicas, trafegando por vertentes do pop, como o comercial/synth/eletro e voltado para um público mais jovem.

Ouça o EP abaixo:



10 - GILL GUILLERMO
"Listen to the Wind" fecha um capítulo para Gill Guillermo, em 5 músicas que falam sobre ter deixado sua casa em Israel, ido para Liverpool, encontrando um lar lá e, em seguida, abandonando-o - esperançosamente, temporariamente.

O EP destila os vários tons de seu estado mental ao longo dos anos em que encontrou um lar e seu lugar nele, ao mesmo tempo em que mesclava os estilos musicais e as culturas das quais fez parte durante essa jornada, passando pelo power pop, indie rock, folk, trazendo influências dos países já citados e também da América do Sul.

"Este EP, como a linha da música 'The Wind' de Cat Stevens, é sobre ouvir sua própria voz e sobre o que eu tive de bom e de ruim em Israel, no Reino Unido e em outros lugares. Não seria a mesma coisa se as coisas fossem diferentes na minha vida e espero que outras pessoas se conectem com essa música como eu." - Gill Guillermo

Gravado nos porões das casas georgianas de Liverpool e nos estúdios estabelecidos com a ajuda de Sir Paul McCartney em sua antiga escola; mixado por Steve Powell, o engenheiro de referência musical da cidade; e feito com a ajuda de jovens talentos que Guillermo descobriu durante seu tempo no Instituto de Artes Cênicas de Liverpool, "Listen to the Wind" é um produto de influências de vários tempos e regiões. Ele celebra os laços de Gill com a cidade e seu lugar em sua cena musical intimamente ligada, da qual ele continua a fazer parte - se preparando para outra apresentação no Festival Threshold da cidade no próximo mês.


Sobre os encontros com Paul McCartney, o artista comentou com a gente: "Eu conheci o "tio Paul", como o chamamos na LIPA, várias vezes, incluindo uma vez em que fiz um exame de desempenho usando a pintura facial completa de David Bowie Aladdin Sane e ele simplesmente entrou na escola e disse "você se parece com você" está se divertindo! " Nós dois rimos e ele continuou com Mark Featherstone-Witty, o diretor do instituto. Outra vez, perguntei a ele durante uma sessão de perguntas e respostas sobre seu fluxo de trabalho criativo - ao que ele respondeu que é diferente a cada vez que ele escreve uma música. Eu também tive o privilégio de me formar no LIPA duas vezes."


Ouça cada uma das faixas abaixo:




11 - GET BORN
Lançado em Fevereiro, o projeto "The Never Ending List Of Things I Need To Do" é um projeto solo que a artista conseguiu fazer com o que dinheiro arrecado em outro trabalho seu. Ele apresenta 6 músicas que trafegam por estilos como dream pop, indie e slacker rock. 

Sobre algumas das faixas: 

'Trevor (Never) Smiles' - É sobre tecnologia e autismo de alto funcionamento. Idade do Gelo - trata do tédio, da autodestruição e da clareza.

'The Never Ending List' - É sobre nostalgia, questões existenciais, e sempre sentindo que tem algo para fazer.

'Ode To Capitalism' - trata de várias maneiras que o artista pensa sobre o mundo (especificamente nos EUA) não está funcionando e minha frustração com isso.


Ouça o EP abaixo:




12 - KAT HEINKERT
Divulgado final de Fevereiro, "Dead Reckoning" é um álbum de 12 músicas, que trafega por estilos como o jazz, indie e o folk, esse último como vertente principal. Nas músicas, a artista sabe mesclar com maestria um vocal suave com a parte instrumental, feito de modo bem harmônico e calmo se de ouvir, mostrando que as melodias e histórias contadas ao longo do álbum é feito com coração e alma, atraindo o artista para dentro das histórias e o deixando com vontade de ouvir faixa por faixa.

Cada uma delas podem ser ouvidas abaixo:




13 - MYLESIE
Mylesie é uma artista filipino-americano de 19 anos e, que em 208, começou a fazer músicas voltadas principalmente para o pop.

Quase dois anos depois, "Lilac", é o resultado desse trabalho, com sete músicas que são um reflexo da vida pós-colegial do artista, que foi vendo parte da adolescência desaparecer junto com os amigos e estruturas que definiram parte de sua vida.  De acordo com o artista, o álbum representa não apenas sua jornada pessoal até a idade adulta, mas também a busca de novos horizontes.




14 - THE IMPERSONATORS
Lançado há cerca de um mês, diretamente da Finlândia, "Life Of Grant" é um álbum conceitual sobre a vida de um personagem fictício chamado Grant, nome comum por lá, além de ser também de Grant McLennan do The Go-Betweens, uma das influências da banda. De qualquer forma, o personagem de Grant é baseado na vida do pai e do padrinho d Tommi, compositor da banda. 

Seu pai faleceu há quase dois anos e, depois do funeral, ele achou que deveria escrever um álbum sobre homens seu pai e padrinho, os celebrando por meio de músicas e letras.

O resultado pode ser conferido em cada uma das 11 músicas abaixo (entre elas, 'Rodeo', que seria o favorita de seu pai) que trafegam por estilos como o indie/soft rock.




15 - MAURICIO GARCIA MARULANDA
Lançada na véspera do Natal, "Impermanencia" é um álbum com 12 músicas em espanhol, do artista colombiano que passa por estilos como o indie/soft rock, rock acústico e o poprock latino. 

O artista comentou sobre algumas das músicas:

Vida / Bucle: Eu carreguei o germe dessa música por vinte anos. Finalmente tomou forma e se materializou. É uma conversa entre o alma e o corpo no momento de transcender para o próximo plano de existência. Fala do círculo da encarnação, uma eterna laço através do qual aprendemos em cada vida a nos aproximar da grande força que une o universo: o Amor.

Babilonia: o canto da pandemia. Dedicado a minha esposa e filha e ao ambiente verde e fértil que nos acolheu durante a quarentena obrigatória em Villeta (Colômbia). Uma música que vai da incerteza à esperança.

LLuvia: Outra música cuja semente carreguei por mais de 20 anos. Evoca a chuva que sempre me confortou da saudade que sempre produziu em mim. Faz alusão a várias experiências fortes que vivi e que não consigo situar especificamente na linha do tempo.

Cordillera: Uma música que fiz como parte de um exercício de composição com alguns amigos. Uma homenagem aos meus antepassados ​​que abriram caminho nas montanhas para fundar a cidade de Pereira; e para meus avôs e avós.