Tivemos a oportunidade de testar Just Dance: Decade of Hits, jogo desenvolvido e publicado pela Ubisoft, disponível desde o último dia 13 para Nintendo Switch, PlayStation 5 e Xbox Series, além de Nintendo Switch 2 no próximo dia 10.
SINOPSE
Completando 17 anos de estrada, Just Dance é uma franquia que se tornou um verdadeiro fenômeno global da cultura pop, reunindo pessoas de todas as idades na sala de estar para dançar os maiores sucessos do topo das paradas mundiais, chegando a mais de 80 milhões de jogadores ao redor do mundo.
Sendo o 18º título da franquia principal e o 5º lançado sob o modelo de jogo como serviço (GaaS / Game as a Service), Just Dance: Decades of Hits celebra cinco décadas de história da música, com 38 músicas que vão desde os clássicos dos anos 1970, com nomes como ABBA e Billy Joel, passando por grandes fenômenos da década de 2020, como Sabrina Carpenter e Bad Bunny, além de três faixas inéditas do Modo Aventura.
Diferente de seus antecessores, este é o primeiro jogo da franquia totalmente focado numa jornada cronológica nostálgica. Além disso, o título funciona como uma plataforma integrada, com os jogadores que possuem as edições anteriores (como Just Dance 2023, 2024, 2025 ou 2026), pacotes de DLCs ou uma assinatura ativa do Just Dance+ podendo acessar e unificar todo o seu acervo musical num só lugar, tornando o catálogo ainda mais robusto.
MENU
Se você criar um usuário principal para o Decades Of Hits na sua conta da PSN e jogar com ele, e depois criar um segundo usuário para outra pessoa na mesma PSN, o jogo simplesmente repassa todo o progresso do primeiro perfil para o segundo, mesmo que a pessoa nunca tenha dançado uma única música. Esse sistema funciona bem para convidados casuais que só querem entrar em uma partida rápida. Por outro lado, o formato confunde quem joga com frequência na mema PSN (até mesmo em coop local): o ideal seria que o progresso de cada jogador fixo fosse contabilizado separadamente, deixando a opção de "convidado" apenas para visitas eventuais.
Para dar início às partidas, o jogo exige o uso do aplicativo oficial Just Dance Controller no smartphone, que serve como o sensor de movimento principal. O pareamento é simples e dinâmico, podendo ser feito através da leitura do QR Code na tela do jogo ou pela digitação de um código numérico de acesso.
Uma vez conectado, o jogador é direcionado ao menu principal, que funciona como uma verdadeira central de navegação. A partir dali, é possível acessar o Modo Aventura, o Modo Festa, explorar destaques de Decades of Hits, conferir a atividade de outros jogadores em tempo real, ver faixas recém-jogadas e acessar uma seleção de playlists automáticas e personalizadas. O menu destaca ainda seções baseadas em engajamento da comunidade (como as faixas mais bem avaliadas, algo feito por meio de figurinhas ao término de cada rotina) e as mais populares, além de seleções temáticas focadas no ritmo, como playlists exclusivas de faixas mais calmas.
A aba de seleção de músicas organiza de forma ampla todo o acervo acessível dentro do ecossistema moderno da franquia. Ali, o jogador pode navegar não apenas pelo catálogo nativo de Decades of Hits, mas também acessar bibliotecas das edições anteriores (Just Dance 2023, 2024, 2025 e 2026), além das faixas provenientes de DLCs temáticas adquiridas separadamente (como Wonder Tales, Fiesta Latina, Fitness, Disney Hits Vol. 1, All Out Fun e Pop Party) e o acervo em expansão via assinatura do Just Dance+.
A organização das sessões de dança é altamente flexível. Os jogadores têm a liberdade de criar suas próprias seleções do zero ou utilizar as listas pré-definidas e curadas pela equipe de desenvolvimento, divididas por temas marcantes como: High School Music, História de Amor, Calor de Verão, DJ Set, Poder Feminino e Playlists Temáticas por Década.
Na aba Perfil, o jogo centraliza os objetivos de progressão. Os jogadores podem acompanhar metas diárias e de longo prazo que garantem pontos de experiência (XP) para subir de nível no Dancer Card.
O sistema de recompensas é robusto e se expande dentro da seção Vestuário, permitindo ampla customização visual do perfil:
Avatares: O jogo inicia com 7 opções liberadas de um total de 76 avatares, sendo as 69 restantes desbloqueadas conforme o jogador acumula XP e cumpre desafios.
