ANÁLISE – Lumo 2 mescla puzzle, plataforma e metroidvania num tributo aos jogos britânicos dos anos 80/90 e à era 8 bits



Tivemos a oportunidade de conferir Lumo 2, jogo desenvolvido pelo estúdio 
Triple Eh? Ltd, publicado pela empresa Numskull Games e disponível para PC, Switch, Xbox Series e PS5 desde Outubro.

INTRODUÇÃO
Em Lumo 2, sequência do jogo lançado em 2016, nós nos deparamos com uma clássica aventura isométrica, explorando um mundo de mudanças constantes, salas interconectadas e que servem como um quebra-cabeça projetado meticulosamente e envolvente do início ao fim.

Logo ao iniciar o jogo, somos levados a uma tela de seleção de idioma bastante completa, com 13 opções disponíveis, incluindo inglês, galês, francês, finlandês, chinês, coreano, japonês, português, espanhol, alemão, entre outros. Essa variedade demonstra a preocupação dos desenvolvedores em alcançar um público amplo, algo sempre positivo, especialmente num jogo com forte apelo internacional.

Diferente de outros games, não é possível mexer em nenhum tipo de configuração relevante como dificuldade, habilitar/desabilitar dicas, legendas, opção entre fidelidade/desempenho ou até mesmo mapeamento dos botões, se limitando ao volume do jogo/efeitos/músicas ou gama da tela. No fim, nenhuma dessas configurações fazem falta para a gameplay, que iremos falar mais abaixo.


GAMEPLAY
Iniciando o jogo, vemos uma atmosfera misteriosa e que dita o tom da aventura desde os primeiros minutos. O jogo apresenta uma estrutura baseada em salas conectadas entre si por elevadores, rampas e passagens ocultas, levando o jogador de um ambiente a outro de forma contínua (num total de 100 salas em três áreas), enquanto resolvemos puzzles que resolvem enigmas não somente da sala que estamos em questão, como para outras também, enquanto enfrentamos alguns diversos perigos para se evitar avançamos em nossa jogatina que combina exploração, resoluções e puzzles, plataformas a serem superadas com precisão (seja por conta da distância do pulo e delas irem desmoronando), desbloqueio de novas habilidades ou itens coletáveis (como fitas e patos de borracha) pelo mapa.

Todo esse conjunto funciona como uma verdadeira carta de amor não apenas aos jogos britânicos dos anos 80 e 90, mas também à estética da era 8-bits, com seu visual remetendo ao período citado, mas sem se prender a limitações técnicas, resultando numa mescla entre nostalgia e uma complexidade muito maior do que aquela vista no início da franquia, respeitando suas raízes, mas expandindo ideias.


O mundo do jogo está dividido em três áreas: uma no espaço, uma no deserto e outra em um castelo, com o objetivo principal sendo coletar a tinta por eles para encher o caldeirão relacionado ao mundo, sendo necessário explorar cada canto. Como ajuda, temos habilidades desbloqueáveis como o salto duplo, rotação da câmera e uma varinha que, quando acesa, mostrará caminhos e portas escondidas.
Convidando a exploração ao máximo, esse é um game que não entrega tudo de maneira explícita, sendo necessário entrar em cada uma das salas, descobrir os segredos espalhados pelo mapa e recompensando quem for curioso e com paciência, pois alguns desafios exigem observação, tentativa e erro, com esses últimos podendo acontecer bastante, por conta de faltar algum tipo de tutorial. Outro problema que interfere em sua jogabilidade é que o personagem é lento em muitos momentos e, isso, somado com seu tipo de salto e a visão isométrica, acaba atrapalhando para calcular o salto certo, comprometendo um pouco a experiência.


TROFÉUS
Com 29 troféus (incluindo a platina), eles incluem objetivos como coletar suas habilidades adicionais, seu primeiro pato, morrer pela primeira vez, pegar toda a tinta vermelha, azul e verde, coletar todos os patos, atirar em mais de 90% de todos os morcegos, entre outros.

Até o momento dessa análise, somente 1 player cadastrado no site PSN Profiles conseguiu a Platina (confira todos os troféus AQUI), mesmo número para cadastrados no site True Achievements (Xbox, confira todos os troféus AQUI).

CONCLUSÃO
Sendo um tributo a era 80/90 dos jogos britânicos e aos 8-bits, Lumo 2 tem um visual colorido, cheio de referências e pequenos detalhes interessantes em cada cenário, aliado a uma trilha sonora discreta, mas que culmina num clima gostoso e nostálgico, fugindo do fotorrealismo atual.

Apesar de alguns problemas com relação à plataforma e a visão isométrica, ele foi feito sob medida para fãs de jogos retrô e de plataforma, proporcionando uma aventura charmosa e consistente dentro de sua proposta.

Para fãs dos gêneros e estilos de jogos citados, esse certamente é um título que vale ser explorado.



A cópia digital do jogo foi disponibilizada para fins de review, feito diretamente do Playstation 5 e ele pode ser adquirido por R$ 142,50 (PS5), R$ 92,45 (Xbox Series), além de ter diversas edições para PC, variando entre R$ 73,99 e R$ 81,88 (Steam). Valores da data em que essa análise foi publicada.

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