ANÁLISE: Teeto acerta ao unir gameplay criativa, cheia de exploração, transformações e co-op em tela dividida


Recentemente tivemos a oportunidade de conferir Teeto, novo jogo publicado pela Super Rare Originals e desenvolvido pelo estúdio Eat Pant Games. Lançado no último dia 15, o título está disponível para PC, PlayStation 5 e Nintendo Switch, incluindo ambas as gerações do console da Nintendo, trazendo uma proposta que busca resgatar o espírito dos clássicos jogos de plataforma em 3D.

SINOPSE
A aventura coloca o jogador no controle de Teeto, uma simpática criatura azul em forma de blob, e de Nory, uma coelhinha inventora equipada com uma mochila movida a Vionita, uma tecnologia que desempenha papel importante tanto na exploração quanto na resolução de desafios. Juntos, eles precisam enfrentar uma ameaça crescente conhecida como Corrupção das Sombras, uma força misteriosa que começa a se espalhar pelo mundo e coloca em risco a sobrevivência de seus habitantes.

A história tem início quando a primeira criação de Nory, uma pequena criatura chamada Michael, acaba se multiplicando de maneira totalmente descontrolada. O que parecia ser apenas um experimento logo se transforma num problema de grandes proporções, obrigando a dupla a partir em uma longa jornada para localizar e resgatar essas pequenas criaturas, agora espalhadas por diferentes regiões do mapa. Ao longo do caminho, os protagonistas também encontram personagens bastante peculiares e que contribuem para tornar o universo do jogo mais vivo e cheio de personalidade.

Toda a campanha pode ser aproveitada tanto no modo solo quanto em cooperativo, permitindo que dois jogadores unam forças para superar obstáculos, resolver quebra-cabeças e enfrentar inimigos. Essa possibilidade adiciona uma camada extra de diversão, principalmente quando é combinado o uso de suas habilidades.

Inspirado nos grandes clássicos dos jogos de plataforma em 3D, Teeto aposta numa aventura focada na exploração, descoberta e progressão por meio de habilidades adquiridas ao longo da campanha. Esse sistema de progressão amplia gradualmente as possibilidades de movimentação e acesso aos cenários, recompensando quem gosta de explorar cada canto do mapa em busca de segredos, itens colecionáveis e objetivos opcionais, resultando numa experiência que mistura carisma, desafios acessíveis e um mundo colorido.

MENU
Logo ao iniciar Teeto, o jogador pode partir diretamente para a aventura ou explorar um menu de configurações bastante completo antes de começar a campanha. Entre as opções disponíveis estão o ajuste de brilho, a exibição da taxa de quadros (FPS), controle de volume e diversas configurações relacionadas à câmera, que podem ser personalizadas individualmente para cada personagem, oferecendo uma experiência mais confortável de acordo com o estilo de jogo de cada pessoa.

O título também apresenta um bom suporte a idiomas, permitindo selecionar entre Alemão, Chinês, Coreano, Espanhol, Francês, Holandês, Inglês, Japonês, Português do Brasil e Russo, tornando a aventura acessível para jogadores de diferentes regiões. Além disso, há a opção de ativar o modo sem dano, recurso que pode ser habilitado para o primeiro jogador, para o segundo ou para ambos, facilitando a experiência para quem deseja focar apenas na exploração da campanha ou jogar de forma mais descontraída.

Por outro lado, o menu deixa a desejar em alguns aspectos relacionados à acessibilidade. Apesar das opções básicas de personalização, o jogo não oferece recursos como ajuste do tamanho das legendas, algo que poderia beneficiar jogadores com dificuldades de leitura ou aqueles que preferem uma interface mais confortável. 

GAMEPLAY
Ao iniciar a campanha, somos recebidos por uma divertida cena de introdução que contextualiza a história e apresenta os protagonistas. É nesse momento que descobrimos a origem (bastante bem-humorada, por sinal) do nome de Teeto, além de conhecermos melhor Nory, sua inseparável companheira de aventura. Ela não apenas participa da narrativa, como também assume o papel de guia desde os primeiros momentos do jogo, ensinando cada uma das habilidades do protagonista por meio de um tutorial natural e pouco invasivo.

Ao longo da jornada, Nory continua desempenhando um papel importante, oferecendo dicas sobre os objetivos da aventura e auxiliando na exploração. Graças à mochila movida a Vionita, ela também permite que Teeto utilize um planador durante os saltos, prolongando o tempo no ar e garantindo aterrissagens mais suaves. Esse recurso se mostra essencial em diversos trechos da campanha, principalmente nas áreas que exigem maior precisão durante a plataforma.

