Entrevista com André Pinguim (Charlie Brown Jr. / Bula Rock)

A entrevista deste mês é com o baterista André Luís Ruas, mais conhecido como Pinguim. Bateristabeat-boxvocalista, empresário brasileiro, entre outras funções, ele ficou conhecido principalmente por seu trabalho com a banda Charlie Brown Jr. e atualmente é baterista do power trio BULA, formado por ex-integrantes do Charlie Brown Jr. e A Banca. Conversamos com ele, que fala sobre como começou sua carreira, projetos que participou antes do Charlie Brown e como ele entrou na banda, convivência com Chorão, Lena, expectativa com o Rock in Rio e muito mais em ENTREVISTA EXCLUSIVA!!



De onde veio o seu apelido?


Meu apelido veio a partir de uma brincadeira, eu usava frequentemente uma camisa com a imagem de um pinguim que era de uma marca de sorvete da época chamado "pingolé" e um amigo ficava falando "você tem a cara desse pinguim" e pingolé pra cá, pingolé pra lá... Até que o apelido pegou e assim ficou.

Quando você começou a tocar?

Comecei a tocar quando era muito pequeno. Sempre teve instrumentos na casa dos meus pais, na minha família muita gente toca, canta e foi natural. A primeira vez que tive uma banda mesmo foi com os amigos da minha rua, eu tinha 12 pra 13 anos, e profissionalmente foi dos 17 para os 18.

Quais bandas e bateristas influenciam no seu trabalho e jeito de tocar?


Puxa, muitos!!!! Eu brinco que tem alguns que foram meus professores, mas eles não sabem , João Barone (Paralamas), Charles Gavin (Titãs), Chad Smith (RHCP), Dave Weckl, John Bonhan (Led), alguns por serem canhotos e toco como eles, a forma como tocar com a mão esquerda no Hi Hat e a mão direita na Caixa, Billy Cobhan, Carter Buford (Dave Matthews Band) e Simon Phillips são alguns desses grandes bateras, grandes influências!!


 Fale um pouco sobre as bandas que participou antes do Charlie Brown Jr.?

Toquei em algumas, algumas delas com gravadoras e discos lançados, vamos lá... A primeira banda que tive se chamava Expresso Noturno foi a que fiz meu primeiro show em 1987, dai fui para uma outra banda com som autoral também que se chamava Mestra, foi quando veio o Aldeia, gravamos um disco que saiu pela Paradoxx Music produzido pelo Rick Bonadio, isso em 1996. Depois  entrei para outra banda chamada Rajja e Cabong produzida pelo Tadeu Patolla,  gravamos e lançamos pela Abril Music, na sequência fundei o Bombax, que também estava sendo produzida pelo Tadeu Patolla e Rick Bonadio. Nessa  banda eu  era o "vocal", gravamos mas não chegamos a lançaro disco que sairia pela Arsenal. 
Em seguida tinha dado uma pequena parada , foi quando o Thiago Castanho me chamou pra fazer um som em um projeto e nesse meio tempo recebi o convite do Chorão para fazer parte do Charlie Brown Jr., onde gravamos 2 discos incríveis, o Imunidade Musical (2005) e o Ritmo Ritual e Responsa (2007), 2 DVDs, o Skate Vibration (2005), o RRR ao Vivo (2008) e uma indicação ao Grammy Latino (com o Imunidade Musical), depois do CBJR toquei em duas bandas: Parallax (da qual tocava com
a Lena)e tive uma breve passagem pelo Conexão Baixada e hoje com muita felicidade no BULA.

Como foi o convite para entrar no Charlie Brown Jr.?


 Eu estava tocando com o Thiago Castanho na época, fazíamos um som que provavelmente viria ser uma banda, mas um certo dia o Chorão entrou pela porta do estúdio do Thiago e nós estávamos tocando, ele ficou uns 40 min, fizemos um som tocamos algumas musicas do CBJR. No dia seguinte ele ligou para o Thiago falando se nós podíamos nos encontrar de novo, nos encontramos e fizemos um som, a princípio ele nos convidou para fazer a trilha sonora do filme O Magnata, isso numa segunda feira, na sexta nos encontramos de novo e foi aí que o Chorão me fez o convite pra que eu entrasse no Charlie Brown Jr..

Com o Imunidade Musical (2007) a banda foi indicada ao Grammy Latino, qual a sensação da indicação de um prêmio como esse? 

Ficamos felizes com a indicação, penso que só de sermos indicados já foi um grande prêmio.  

Como era a energia de trabalhar com Chorão e sua amizade com ele?


