“Está no DNA da Nikita essa divulgação do que o Brasil tem de melhor e que mais revela a sua identidade, como a música dos povos originários da nossa terra”, afirma Felippe Llerena, diretor-executivo da Nikita Music. A empresa também distribui selos como Alter do Som e Budokaos, além de artistas como Nilson Chaves, Banda Sayonara, Lucinnha Bastos, Lia Sophia, Íris da Selva e Malu Guedelha.
A chegada do Baquemirim acontece em meio ao crescimento do mercado fonográfico brasileiro. Segundo relatório divulgado em 2026 pela Pró-Música Brasil e pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), o setor faturou R$ 3,958 bilhões em 2025, crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior. O streaming respondeu por mais de R$ 3,4 bilhões da receita total do mercado, consolidando o Brasil entre os dez maiores mercados de música gravada do mundo.
O avanço das plataformas digitais também tem ampliado o espaço para produções regionais e artistas ligados às tradições culturais brasileiras. Para Felippe Llerena, esse cenário contribui para aproximar o público de sonoridades historicamente pouco difundidas no eixo Sudeste. “Existe uma riqueza cultural imensa no Norte do Brasil, que durante muito tempo circulou de forma mais restrita. Hoje, essas músicas conseguem alcançar novos públicos sem perder suas características e origens”, destaca.
Com a entrada do Baquemirim, a Nikita Music passa a reunir em um mesmo catálogo artistas, selos e repertórios ligados a diferentes regiões do país, ampliando a circulação de produções do Norte brasileiro nas plataformas digitais. A iniciativa também reforça a presença de obras conectadas às tradições populares e aos povos originários em um mercado cada vez mais concentrado no consumo digital e nos lançamentos de alcance nacional.