A jogabilidade combina exploração, plataforma 3D, combate e resolução de quebra-cabeças de maneira bastante equilibrada, mas o grande destaque fica por conta do criativo sistema de absorção e transformação. Em vez de depender apenas de habilidades tradicionais, Teeto pode incorporar diversos elementos espalhados pelos cenários, assumindo diferentes formas que alteram completamente sua maneira de interagir com o ambiente.

Cada transformação possui uma função específica. Ao absorver fogo, por exemplo, o personagem consegue acender tochas, eliminar obstáculos e derreter determinados bloqueios. Ao utilizar flores, cria pontos de apoio para se balançar ou alcançar plataformas distantes. Com eletricidade, passa a gerar ondas de choque capazes de ativar mecanismos e dispositivos energizados, enquanto a forma de pedra permite destruir paredes frágeis e esmagar inimigos. O mais curioso é que nem todas as transformações servem exclusivamente para resolver desafios: Teeto também pode assumir a aparência de objetos comuns do cenário, como sofás, árvores, blocos de tijolos e até sacos de lixo, adicionando um toque de humor à aventura e reforçando a criatividade da proposta.

Essa mecânica é constantemente explorada durante a campanha, fazendo com que praticamente cada área apresente uma nova situação ou um desafio diferente. As transformações são utilizadas para alcançar regiões escondidas, escalar estruturas, realizar grandes saltos, atravessar obstáculos, arremessar objetos e solucionar quebra-cabeças que estimulam o jogador a observar o ambiente antes de agir. 

A estrutura da campanha segue o modelo clássico dos chamados collectathons, gênero popularizado por grandes jogos de plataforma dos anos 1990 e 2000. Isso significa que a exploração é recompensada com itens colecionáveis e objetivos opcionais e segredos espalhados pelos cenários. Entre as recompensas estão diversas roupas para personalizar Teeto, um detalhe simples, mas bastante divertido. Durante a minha aventura, por exemplo, escolhi uma roupa inspirada em basquete como visual principal, enquanto uma missão paralela que consistia em transportar um objeto até o cume de uma montanha rendeu um simpático traje de escoteiro.

Outro aspecto interessante é a progressão baseada na aquisição de novas habilidades. Conforme avançamos na história, áreas que antes pareciam inacessíveis passam a revelar novos caminhos e objetivos. Um dos momentos que mais chamou minha atenção aconteceu quando finalmente desbloqueei a habilidade de furtividade, permitindo atravessar uma enorme árvore com aparência rabugenta que, até então, bloqueava completamente meu avanço (algo que rolou também quando eu precisava pegar um limão gigante e uma senhora não permitia, soltando raio laser pelo olho direto no meu personagem, que morria instantaneamente). Esse tipo de evolução cria uma sensação constante de descoberta e incentiva o retorno a mapas já visitados, já que sempre existe a possibilidade de encontrar novos segredos utilizando as habilidades recém-adquiridas.

Como consequência, exploração, evolução e resolução de quebra-cabeças caminham lado a lado durante praticamente toda a campanha. Em vez de parecerem atividades separadas, esses elementos se complementam de forma bastante natural, mantendo o ritmo da aventura variado e fazendo com que a curiosidade do jogador seja constantemente recompensada.

GRÁFICOS E DIREÇÃO DE ARTE
No aspecto visual, Teeto abraça uma direção artística cartunesca que chama atenção desde os primeiros minutos. O jogo aposta em cores vibrantes, cenários cheios de vida e personagens cheios de personalidade, resgatando a sensação dos grandes jogos de plataforma em 3D que marcaram gerações como PlayStation, Nintendo 64 e GameCube. Embora não busque um visual realista, sua identidade artística funciona muito bem e transmite constantemente um clima leve, divertido e aventureiro.

O protagonista também merece destaque pelo cuidado dedicado às suas animações. Cada movimento reforça seu carisma e torna a movimentação agradável durante toda a campanha. Esse cuidado fica ainda mais evidente nas transformações: sempre que Teeto absorve um novo elemento do cenário, sua aparência muda significativamente, seja por meio do formato do corpo, das roupas, dos acessórios, entre outros, fazendo com que cada habilidade seja facilmente identificada pelo jogador.

Os cenários acompanham esse mesmo nível de capricho. O mundo é dividido em diferentes biomas, cada um com identidade própria, tanto visual quanto em suas mecânicas. Durante a aventura, passamos por florestas exuberantes, praias ensolaradas, montanhas cobertas de neve e outras regiões que apresentam novos desafios, inimigos e elementos de exploração. Essa variedade evita que a experiência se torne repetitiva e faz com que cada área tenha uma identidade própria.