Elementos de Identidade: Diversas opções de fundos, molduras decorativas, codinomes (apelidos) e medalhas de conquista.Animações e Interação: Figurinhas de avaliação para usar no pós-partida, além de efeitos especiais para marcos de pontuação e celebrações de vitória.
Vale destacar que podemos personalizar todos os usuários criados dentro de um só, sem precisar ficar alternando entre eles e que cada uma dessas personalizações conta com opções disponíveis por padrão e outras que vão sendo desbloqueadas ao longo da jogatina.
GAMEPLAY
Como destacamos anteriormente, Just Dance: Decades of Hits é uma verdadeira viagem musical pela história da cultura pop. O título foi desenhado para reunir amigos e familiares de todas as idades em uma pista de dança virtual, combinando coreografias acessíveis a sucessos icônicos conhecidos mundialmente. Suas rotinas variam entre níveis casuais (perfeitos para quem está estreando na franquia) até desafios complexos para os jogadores mais assíduos e competitivos.
Tendo cada década representada por uma identidade estética própria e uma curadoria cuidadosa de faixas, o jogo permite transitar livremente entre diferentes eras musicais ou criar playlists personalizadas que misturam clássicos atemporais com os lançamentos mais atuais.
Ao todo, o título disponibiliza cinco modos principais de jogo. Detalhamos o funcionamento de cada um deles a seguir:
ADVENTURE MODE
Uma das principais novidades desta edição é o inédito Modo Aventura (exclusivo para quem adquire o jogo base, não estando disponível via Just Dance+), que pode ser aproveitado tanto solo quanto em grupo de até seis jogadores. Nele, os jogadores acompanham a personagem Lyra numa jornada por 6 mundos temáticos inspirados nas diferentes décadas da música.
Ao longo do percurso, o grupo participa de atividades secundárias divertidas, como desafios de dança e quizzes de conhecimentos gerais (onde, em partidas de duas pessoas, ambos precisam acertar para garantir a vitória). O modo também introduz marcantes "músicas de chefe", recompensas exclusivas desbloqueáveis e a missão principal de resgatar o Dr. Gigavolt.
Além de permitir a escolha de um treinador característico para cada época, a década escolhida influencia diretamente na progressão da dificuldade. Nos anos 1980, por exemplo, as faixas são liberadas conforme o jogador sobe de nível; já nos anos 1990, as músicas iniciais se adaptam a habilidade adquirida, estabelecendo um nível médio de desafio.
PARTY MODE
Para quem busca uma experiência de festa dinâmica e imprevisível, o Modo Festa permite configurar playlists com base em dois critérios centrais: tempo e dificuldade (com três opções ajustáveis de duração e nível). Cada etapa exige uma porcentagem mínima de precisão para ser concluída, e o jogo concede uma quantidade generosa de trocas de faixas caso o grupo prefira mudar de ritmo.
O grande diferencial do modo está nas regras mutáveis a cada rodada. O jogo introduz brincadeiras como "O Mestre Mandou" e aplica elementos visuais que cobrem a tela para dificultar a leitura dos movimentos (como manchas de gosma verde, filtros pixelados e efeitos retrô), ampliando consideravelmente o fator diversão.
Indo além da dança, a edição também traz um pacote de cosméticos digitais inspirados nos anos 2000, permitindo customizar cartões de dançarino, efeitos visuais de pontuação e diversos elementos de interface com a marcante estética do início do milênio.
MODO EXERCÍCIO (SWEAT MODE)
Feito para quem utiliza o jogo como alternativa de atividade física, o Modo Exercício acompanha o gasto calórico estimado e a duração das sessões de treino em tempo real, com os jogadores podendo estruturar rotinas com diferentes níveis de intensidade e definir metas diárias e personalizadas de condicionamento físico.
Sendo iniciado assim que começamos alguma música, cabe uma ressalva técnica importante sobre o seu funcionamento: a contagem contínua de calorias e tempo é restrita às sequências e playlists sugeridas pelo próprio modo. Caso o jogador opte por interromper a sessão, retornar ao menu principal e selecionar uma música manualmente de forma avulsa, o contador do treino é reiniciado imediatamente, exigindo que o acompanhamento seja refeito do zero.
Em nossa experiência, muito bem os movimentos quando comparada as versões que jogamos anteriormente no Nintendo Switch, entretanto, alguns movimentos mais elaborados não captou com precisão, rendendo apenas um "OK" como nota, mas disso afetou a ponto de ser negativa nossa experiência.
