Anônimos Anônimos, de casa nova, revigora seu rock alternativo em 'Eu Lembro'


Foto: Rick Costa

Anônimos Anônimos chega ao momento mais decisivo de sua trajetória até aqui com o anúncio de seu álbum de estreia, previsto para maio, e o lançamento do single “Eu Lembro”, já disponível nas plataformas de streaming. O disco será o primeiro da banda em parceria com a Forever Vacation Records, selo que vem se consolidando como um dos polos do rock alternativo brasileiro fora do eixo estritamente mainstream.

'Eu Lembro' no streaming: 
onerpm.link/eu-lembro.

Clipe: 
https://youtu.be/V-BpBj7tTvo

“Eu Lembro” funciona como um cartão de visitas direto para o que a banda, que lançou dois EPs e singles anteriormente pela Repetente Records (selo dos músicos do CPM 22, Phil Fargnoli e Badauí), construiu ao longo do álbum: canções guiadas por melodias emotivas, letras confessionais e uma estética que ecoa o alternative rock de fim dos anos 1990 e início dos 2000, em diálogo com bandas como Jimmy Eat World e Saves the Day, mas filtradas por uma sensibilidade local e contemporânea.

O disco que vem aí marca uma transição importante para a banda, agora no catálogo da Forever Vacation Records, casa de nomes como Budang, Jovens Ateus, Deb and the Mentals e Water Rats, artistas que compartilham uma abordagem mais autoral e menos formatada do rock nacional recente.

A relação entre banda e selo, no entanto, antecede o contrato. Alexandre Capilé, fundador da Forever Vacation Records e produtor do álbum, acompanha o Anônimos Anônimos desde o EP Xô Criaca, lançado anteriormente. Segundo Capilé, o disco nasce de um processo de amadurecimento contínuo:

“Desde aquele EP já conversávamos sobre o que poderia ser um primeiro álbum. Durante as gravações, a banda comentou que não estava mais trabalhando com selo, e eu ofereci a parceria com a FVR na hora. Acredito muito nesse trabalho e na forma como ele foi construído.”

Intitulado “Acabou Sorrire”, o álbum traz no nome uma referência irônica ao "Acabou Chorare", dos Novos Baianos. Para Flávio, a escolha reflete o tom emocional do repertório:

“As letras são pessoais, introspectivas e, às vezes, tristes. O título surgiu como brincadeira, mas acabou fazendo sentido. É sobre rir de si mesmo mesmo quando as coisas apertam.”

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