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Title: Grandes nomes do novo rock nacional se apresentaram na Festa Avalanche; Saiba como foi
Author: Elio Sant'Anna
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Realizado na Clash Club, a Festa Avalanche já é algo histórico dentro do rock brasileiro, principalmente por reunir grandes nomes da nova c...
Realizado na Clash Club, a Festa Avalanche já é algo histórico dentro do rock brasileiro, principalmente por reunir grandes nomes da nova cena nacional, de uma vez só, por ambos os dias.

Dividido entre Sábado e Domingo, Medulla, Scalene, Ego Kill Talent, Far From Alaska e Supercombo subiram no palco da Clash, fizeram parte da produção, da discotecagem e até mesmo na participação de todos os shows.


MEDULLA - FESTA AVALANCHE

Primeira atração do festival, os irmãos Keops & Raony Andrade subiram ao palco junto com Tuti Camargo (também guitarrista do Magüerbes), Alex Vinicius, além de participação da Supercombo (com Leo e Pedro Ramos), para apresentar Deus E O Átomo, primeiro disco da banda em 10 anos regados de diversos compactos e a compilação MVMT (2015).

MEDULLA - FESTA AVALANCHE

Já com um grande público, eu havia ouvido aquele que pra mim é um dos melhores lançamentos do ano, mas ainda não tinha assistido a um show da banda, que merece um destaque imenso pela presença de palco dos irmãos Keops & Raony, com todas suas danças, a voz marcante e toda sua interação com o público, que acompanhou cada uma das letras da banda.



Falando no público, o destaque maior de sua parte ficou na música Abraço, que mesmo sendo nova, já está na ponta da língua da galera. Tendo participação de Martin, que toca guitarra no disco, o público fez um abraçaço que tirou uma satisfação vista nos rostos dos irmãos Andrade.

Todos os shows tiveram participação de membros das outras bandas, mas foi com todas elas no palco (Scalene e Supercombo), que o show foi finalizado com Estamos Ao Vivo:



Com exceção de Prosseguir, o setlist foi o seguinte:


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Sempre sendo democrático, o site conta com alguns colaboradores que escrevem matérias, resenhas, entre outros. O escolhido de hoje é o Wellington, fã da Scalene e que fez  a resenha da banda dentro da Festa Avalanche, leia abaixo:

Com uma intro progressiva remetendo a preparação para o início de mais um show os brasilienses da banda Scalene voltaram a São Paulo nesse sábado 29/10 na Clash Club localizada na barra funda para a festa Avalanche, fechando o primeiro dia do evento após a apresentação da Medulla .

SCALENE

Abrindo com Histeria do álbum Éter, Gustavo Bertoni (vocal e guitarra) já pedia pra galera pular e cantar desde o início, passando muita energia e carisma o Scalene fez algumas boas surpresas aos presentes no seu show. Quando Surreal foi iniciada, Leo Ramos vocalista da Supercombo foi quem puxou os vocais e fez bem o papel de cantor convidado.

Com poucos problemas técnicos e com um som nítido na maioria do tempo o show manteve a proposta de esquentar São Paulo. Tomás Bertoni (guitarras e teclados) interagiu bastante com a platéia que respondeu participando de todas as músicas. Outra surpresa foi a presença de Lucas Silveira da Fresno cantando a música Legado que encerraria o show da banda, nessa altura já com
todos os artistas participante do evento fazendo a festa literalmente no palco.


EGO KILL TALENT - FOTO FELIPE VIEIRA


Na segunda noite de shows, a nova (e repleta de shows) Ego Kill Talent foi a primeira a se apresentar na Clash.

Formada por Jonathan Corrêa, Theo Van Der Loo, Raphael Miranda, Estevam Romera e Jean Dolabella, a banda mostra a que veio e a razão de já terem tocado em festivais como Lollapalooza, Maximus Festival e diversos festivais e shows nacionais, mesmo com a pouca idade e nenhum disco completo ainda lançado.

Se baseando na filosofia de que "o Ego mata o talento", a banda tem como objetivo amplair a criação artística de cada um deles e, com isso, todos se revezam nos instrumentos de cada música, permanecendo somente a mesma voz.

Num show de aproximadamente 1h, a banda apresentou músicas dos EPs Still Here e Sublimated

Setlist:

JUST TO CALL YOU MINE SUBLIMATED WE ALL THE SEARCHER SAME OLD STORY OLD LOVE AND SKULLS HEROES, KINGS AND GODS STILL HERE LAST RIDE THERE WILL BE BLOOD

FAR FROM ALASKA



Segunda banda da noite, Far From Alaska (leia entrevista aqui) subiu no palco já brincando que seria difícil se apresentar depois de algo tão foda quanto a Ego Kill Talent e que eles acabaram com os próximos shows, mas na primeira música já era visto que isso tinha sido falado pra fazer média com os amigos (haha). 