Com as artes de fundo de cada música variando bastante entre elas, Decade Of Hits mantém a essência colorida e viva da franquia, com a gente dando destaque para os efeitos visuais de 'Midnight Sun' (Zara Larsson), com seu jogo de câmera tendo bastante movimento e deixando a experiência bem viva, algo também presente em outras músicas, mas cremos que nessa teve um diferencial ainda maior.
CO-OP LOCAL E MULTIPLAYER EM GRUPO
Desenvolvido para reunir gerações no mesmo sofá, o Modo Local suporta partidas casuais com entrada e saída rápida de participantes a qualquer momento. Suas coreografias com acessibilidade ajustável garantem que iniciantes e veteranos joguem juntos em harmonia, seja colaborando no modo cooperativo para somar a maior pontuação em grupo ou disputando cada ponto no modo competitivo.
MULTIPLAYER ONLINE
Nesse modo, ele permite uma jogatina remota, tendo a possibilidade de criar salas privadas com amigos em qualquer lugar do mundo ou participar de partidas ranqueadas globais com suporte a cross-play entre plataformas. Ainda é possível competir em playlists temáticas por década, disputar torneios sazonais e buscar o topo dos placares de líderes mundiais em tempo real.
ACESSIBILIDADE E CONTROLES
Oferecendo diferentes métodos de captura de movimento que se adaptam à plataforma do jogador. Nas versões para PlayStation 5 e Xbox Series X|S, o título utiliza o smartphone como sensor principal por meio do aplicativo gratuito Just Dance Controller. Já no Nintendo Switch, a recomendação principal é o uso dos Joy-Cons devido aos seus giroscópios integrados de alta precisão, embora celulares também possam ser pareados para acomodar participantes extras na mesma sala.
Paralelamente aos métodos tradicionais, o grande destaque de acessibilidade é a presença do Modo Câmera. Utilizando a câmera do próprio smartphone pareado via aplicativo, a tecnologia realiza um mapeamento corporal completo do jogador, permitindo dançar com as mãos totalmente livres e dispensando qualquer periférico ou controle físico. Além de rastrear os movimentos, a ferramenta permite gravar pequenos trechos das rotinas em vídeo e aplicar filtros visuais temáticos inspirados nas diferentes décadas, prontos para serem salvos ou compartilhados nas redes sociais.
Para garantir o rastreamento preciso da silhueta, o próprio jogo indica os parâmetros ideais de posicionamento do celular ao ativar a função:
- Altura do dispositivo: entre 45 cm e 80 cm do chão.
- Distância do jogador: entre 1,30 m e 2,00 m da câmera.
Apesar da praticidade de dançar sem segurar dispositivos, o Modo Câmera conta com algumas limitações técnicas importantes de serem observadas:
- Uso exclusivo em modo Solo: não é possível rastrear mais de um jogador simultaneamente nesta modalidade.
- Compatibilidade restrita de faixas: o recurso não está disponível em todas as músicas do catálogo via assinatura Just Dance+.
- Sem suporte a periféricos alternativos: funciona estritamente com a câmera do smartphone, sem compatibilidade com webcams externas.
- Requisitos de sistema operativo: exige dispositivos rodando no mínimo iOS 14.4 ou Android 9.0.
- Exclusividade de controle: não é permitido alternar ou misturar o rastreamento por câmera com controles físicos (Joy-Cons ou celulares segurados na mão) dentro da mesma partida.
PLAYLIST
Embora seja natural sentir falta de certas faixas ou preferir outros sucessos, é indiscutível que as músicas escolhidas marcaram a cultura pop em suas respectivas épocas. O destaque fica para o cuidado visual: cada década é apresentada com cenários, figurinos e coreografias que homenageiam com precisão a estética da sua era. A seguir, detalhamos a seleção de faixas dividida por cada década:
- A Era Disco e o Pop Clássico
A viagem começa em 1970, com a energia contagiante da era disco e do pop tradicional. Nela, temos as seguintes músicas e artistas: Mamma Mia (ABBA), Come and Get Your Love (The Heartliners (cover de Redbone)), ABC (Groove Century (cover de The Jackson 5)), Crocodile Rock (Elton John), The Singing Garden (Hyacinth (música original do jogo)).
- Sintetizadores e Estética Retrô
Já na década de 1980, nós somos transportados por clássicos do synth-pop, hip-hop clássico e rock característico da época, incluindo videoclipes clássicos da MTV: It's Tricky (RUN DMC), Uptown Girl (Billy Joel), Into the Groove (Madonna), Jump (Metal Russell (cover de Van Halen)), Celebration (Equinox Stars (cover de Kool & The Gang)).
