Pautado na subjetividade sobre a vida que nos atravessa, Nathan Dies revela seu primeiro disco solo, Instinto

Um passeio despretensioso, uma festa na noite anterior, o carinho que resta de um relacionamento que machucou. Com ecos nostálgicos que simultaneamente emanam um olhar saudável sobre o agora e o porvir, o músico, cantor, compositor e produtor musical Nathan Dies apresentou recentemente seu disco de estreia, Instinto - ouça já nas principais plataformas digitais. O lançamento acontece com apoio do Selo Rockambole e vem acompanhado de um clipe inédito para a faixa homônima - veja aqui.


Músico influenciado pela cena autoral e independente paulistana, Nathan integrou a banda Bacos. Ele, ainda no colegial, tocava em circuitos de maioria universitária e a cada apresentação compreendia cada vez mais as delícias e os dissabores em ser um artista independente. “Eu não tinha nenhum conhecimento sobre gravação ou produção e sentia muita falta disso, queria comunicar minha visão estética para os instrumentos. Então fui pra faculdade já sabendo que queria estudar essas coisas pra poder traduzir melhor minhas ideias e melhorar minhas capacidades colaborativas”, ele explica.


Fez as malas e se matriculou na renomada faculdade Berklee College of Music (EUA), onde se formou no ano de 2020 em Produção e Composição Contemporânea, com especialização em Sound Design. Atualmente vivendo em Nova Iorque, Nathan traz em Instinto oito faixas cantadas, algumas em inglês, outras em português, reflexo da vida no exterior, mas como um brasileiro eternamente apaixonado e inspirado pela música e experiências vividas por aqui.


Em Instinto, Nathan buscou produzir músicas políticas, mas escolhendo para isso alternativas não tão explícitas. “Quis fazer músicas sinceras e verdadeiras ao meu dia-a-dia, lírica e esteticamente, isso se tornou uma preocupação maior pra mim”, ele comenta, dizendo-se influenciado por artistas como Linn da Quebrada, Frank Ocean e Arca, entre outros nomes. “Comecei a me ligar em como essa autenticidade e conexão é política também. Uma música que fala ‘fora bolsonaro’ é importante dentro da nossa comunidade, que já concorda com essa ideia e precisa catalizar energias. Mas acho que músicas menos explícitas na política e explícitas na subjetividade podem atingir pessoas que não concordam com a gente e abrir diálogos. Fazer mais gente ser vista como gente em tempos de gente sendo vista como dados”, completa Nathan.

 

E nessa ideia de ampliar as mensagens, Nathan acabou fazendo de Instinto um disco plural também em sua ficha técnica. Se no início ele desenhava uma produção praticamente particular, aos poucos o processo de gravação do álbum se tornou coletivo. 

 

“Fui percebendo como eu gostava de tocar e produzir com outras pessoas que são uma parte muito importante de quem eu sou. Acabou se tornando um disco bem mais colaborativo do que eu planejava e isso me deixou muito feliz. Foi demais ter alguns dos meus melhores amigues tocando em Instinto, entendendo as músicas muito bem e acrescentando no que elas eram”, continua o músico. “Acabei conseguindo achar um lugar bom entre os dois mundos em que colaborei, com pessoas que amo e que fizeram o disco ser o que é. Tudo isso com liberdade criativa e produzindo na direção estética que fazia sentido pra mim em cada faixa”, ele celebra.  

Para Nathan, Instinto não se coloca somente como seu primeiro álbum de carreira. É também um registro muito honesto e íntimo de sua vida atual. “Exploração e reconciliação instintiva com sonoridades e experiências da vida. Do corpo - solto, leve, da alma, fluído”, ele desmancha. Deixe-se tocar, Instinto é de Nathan, mas foi feito para ecoar na gente toda. Em Instinto, Nathan buscou produzir músicas políticas, por meio de discursos não tão explícitos. Para isso, o compositor seguiu por uma linha mais subjetiva, com o intuito de atingir pessoas que pensam diferente e , com isso, promover novas reflexões.  Temas como sexualidade, auto aceitação e questões migratórias estão presentes ao longo do novo álbum.

Para Nathan, Instinto não se coloca somente como seu primeiro álbum de carreira. Com ecos nostálgicos que simultaneamente emanam um olhar saudável sobre o agora e o porvir, Instinto é também um registro muito honesto e íntimo de sua vida atual. 
 


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