A energia era demais, fizemos muitas coisas boas e incríveis juntos, fizemos muita música e éramos grandes amigos, tinha um grande respeito e admiração pelo Chorão, por toda sua historia e a do CBJR, eu conhecia o Chorão bem antes do CBJR, eu dividia o palco com Renato (Pelado). Muitos músicos, inclusive o Chorão, tinham o costume de frequentar um Bar que e eu tocava chamado Torto, um dos primeiros lugares que vim a tocar profissionalmente, esse Bar é um ponto de encontro até hoje de grandes músicos de Santos.  

Papo de canhotos: Eu e o baterista Pinguim, antes do primeiro show da Bula, no Da Leoni
Como é sua amizade com a Lena?  Você já trabalhou com ela em outras bandas antes da Bula, muda algo no sentido de musicalidade?


Sou suspeito pra falar da Lena, minha grande eterna amiga parceira, formamos um cozinha incrível, fica muito fácil tocar com ela, toca muito, tem uma sensibilidade musical incrível e é ai que se torna fácil tocar com ela temos uma grande afinidade de amizade e isso vai pro som diretamente. Já tínhamos tocado juntos em algumas bandas e casas noturnas da cidade, ainda tocamos, uma delas é a Barbiekill e outra fizemos um som e gravamos um disco que tem duas faixas que gravei (Parallax) e hoje formamos cozinha da BULA.

Fale sobre o Beat Beach e sobre a Áries. Como começou esses projetos e qual o tipo de som deles?

O Beat Beach com meu amigo Beto Gerônimo e o Lumiére com o DJ Rodrigo Moita, foram dois projetos de musica eletrônica que tive o grande prazer de tocar, eu fazia Percussão Eletrônica e acompanhava alguns DJs fazendo o Live Percussion e viajei muito pelo Brasil tocando musica eletrônica, tem até alguns vídeos no Youtube que fiz para esses projetos. A Banda Áries ainda venho tocando com eles com muita felicidade, é uma banda de grandes amigos, tocamos em muitos lugares e bares de São Paulo, Casamentos, Festas e por ai vai. É uma banda que existe a 35 anos, e eu toco com o Aries já vai fazer 1 ano.

Como começou o projeto que se tornou a Bula?


A Bula existe um pouco mais de 1 ano, formado pelo Marcão e Lena, que já tocavam juntos na Banca, continuaram a se encontrar e fazer um som e naturalmente foram fazendo um som, gravando, o Marcão já tinha algumas músicas e elas foram tomando forma, formando um disco, chegaram a gravar varias faixas com o Graveto, mas ele recebeu o convite pra entrar para o Strike, foi quando recebi o convite para entrar para Banda, terminei de gravar outras faixas, o disco ficou pronto e hoje com muita felicidade temos um grande disco recheado de musicas incríveis!!

Após o lançamento, os primeiros lotes do Não Estamos Sozinhos foram vendidos rapidamente, qual sua expectativa para o futuro da banda?


As expectativas são as melhores possíveis porque temos um grande disco, com muitas musicas sensacionais, o que mais quero é continuar tocando com Marcão e Lena e fazermos muitos outros discos, fazer com que todos os lugares e cantos deste pais escutem o nosso som.


Como foi tocar em um Festival como o Lollapalooza?

Foi um momento incrível e muito importante pra nós porque tinhamos acabado de lançar o nosso primeiro disco e tivemos a notícia que participariamos do Lolla ficamos muito felizes com a notícia um festival internacional e de grande porte e dentro disso tudo fazer um grande show e poder tocar nosso disco, então foi muito importante e emocionante pra nós!!

E qual sua expectativa para o Rock in Rio?

As nossas expectativas são as melhores possíveis mais um grande festival em nossa história depois do Lolla colado veio mais a grande notícia que tocaríamos no RIR. Está sendo um ano realmente incrível pro Bula, estamos preparando um grande show para mais esse grande momento em nossas vidas, pra mim particularmente então muito especial porque nunca fui a um RIR e agora vou e vou tocar com a minha banda. Felicidade pura !!!!

Com quais bandas e projetos você tem trabalhado atualmente? 


Atualmente toco e gravo com muita gente mas a BULA é o meu único e maior foco.

O que você faz no tempo livre? Tem algum hobby?


Fico o máximo de tempo que posso com minha família quando não toco, eu tinha um hobby que é andar de Skate mas como já passei por algumas fraturas não ando mais, afinal minhas ferramentas trabalho são minhas mãos e pés, então "por enquanto" não ando de Skate.

Confira vídeo-aula do Pinguim ensinando O Mundo Explodiu Lá Fora, do Charlie Brown Jr.



Ouça ao disco Imunidade Musical (2005)



Ouça ao disco Ritmo, Ritual E Responsa



Assista ao DVD Ritmo, Ritual E Responsa Ao Vivo



Ouça o disco de estreia da BULA


Live Percursion (com Lumière)





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