- Eurodance, Boybands e Pop Urbano
Celebrando a era de ouro da cultura pop dos anos 90, incluindo o Eurodance, as boybands e divas do pop/rock como: Wannabe (Spice Girls), Just A Girl (No Doubt), Around the World (Daft Punk), Sing Hallelujah! (Dr. Alban), Coconut (SMiLE.dk).
- R&B, Pop do Milênio e a Era Digital
O início dos anos 2000 resgata a estética Y2K, o estouro do pop comercial, do rock alternativo e do R&B: Stronger (Britney Spears), Bye Bye Bye (NSYNC), No Scrubs (TLC), Feel Good Inc. (Gorillaz), Starlight (The Supermen Lovers feat. Mani Hoffman), In Too Deep (Sum 41).
- Os Grandes Hits Globais e Eletrônicos
A década de 2010 foi marcada pelos hinos das pistas de dança, festivais de EDM e ritmos caribenhos que dominaram as rádios mundiais com: Turn Down for What (DJ Snake & Lil Jon), Danza Kuduro (Don Omar feat. Lucenzo), Hello (Martin Solveig & Dragonette), Santa Tell Me (Ariana Grande), Give Me Everything (Pitbull feat. Ne-Yo, Afrojack & Nayer).
- Pop Contemporâneo e Fenômenos Virais
Fechando a cronologia do game, a década de 2020 transita pelo pop moderno, reggaeton e K-Pop com: Manchild (Sabrina Carpenter), NUEVAYoL (Bad Bunny), HOT TO GO! (Chappell Roan), Midnight Sun (Zara Larsson), drop dead (Olivia Rodrigo), MORE & MORE (TWICE).
- Faixas Especiais do Modo Aventura
Composições originais criadas para o novo Modo Aventura: Across All Time (Lyra Gigavolt), Supersonic (Lyra Gigavolt), Hi Lyfe (Cult of Sound).
TROFÉUS
Para os caçadores de platinas no PlayStation ou dos 1000G no Xbox, este não é um jogo tão indicado. Embora o título conte com uma lista de objetivos variados, sua estrutura como plataforma integrada de jogo como serviço (GaaS) impõe uma barreira técnica importante.
Algumas das conquistas necessárias para fechar 100% da lista não estão acessíveis no catálogo base desta edição (como a que exige concluir 100 músicas), demandando que o jogador possua também o acesso ou a licença de edições anteriores, DLCs ou uma assinatura ativa do Just Dance+. Dessa maneira, quem adquire apenas a versão mais recente da franquia encontrará desafios atrelados a conteúdos presentes exclusivamente em outros cantos do ecossistema, tornando a busca pela conquista final totalmente dependente de compras adicionais.
CONCLUSÃO
Just Dance: Decades of Hits cumpre com maestria a sua proposta de ser uma verdadeira celebração da cultura pop mundial. Ao estruturar sua experiência em torno de cinco décadas de história da música, a Ubisoft entrega um título nostálgico, vibrante e extremamente divertido, capaz de conectar diferentes gerações na mesma sala de estar.
Embora seja natural sentir falta de certas faixas ou preferir outros sucessos no catálogo, é indiscutível o peso das obras escolhidas para definir suas respectivas épocas. O grande trunfo está no cuidado visual de cada rotina: cenários, figurinos e movimentos foram desenhados para homenagear com fidelidade a identidade estéticas de quando cada hit foi lançado.
A chegada de um Modo Aventura inédito com foco cronológico, aliada às dinâmicas divertidas do Modo Festa e à praticidade do Modo Câmera, mostra como a franquia segue buscando se renovar dentro do modelo de plataforma integrada. O jogo não fica isento de pequenas falhas (como o sistema de perfis locais que compartilha progresso de forma confusa, a imprecisão pontual em alguns movimentos mais elaborados e a lista de troféus atrelada a compras de outros conteúdos do ecossistema), mas esses detalhes não tiram o brilho da experiência principal.
Seja para fãs de longa data que já possuem um acervo no ecossistema moderno do jogo, seja para novos jogadores em busca de um excelente título festivo, Just Dance: Decades of Hits consolida-se como uma das edições mais completas, charmosas e carismáticas dos últimos anos. Um convite irresistível para arrastar os móveis e celebrar a música em sua forma mais pura.
A cópia digital do jogo foi disponibilizada pela assessoria da Ubisoft Brasil para fins de review, com o completo custando R$ 119,90 na PSN, R$ 199,90 para Xbox Series e R$ 199,90 para Nintendo Switch 2. Valores da data em que fizemos esta análise.

