Apresentando músicas do disco de estreia, Thievery já começa com hits desconcertantes de Rafael Brasil e batidas indicando que teríamos peso atrás de peso, com moshs e stage diving executados diversas vezes durante todo o show.

FAR FROM ALASKA

Uma coisa não muito comum rolou nesse festival: Já que todas as bandas estão praticamente juntas na cena, mesmo que raramente toquem nos mesmos dias, independente de sua banda favorita ser X,Y ou Z, você sabia e curtia o som de outras bandas do evento, desde Medulla até Supercombo e foi assim quando tocaram Deadmen, que pode ser assistida abaixo:



Algumas músicas depois era tocada Rainbows, dedicada a todo mundo que "merece ser como realmente é, sem ninguém dar pitaco", algo dito pela tecladista/vocalista Cris Botarelli, que com seu copo de Whisky recém-entregue pelo roadie (já que o anterior ela havia derrubado e quase rolou o mesmo com esse também) brindava o festival, que já estava sendo histórico por conseguir reunir todas essas bandas num mesmo local e provavelmente o nível da ocasião fará se tornar um DVD em breve de ambos os dias.

Antes de terminar o show, as bandas mais uma vez subiram ao palco para cantar todos juntos, seguindo o mesmo molde do dia anterior com Medulla, agora tendo no palco membros de todas as bandas dos dois dias, com alguns deles (como Rafael Brasil - com guitarra juto, membros do Scalene e os irmão do Medulla) fazendo stage diving no público.

O setlist foi:
  1. Thievery
  2. Another Round
  3. Deadmen
  4. Politiks
  5. Rolling Dice
  6. Rainbows
  7. Commnication
  8. About Knives
  9. Dino Vs Dino
  10. Monochrome

SUPERCOMBO - FOTO BIERMANN

Último show da noite, Supercombo era esperada por uma Legião de fãs, que acompanham cada show e cada membro, mesmo em eventos solos.

Fazendo show de estreia do disco Rogério (lançado em Julho pela Elemess), o show já começa com música do recém-lançado, seguindo com músicas dos outros discos, em ordem decrescente da cronologia.

A segunda parte do show começou com Magaiver, faixa que abre "Rogério" e tem participação dos irmãos Keops e Raony (Medulla), que surgiram no meio da música, para também fazerem uma participação no ao vivo tão bela quanto o show que fizeram um dia antes, no mesmo local. Falando em participação, a música seguinte foi Eutanásia (que no disco conta com participação de Sérgio Britto - Titãs - mas no show não teve algo mais especial) e essa parte foi encerrada com Todo Dia, faixa que não está presente em discos da banda.

SUPERCOMBO - FOTO BIERMANN

Todas as fases do show, de acordo com o setlist, contavam com alguma participação que está no disco e também estava presente no show. A segunda delas foi Emmily Barreto (Far From Alaska) que subiu no palco para cantar em português (algo raro de se ver com ela) na música Piscina E O Karma.

Ainda dentro das participações, tivemos o próprio Rogério na faixa-título do disco, um medley de Surreal (Scalene)/Lentes/Saudade onde teve participou da membros da própria Scalene, que voltou a subir no palco junto com membros do Far From Alaska, Medulla, Scalene e Ego Kill Talent no single Piloto Automático, que pode ser assistido abaixo:



Confesso que Supercombo era uma banda que não gostava, havia tentado assistir outros shows pela internet (como o Showlivre) e simplesmente algo não me descia, talvez o som estourado, a voz, ou não fosse meu estilo mesmo. Passou o tempo, vi eles ao vivo no show da Rádio Rock ano passado (resenha aqui), mas já começando com o som estourado, deixei de lado e voltei no fim, quando melhorou e gostei, mas já estava nas duas últimas músicas, que eram os singles conhecidos por todo mundo.

Passado um ano, tive mais uma oportunidade e resolvi dar essa chance, foi em cheio. Numa casa com a qualidade de som, fãs diziam "hoje você vai gostar, estão no mesmo palco do Far From Alaska e o som vai ficar massa", foi exatamente isso, se em outras vezes achava o som muito estourado, não entendia e etc, ontem eu consegui absorver a letra, o instrumento, e tudo isso somado a uma imensa simpatia de cada um da banda, com pessoas fãs, não fãs, famosos, desconhecidos e etc.

Talvez todo esse tempo que fiquei sem ver de um show para o outro, somado com um novo disco, tenha também dado uma evolução para a banda, que passei a reconhecer a qualidade e a respeitar, vendo um show lindo e ótimo, tanto por parte da própria banda, quanto do público

O setlist completo foi:


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