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    Paul McCartney inova com adição de metais na banda, mas peca nas mudanças do repertório

    Foto: Marcos Hermes/T4F
    Desde 2014, primeiro show que cobrimos como imprensa, este foi 4º do Paul McCartney (3º que fui) devidamente credenciado e em todos eles, digamos que foi "fácil" escrever sobre o show, do modo que sempre fazemos. Quem em sã consciência encontra algum defeito no show ou repertório do Sir? Pois é, eu achava que isso era impossível, até o último dia 26 de Março, quando voltou ao Brasil, após um ano e meio e apresentou sua turnê Freshen Up. De antemão, queremos avisar que mostraremos as partes positivas e negativas do show.

    Para começar, fresh só tem mesmo no nome. Paul não deu nenhuma "refrescada" significante em seu repertório (além da adição dos metais), trazendo de novidades positivas somente 4 músicas do seu disco Egypt Station, além de From Me To You (que estava programada para tocar em 2017, porém foi esquecida) e trouxe algumas novidades negativas significantes, como a exclusão de Yesterday (música com mais versões feitas na história), que deveria ser fixa no setlist (ao contrário de algumas como I've Got A Feeling ou Back in the USSR, na minha opinião), principalmente para quem está fazendo pela primeira vez (ele sempre disse que algumas músicas estão lá sendo pensadas no público que está assistindo pela primeira vez e não ter Yesterday foi ir contra seu próprio argumento), além da falta de efeitos pirotécnicos, dizem que por falha técnica da produção, em Live and Let Die, num momento que decepcionou tanto quem já tinha visto show dele, quanto quem estava vendo pela primeira vez ontem.

    Aproximadamente 20h40, a música do telão foi encerrando, as luzes apagando, 48 mil pessoas aos berros a aplausos, enquanto Paul McCartney aparecia no palco para os primeiros acordes de A Hard Day's Night, música que estreou em seu repertório na tour de 2017. Logo em seguida ele relembrou o disco New, com a faixa Save Us, trouxe (a já conhecida do público paulistano, mas essencial para os estreantes) All My Loving de volta ao set e na primeira metade do show anunciou que teria música nova com Who Cares, além de fazer o público participar de Come On To Me, faixa que foi feita a dedo para ser apresentada a grandes multidões, algo que não rolou com Back In Brazil, que Paul anunciou em português, ter sido feita especialmente para nós e ainda rolou homenagem por parte do público, com bexigas verde/amarelas na área da Premium e vista por Paul McCartney e ovacionado pelo público após o seu final... Mesmo assim parece que faltou algo, a música tem trechos que caberiam coro do público, porém não foi puxado por Paul McCartney, como acontece em In Spite Of All the Danger e talvez tenha faltado isso para emplacar ela na versão ao vivo.

    Foto: Marcos Hermes/T4F
    Depois de Back in Brazil, ainda rolou homenagem em Hey Jude, com placas de "NA", feitas pela patrocinadora Budweiser. Se em 2011 foi algo espontâneo e que chocou Paul McCartney e banda (basta ver vídeo do ao vivo, disponível no Youtube) agora virou algo publicitário, que não deixa de ser bonito visualmente falando (para o Paul, já que nós acabamos não conseguindo ver o show sem ser pelo telão) mas que teve um efeito zero de surpresa. como teve nas bexigas da música feita para nós.

    Além da inclusão de músicas como All My Loving, Got To Get You Into My Life, I've Just Seen A Face (mesmo que não sejam inéditas em solo brasileiro) e From Me To You, INÉDITA NO BRASIL, outra coisa positiva e que merece seu devido destaque é a inclusão do conjunto de metais na banda, pudemos finalmente ver ao vivo algo que antes estava sendo visto somente pela internet, seja em shows de fora ou ensaios e os metais trouxeram um charme maior (se é que isso é possível) ao show de Paul McCartney, em músicas como Letting Go, Let 'Em In, e Lady Madonna.

    Foto: Marcos Hermes/T4F
    Se tem algo que o Paul McCartney ainda esbanja ter de sobra, é seu talento, carisma e presença de palco. Além de tocar hits atrás de hits, Paul McCartney arrisca falas em português, que por mais que sejam repetidas e conhecidas, acaba arrancando suspiros, risadas, gritos e aplausos por parte do público brasileiro, ele também arrisca algumas dancinhas como em Hey Jude, algo que também acontece por parte do baterista Abe, que executa a dança de Macarena, durante Dance Tonight, música que é presença carimbada no show, justamente por ser uma das maiores responsáveis por agitar a galera, como em Oblabi Oblada.

    Num contexto geral, para quem viu Paul McCartney pela primeira vez, foi um sonho realizado com certeza, mas para quem já viu ele diversas vezes, a primeira noite foi longe de ser um dos seus melhores shows por aqui, seja pela falta de músicas essenciais no repertório, falhas técnicas de palco ou até mesmo animação por parte do público, que ajuda bastante no resultado final de uma experiência como o show do Paul.

    O repertório do primeiro dia foi:

    Paul McCartney Setlist Allianz Parque, São Paulo, Brazil 2019, Freshen Up