Drenna lança clipe e single da enérgica Sabotagem


Uma limitação não freia o objetivo, mas é preciso encarar desafios e contornar problemas para a glória – ou redenção. Mais do que uma lição de vida, este é o duplo roteiro de ‘Sabotagem’, single que a experiente banda carioca Drenna lança pelo selo Toca Discos: é o mote da letra e o caminho sinuoso pelo qual o trio percorreu para finalizar o empolgante, descolado, mas também reflexivo videoclipe da música.
Ouça nas principais plataformas de streaming: https://links.altafonte.com/6xkod69.
Confira o videoclipe: https://youtu.be/7Ro60lAXaL8.

Sabotagem é um rock vigoroso e moderno, de verve punk, com guitarras enérgicas e batidas estridentes. A música tem variações de intensidades e ritmos, que mudam em decorrência da história cantada pela vocalista e guitarrista Drenna Rodrigues.

É sobre autosabotagem, mas também sobre sabotadores alheios da cultura. Fala de manter-se determinado, de seguir a onda, mas não ser derrubado pela maré. Também é um grito de alerta contra mordaças e armadilhas do dia a dia e de tempos difíceis pelo qual passa o país.

No clipe, o personagem está sempre correndo e tentando se adequar, se enquadrar nos padrões, ser aceito.

A parte do especial da música é como uma redenção e o refrão volta novamente pra lembrar que cada dia é um novo dia e uma nova oportunidade pra reconexão com nosso eu interior. 

Drenna contextualiza a música. “Fala além da autosabotagem pessoal – somos sabotados diariamente. A cultura é sabotada, os artistas estão sendo sabotados diariamente. Nunca foi fácil viver de arte, mas nesse momento que estamos passando a coisa está feia. Tem que querer muito, tem que amar muito aquilo que se faz pra querer continuar. Tem que ter muita resiliência”.

A sabotagem no processo
O desabafo da carioca, que criou a banda lá atrás em 2010, no subúrbio do Rio de Janeiro, tem fundamento. A banda teve que persistir e vencer perrengues na produção do videoclipe de Sabotagem, que começou ainda em 2020 e foi concluído em meados deste ano.

Começamos a fazer esse vídeo em plena pandemia. Então, não contamos com uma equipe. Fizemos tudo com pouquíssimo recurso. Usando nossa criatividade e usando do conhecimento que temos e do material que tínhamos em mãos. Roteirizamos, filmamos e editamos”.

Um escopo comum de bandas do independente nacional, mas aí começa os percalços. O computador da Drenna queimou em meio à produção. “Então, num primeiro momento, tivemos de mudar a estratégia e começamos a editar video pelo celular, depois migramos para um pequeno tablet de 8 polegadas, depois pra um outro, um pouquinho maior, até finalmente, depois de cinco meses montar outro computador e continuar a edição de uma forma melhor”.

Postar um comentário

0 Comentários