A ambientação também merece elogios pelo uso abundante da vegetação, dos objetos interativos e de uma paleta de cores bastante viva, criando cenários convidativos que estimulam a exploração. Em diversos momentos, vale a pena simplesmente observar o ambiente antes de seguir em frente, já que muitos detalhes ajudam a construir esse universo fantasioso. Além de contribuir para a identidade visual do jogo, esses elementos também servem como pistas para quebra-cabeças, caminhos alternativos e objetos que poderão ser utilizados nas transformações de Teeto, integrando estética e jogabilidade de maneira bastante natural.

MODO CO-OP
Além da campanha para um jogador, Teeto também oferece suporte ao modo cooperativo local em tela dividida, permitindo que duas pessoas vivenciem toda a aventura juntas. A inclusão desse recurso faz bastante sentido dentro da proposta do jogo, já que boa parte das mecânicas foi pensada para estimular a colaboração entre os protagonistas e transformar a exploração numa experiência compartilhada.

No cooperativo, cada personagem possui funções bem definidas, com as habilidades de Teeto e Nory se unindo para irmos adiante na exploração e solução de desafios espalhados pelos cenários, fazendo com que a exploração dos mapas seja mais dinâmica e divertida, principalmente quando ambos os jogadores procuram descobrir passagens secretas e colecionáveis escondidos pelos cenários.

Outro incentivo para quem gosta de explorar é a grande quantidade de itens desbloqueáveis. Ao longo da campanha, é possível encontrar diversas roupas e fantasias para personalizar os protagonistas (essas roupas podem ser alteradas antes de entrar em cada fase do jogo ou no hub inicial), dando um toque extra de diversão à aventura. Além do aspecto estético, conversar com os diferentes NPCs espalhados pelo mundo rende missões secundárias, desafios opcionais, itens especiais, entre outras coisas, ampliando o conteúdo disponível para quem deseja ir além da campanha principal.

O modo cooperativo acaba sendo um dos grandes atrativos de Teeto, não apenas por permitir que toda a história seja jogada ao lado de outra pessoa, mas também porque as mecânicas foram desenvolvidas para valorizar a parceria entre os personagens. Em vez de funcionar apenas como um segundo jogador acompanhando a aventura, Nory possui papel ativo na progressão da campanha, fazendo com que a cooperação seja uma parte importante da experiência do início ao fim.

MAPA E INIMIGOS
A exploração é, sem dúvida, um dos pilares da experiência oferecida por Teeto. Desde os primeiros minutos, o jogo deixa claro que vale a pena sair do caminho principal para investigar cada canto dos cenários. Em vez de mapas lineares, a aventura apresenta áreas amplas e interligadas por meio de um hub (que nos permite também ir na lojinha do jogo, por exemplo, ou escolher rejogar alguma fase específica ou seguir adiante na história), repletas de passagens alternativas, regiões escondidas, colecionáveis e personagens secundários que recompensam a curiosidade do jogador. É o tipo de jogo que constantemente desperta a sensação de que sempre existe algo novo para descobrir logo ali.

Essa filosofia é reforçada pela presença de diversos NPCs espalhados pelo mundo. Além de contribuírem para a construção do universo com diálogos bem-humorados e personalidades marcantes, muitos oferecem missões secundárias que rendem itens exclusivos, roupas, habilidades adicionais e outros segredos. Essas atividades paralelas nunca parecem simples distrações, já que frequentemente recompensam o jogador com recursos úteis para a progressão ou incentivam a revisitar áreas anteriormente exploradas.

Um dos principais objetivos da campanha é resgatar os inúmeros Michaels que acabaram se espalhando pelo mundo após o experimento de Nory sair do controle. Encontrar essas pequenas criaturas se torna parte fundamental da progressão, funcionando como um incentivo constante para explorar além do necessário. Em vários momentos, alcançar um Michael exige observar cuidadosamente o cenário, utilizar uma transformação específica ou resolver algum quebra-cabeça ambiental antes de acessar a área desejada.

A variedade dos biomas também contribui para manter a exploração sempre interessante. Ao longo da jornada, passamos por florestas exuberantes, montanhas, recifes de corais, cidades litorâneas, desertos, áreas tomadas por lixo, cavernas de gelo e outras regiões com identidade visual própria e desafios específicos. Essa diversidade não se limita apenas ao aspecto estético: cada ambiente introduz novos obstáculos e aproveita elementos naturais para criar situações que exigem o uso criativo das habilidades adquiridas durante a campanha.

Os inimigos acompanham essa evolução do mundo. As principais ameaças são criaturas contaminadas pela Corrupção das Sombras, espalhadas por diferentes regiões e responsáveis por colocar em risco o equilíbrio daquele universo. Embora existam confrontos diretos, o jogo evita transformar o combate em sua principal mecânica. Em vez disso, incentiva o jogador a utilizar as transformações de maneira inteligente, aproveitando o ambiente a seu favor para atacar, alcançar posições estratégicas ou até contornar determinados perigos.

