‘Lado C’ narra a trajetória de Caetano Veloso até a reinvenção com a bandaCê


Muito se conhece – e se fala – sobre o Caetano Veloso das palavras, o grande letrista, entre os maiores da história da MPB. A roupagem sonora que embala a desconcertante poesia do autor, porém, não é tão lembrada quando se avalia sua obra. Não que seja menos importante. Caetano é um músico incomum e antenado no resultado de seu trabalho, em que forma e conteúdo são indissociáveis. 

Lado C
, que chega às livrarias no dia 29 de julho, narra justamente a sonoridade buscada por Caetano desde o início de sua carreira, com destaque para a virada radical com a BandaCê, power trio que montou em 2006 com músicos 30 anos mais jovens. Em um período de dez anos, foram três discos de canções inéditas, outros três ao vivo e grandes turnês que rodaram o Brasil e o mundo.

Escrito pelos pesquisadores Luiz Felipe Carneiro e Tito Guedes, Lado C narra os caminhos que levaram Caetano a essa surpreendente aventura musical. A partir de informações inéditas, os autores contam os bastidores das gravações e o processo criativo de cada disco da trilogia, que culminou em Abraçaço. Eles mostram ainda a relação controversa de Caetano com a imprensa nesse período, detalhes do convívio com sua equipe e a as experiências e parcerias com artistas de diferentes gerações, incluindo os próprios filhos.

– Esse é um período mais recente e pouco comentado da carreira de Caetano, mas que sem dúvida é um dos mais ricos. Ele se reinventou e renovou seu público – observa Tito.

NOITE DE AUTÓGRAFOS

Quinta-feira 11 de agosto,a partir das 19h, na Livraria da Travessa de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá 578)

FICHA TÉCNICA

Título: Lado C- A trajetória musical de Caetano Veloso até a reinvenção com a bandaCê

Autor: Luiz Felipe Carneiro e Tito Guedes

Editora: Máquina de Livros 
Preços: R$ 62,90 (impresso)

R$ 42 (e-book) 
Páginas: 256 
Gênero: Música

Além de pesquisar centenas de reportagens, vídeos e discos, os autores entrevistaram mais de 40 personagens fundamentais dessa história. Começando pelo próprio Caetano e os três integrantes da bandaCê, Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado. Ouviram ainda nomes de diferentes fases, como Jards Macalé, Arnaldo Brandão, Vinicius Cantuária, Arto Lindsay (que também assina a orelha de Lado C), Jaques Morelenbaum, Moreno Veloso, Kassin, Rodrigo Amarante, além de produtores, técnicos e amigos do compositor.

– Embora o período com a bandaCê seja o assunto principal do livro, é impossível fazer esse recorte sem contextua- lizar toda a carreira artística de Caetano até os dias de hoje. Tudo em sua obra está interligado – diz Luiz Felipe.

Lado C traz ainda dezenas de fotos do acervo dos músicos da bandaCê e de pessoas próximas a Caetano. O resulta- do é um documento valioso não só para fãs, mas também para apaixonados pela Música Popular Brasileira. O livro chega aos principais sites e livrarias do país a partir do dia 29 de julho, com lançamento simultâneo em e-book em mais de 20 plataformas digitais.

ALGUMAS CURIOSIDADES DO LIVRO:

Disco clandestino – Em 2002, Caetano confidenciou ao guitarrista Pedro Sá que tinha vontade de fazer um disco “clandestino”, que não levaria seu nome e teria sua voz modificada eletronicamente. Anos depois, o cantor amadureceu a ideia, mas decidiu assinar o novo trabalho, que seria uma reinvenção de sua imagem. Os dois convocaram Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado, e assim nascia a bandaCê.

Encontro com Milton – As gravações de Cê foram feitas no mais absoluto sigilo. Milton Nascimento, sem saber de nada, telefonou para o estúdio procurando um técnico. Um ruído de comunicação fez a ligação ser direciona- da para Caetano, que resolveu convidá-lo para uma visita no dia seguinte. Milton ouviu uma prévia do disco em primeiríssima mão e o amigo quis saber o que achou. “Mas que pergunta, Caetano...”, respondeu.

Novo público – A estreia da fase Cê aconteceu no Tim Festival, quase por acaso. Caetano e o trio foram cha- mados apenas cinco dias antes do evento para ocupar um dos palcos que estava com baixa procura de público. No show, foram apresentadas as 12 faixas inéditas do disco Cê e apenas três sucessos. Resultado: uma plateia de novos fãs fez coro em todas as músicas.

Musa desmentida – Por causa da faixa Um sonho, Caetano foi parar nas colunas de fofoca. A atriz Luana Piovani usou seu blog na época para contar que a canção tinha sido feita para ela. Só que o compositor a desmentiu, o que levou a atriz a apelidá-lo de “Banana de Pijama”.

Ronaldo e travestis – Caetano aproveitou a temporada Obra em progresso, em que testava no palco músicas que pretendia gravar no segundo disco com a bandaCê, para comentar notícias dos jornais. Quando o jogador Ronal- do foi acusado de não ter pago um programa com travestis em um motel do Rio, ele resgatou a obscura canção Três travestis, que havia composto nos anos 1980. Mas a plateia gargalhou tanto que Caetano precisou interrom- per e recomeçar. Semanas depois Ronaldo prestigiou o show, mas a música foi cortada do setlist.

Protesto de fãs – A nova sonoridade de Caetano com a bandaCê decepcionou algumas pessoas. Depois de uma apresentação na Dinamarca, uma produtora local foi até o camarim e cobrou a ausência de “músicas bonitas”, como Sozinho O leãozinho. A resposta foi um dos famosos gestos de irritação de Caetano: “Música bonita é o que eu estou fazendo agora! Você é chata! Vai embora daqui, sua chaaaaaaata!!!”.

Reencontro com tropicalista – Durante as gravações de Abraçaço, Caetano se reencontrou com Rogério Duar te, que fez parte do movimento tropicalista. Quando o disco estava quase pronto, Caetano recebeu dele a música Hino gay. Mas antes que o álbum saísse, Rogério pediu que o amigo trocasse o título para Gayana, como a canção foi creditada.

Primeira banda – Antes de formar a bandaCê, Caetano já havia experimentado grupos enxutos. O primeiro deles foi para o disco Transa, gravado no exílio londrino em fins de 1971. Ele convocou Jards Macalé e mais três músicos, que trabalharam nos arranjos das canções. O lançamento do LP marcou o seu retorno ao Brasil em 1972, com shows históricos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Salvador. Ainda nos anos 1970 e 1980, Caetano montaria outros dois grupos: A Outra Banda da Terra e Banda Nova.


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