"Meu Funeral", estreia na Universal Music com o EP "Acabou"; Faixa principal fala sobre certo presidente negacionista de epidemia; Ouça e confira o clipe aqui!!

O álbum “Tropicore Hardcal” é composto por um total de 14 músicas, que serão lançadas em etapas pela Universal Music. A primeira parte do projeto é o EP “Acabou”, que chega às plataformas digitais no dia 5 de fevereiro com três faixas: “Acabou (você não é mais presidente)”, “Queimando a mufa” e “Não se esqueça de postar”. Posteriormente, serão lançados outros dois EPs. Fechando a tampa, a banda libera um álbum completo, com a íntegra do repertório. 

Na faixa "Acabou (você não é mais presidente)", uma das três que compõem o primeiro EP, o grupo carioca canta sobre o dia em que nos veremos livres do regime político que nos oprime, ou melhor, daquele que o representa, o atual Presidente da República - esse que evoca, a todo momento, o desalento e a raiva com forças de mobilização. É impossível escutar os acordes e versos, simples e diretos (como deve ser o punk!), sem esboçar um sorriso, sem desejar que a música se concretize. O coro que encerra a música, entoando o refrão, dá a dica: para que isso ocorra é necessário que todos estejamos de fato juntos, cantando e lutando. Unidos, que sejamos uma comunidade, uma coletividade que resiste, não mais indivíduos isolados e revoltados e, portanto, facilmente esmagados. A importância da coletividade para a resistência reaparece, ainda, em “Queimando a mufa”, que denuncia, justamente, os limites da revolta individual, especialmente aquela que é obcecada com as métricas de sucesso e fracasso que nos são impostas pela vida moderna – o comportamento que alimenta o mercado dos coachs!
 

Não se esqueça de postar” segue discorrendo sobre nossos hábitos de consumo, contudo, o foco agora é na forma como consumimos e somos consumidos pelas redes sociais, nos efeitos que elas têm sobre as nossas vidas: a música nos fala sobre uma vida mediada por algoritmos, uma realidade artificial que é mais importante que do que o próprio real. Ela nos fala sobre uma distopia, a nossa, onde um bom selfie vale mais que um sorriso genuíno.
 



O álbum ainda conta com canções interessantes, como “O rock´n´roll anda tão burocrático”, uma crítica ácida ao cenário, a cena atual, totalmente dominada por personalidades decadentes e/ou por empresários inescrupulosos, e “Agricultor de merda”, uma típica canção de revolta, porém com uma melodia malemolente. 


Texto retirado do release oficial.