Elio Sant'Anna Elio Sant'Anna Author
Title: ENTREVISTA: Gilles Sonsino fala sobre o documentário "A Gente Não Somos Inútil"
Author: Elio Sant'Anna
Rating 5 of 5 Des:
Gilles Sonsino é Diretor, Escritor e Roteirista do mais novo documentário sobre a banda Ultraje A Rigor, que no começo de 2015 foi lançado n...
Gilles Sonsino é Diretor, Escritor e Roteirista do mais novo documentário sobre a banda Ultraje A Rigor, que no começo de 2015 foi lançado no Vimeo, disponível para todos fãs da banda assistir.

Nós conseguimos uma entrevista com ele, que vai conversar um pouco sobre como foi feito, de onde surgiu a ideia e muito mais sobre o documentário A Gente Não Somos Inútil, que está sendo muito repercutido nesse começo de ano.




Quando surgiu a ideia de fazer esse documentário?

Desde 2010, quando era aluno de graduação pela Faculdade Cásper Líbero, já pensava em produzir um documentário como Trabalho de Conclusão de Curso, apesar de não ter nada muito fixo em mente. Certo dia estava ouvindo algumas músicas que tinha do Ultraje a Rigor em meu computador e, por algum motivo, me veio uma curiosidade em conhecer mais sobre a banda. Fuçar a história, fotos e ver quem eram, sabe? Pesquisei na internet quaisquer materiais que tivessem disponíveis, mas não encontrava aquilo que queria. Daí comecei a pensar e refletir sobre a possibilidade de fazer algo sobre eles, tentar enxergar aquilo que procurava quando fiz minha primeira pesquisa como fã. A partir deste momento, à medida que nosso grupo foi se formando, as ideias ficaram mais claras e nosso planejamento mais prático. Nos juntamos e começamos a produzir efetivamente o filme no fim de 2011.


Este foi o primeiro documentário feito por você sobre alguma banda?

Foi o primeiro – até o momento. Já tenho, junto com a mesma equipe de “A Gente Não Somos Inútil”, novidades para futuros projetos audiovisuais. E já posso adiantar: continuaremos falando sobre música.

As gravações foram finalizadas no fim de 2012. Quais motivos levaram a demora do lançamento digital do documentário?

Os problemas que tivemos vão de instâncias técnicas a burocráticas. Técnicas, no sentido de que mudamos muitas coisas que tínhamos feito no primeiro corte, como depoimentos, montagem e ordem de apresentação dos fatos, além de novas entrevistas e um novo processo de finalização. Burocráticas, que decidimos deixar um pouco de lado. 
Tínhamos expectativas de lançá-lo em outros meios, como o próprio cinema, nosso maior objetivo até então. Mas acabamos chegando à conclusão de que este documentário é mais uma homenagem ao Ultraje a Rigor e um trabalho que queremos divulgar a todas as pessoas possíveis, optando pela internet como terreno para tal. 


Planeja lançar ele em DVD? Está tendo burocracias que adiam isso?

Por enquanto, não temos um planejamento certo para isso. Dependendo de quais forem os resultados desta divulgação toda que estamos vivendo (e agradecemos muito por isto), vamos decidir quais os próximos passos.
Ainda não estamos enfrentando burocracias porque não começamos a estudar de fato esta possibilidade. Estamos abertos a propostas e seria muito bacana ver o filme atingindo um número cada vez maior de pessoas. Mas, por enquanto, o filme fica na internet. 




Teve alguma entrevista que não entrou para o documentário?


Todos os materiais colhidos foram utilizados no filme à medida do possível. Fizemos um roteiro que abrangesse um pouco de cada fase e etapa da carreira da banda. Conforme colhíamos os depoimentos, encaixávamos naquilo que fosse necessário. Acredito que conseguimos distribuir bem as falas com os temas propostos.
E artistas que você queria, mas não quiseram participar?

Muitas pessoas nos perguntaram de antigos integrantes do Ultraje a Rigor, como Serginho Serra, Maurício, Heraldo, Scandurra, etc. Tentamos conversar com todos eles, mas, por impossibilidades diversas (como tempo, localidade e prazo de entrega), não obtivemos sucesso. Mesmo após o primeiro corte, apresentado em 2012, tentamos o contato com estas pessoas, mas por um motivo ou por outro, não conseguimos marcar tais entrevistas.

Desde o lançamento do documentário, ele está tendo uma boa repercussão. Esperava que fosse repercutir tanto?

Definitivamente não! Achávamos que o filme ficaria naquela divulgação entre amigos, um passando para o outro, o que obviamente também aconteceu, e até acredito que contribuiu para esta repercussão. Mas, da forma como está acontecendo, passou por nossas cabeças apenas nos nossos sonhos! (risadas). Assim que fizemos o lançamento, mandamos mensagens a todas as pessoas possíveis, envolvidas ou não com o documentário, e àquelas que nos perguntavam dele, quando iria sair, etc. 
A partir deste momento, os integrantes e ex-integrantes do Ultraje, nossos entrevistados, pessoas da música e gente do meio começou a divulgar o filme, e isso nos fez sair em muitos sites até então. Tá muito bacana! Agradecemos muito a cada um daqueles que nos ajudou e continua ajudando de uma forma ou de outra. Agradeço também a equipe do Garotos de Liverpool pela entrevista e espaço disponibilizado.

A banda preferida do Roger é os Beatles e a sua, qual é? 

Difícil, hein? Cresci em um ambiente musical dentro de casa, ouvindo só coisa boa por parte de meus pais. Quando tinha meus 9, 10 anos de idade, meu irmão me apresentou o Punk Rock e o Rock mais agressivo, mais rápido, de Ramones a Dead Kennedys. Apesar de amar de paixão os clássicos como The Beatles e Led Zeppelin, fico com NOFX, banda de Punk Rock/Hardcore de Berkeley, CA, USA.

Mais uma vez, agradeço muito a força e espaço.
Fico disponível para qualquer esclarecimento / sugestão!
Grande abraço!
Gilles Sonsino

Postar um comentário

 
Top