Ringo Starr lança música com Paul McCartney, Dave Grohl e Lenny Kravitz; Confira trechos de entrevistas para veículos brasileiros


Como parte de divulgação do EP "Zoom in, Zoom Out", que sairá dia 19, Ringo Starr lançou um último single antes e deu entrevista para a Globo  e o Estadão, falando sobre o trabalho que será lançado.

Sobre como surgiu a ideia de um novo EP, ele comentou: "É uma longa história. Em 2019, quando terminei de gravar o álbum What’s My Name, eu disse: “Ok, esse será o último disco que farei na vida”. Então, em 2020, veio a pandemia e percebi que poderia nunca mais fazer turnês. Isso nunca aconteceu antes, eu fiquei deprimido. Até que um dia eu pensei: "Vou fazer um EP".

Eu amo EPs. Foi nos anos de 1950 e 1960 que saíram as melhores coleções de EPs do mundo, quando eles realmente ganharam projeção. Mas, bem, eu fui para o estúdio iniciar a gravação com meu engenheiro de som e ele me mostrou a canção de um amigo chamada 
Zoom In. Dias depois, a cantora Diane Warren me mandou outra, Here’s to the Nights. Achei sensacional e começamos a falar em fazer o clipe com muitas pessoas cantando no final. A ideia foi de Diane, na verdade, eu tenho de ser honesto. Comecei a chamar meus amigos, Paul, Joe Walsh, Corinne Bailey Rae, Sheryl Crow, Ben Harper. Nós apenas mandávamos os arquivos da música e dizíamos: “Façam o que vocês quiserem. Podem cantar em uníssono, explorar a harmonia, dar gritinhos.” E eles fizeram. Corinne está ótima. Lenny Kravitz, o último que colocou voz, está sensacional. Eu adoro aquele final porque é livre, como um bom refrão deve ser. Nada é definido e tudo dá certo".

"Comecei os convites pelo Paul (McCartney), porque, você sabe, eu o conheço bem. Depois, fui atrás de dois amigos que estavam na cidade, Dave Grohl e Ben Harper. Aí liguei para Sheryl Crow em Nashville e ela topou. Então vieram Jenny Lewis, Steve Lukather... foi como se uma flor desabrochasse com a chegada de tanta gente — relata Ringo. — Tive então de parar com os convites e cair no trabalho. Tudo o que disse foi: você pode cantar em uníssono, fazer harmonias, pode fazer o que quiser, mas tem que soar como uma multidão. E todos foram bem". Trecho retirado do O Globo.




Em entrevista para o Estadão, ele também comentou como a remasterização de Giles Martin fez com que os fãs prestassem mais atenção na bateria executada por Ringo Starr e passássemos a ouvi-lá no lugar certo da música: "Isso pode ser (risos). Mas eu tenho que agradecer ao Giles Martin (filho do produtor dos Beatles, George Martin, que começou a remasterizar e remixar a discografia da banda para relançá-la a partir de 2006). Foi Giles quem colocou a bateria no lugar correto, onde ela deveria estar, usando o aparato tecnológico recente. E só agora você realmente consegue ouvir o que eu fiz. É curioso. Se você ouvir as primeiras gravações dos Beatles, especialmente as feitas em mono, vai ver que não há graves na bateria. Os técnicos tiraram todos os meus graves e deixaram a bateria soando baixo. Quando o ponteiro do gravador batia no vermelho, eles diziam que tinham de abaixar os tons ou o bumbo. A remasterização digital trouxe mais clareza sobre meu jeito de tocar e, hoje, cada vez mais pessoas dizem isso que você me perguntou: “Poxa, foi ótimo o que você fez, eu nunca tinha ouvido antes”.