Essa integração entre combate, exploração e resolução de quebra-cabeças funciona muito bem. Em diversas ocasiões, descobrir qual transformação utilizar é tão importante quanto derrotar os inimigos propriamente ditos. Algumas situações exigem alternar rapidamente entre diferentes poderes, enquanto outras pedem apenas observação e criatividade para encontrar a solução correta. Isso faz com que a jogabilidade permaneça variada durante praticamente toda a campanha.

Segundo os próprios desenvolvedores, toda essa estrutura foi concebida como uma homenagem aos grandes clássicos dos jogos de plataforma em 3D. E essa inspiração é perceptível não apenas na forma como os mapas são construídos, mas também na distribuição dos colecionáveis, nas missões opcionais, na progressão baseada em habilidades e no constante incentivo à exploração. Para quem cresceu com títulos que recompensavam a curiosidade do jogador, Teeto consegue resgatar essa sensação de descoberta de forma bastante competente, ao mesmo tempo em que adiciona mecânicas próprias para construir sua própria identidade.


TROFÉUS
Para os caçadores de troféus, Teeto oferece uma lista relativamente acessível, mas que incentiva o jogador a explorar praticamente todo o conteúdo disponível na campanha. Ao todo, são 49 troféus, distribuídos entre 42 de Bronze, 3 de Prata, 3 de Ouro e o tradicional troféu de Platina, concedido após a obtenção de todas as demais conquistas.

Grande parte dos troféus está diretamente ligada à progressão natural da história, sendo desbloqueada conforme os atos da campanha são concluídos. No entanto, há uma boa quantidade de desafios opcionais que recompensam quem decide explorar cada canto dos mapas, conversar com NPCs, experimentar as diferentes transformações de Teeto e completar atividades secundárias. 

A exploração tem um papel importante na busca pela Platina. Entre os objetivos estão coletar todas as Vionites, acumular grandes quantidades de estrelas, desbloquear dezenas de roupas para personalizar o protagonista e concluir desafios específicos espalhados pelos cenários. Há ainda conquistas curiosas, como terminar uma fase sem realizar qualquer ataque, estimulando abordagens diferentes da jogabilidade tradicional.

A lista de troféus conversa diretamente com a proposta do jogo, incentivando o jogador a aproveitar todos os sistemas disponíveis em vez de simplesmente concluir a campanha. Exploração, colecionáveis, progressão por habilidades e experimentação das mecânicas de transformação acabam sendo constantemente recompensadas, fazendo com que a busca pela Platina funcione como uma extensão natural da aventura, e não apenas como uma sequência de tarefas repetitivas. 

Até o momento, de 19 jogadores cadastrados no site PSN Profiles, 4 conseguiram a Platina (confira todos os troféus e o que fazer para conquistá-los AQUI). 


CONCLUSÃO
Teeto é uma grata surpresa para os fãs de jogos de plataforma em 3D. Inspirado nos clássicos que marcaram gerações, como PlayStation, Nintendo 64 e GameCube, o título não se limita a reproduzir fórmulas conhecidas, adicionando ideias próprias, como o criativo sistema de absorção e transformação, que torna a exploração e a resolução dos desafios muito mais dinâmicas.

A campanha consegue equilibrar plataforma, exploração, combate e quebra-cabeças de maneira consistente, mantendo o jogador motivado a revisitar cenários, descobrir segredos e desbloquear novas habilidades. O mundo é rico em conteúdo opcional, com colecionáveis, missões secundárias, roupas desbloqueáveis e NPCs que recompensam a curiosidade, enquanto o modo cooperativo local amplia ainda mais a diversão ao transformar a parceria entre Teeto e Nory em parte essencial da experiência.

Visualmente, o jogo também acerta ao investir em uma direção artística carismática e colorida, reforçada pelas animações e biomas bastante variados. Apesar de alguns pontos que poderiam receber mais atenção, como a ausência de opções de acessibilidade mais completas (especialmente recursos relacionados às legendas), esses detalhes acabam tendo pouco impacto diante da qualidade do conjunto.

Para quem sente falta da era de ouro dos collectathons, Teeto entrega exatamente o que promete: uma aventura leve, divertida e repleta de personalidade, que recompensa a exploração em todos os momentos. Ao mesmo tempo, suas mecânicas próprias garantem identidade suficiente para que o jogo não seja apenas uma homenagem aos clássicos, mas uma experiência capaz de conquistar tanto os veteranos do gênero quanto novos jogadores em busca de uma boa aventura cooperativa.

A cópia digital do jogo foi disponibilizada para fins de review, feito diretamente do PlayStation 5 e ele está disponível para PC por R$43,19, PS5 por R$ 102,50 (R$ 82,50 com PS Plus) e Nintendo Switch por R$ 52,79. Valores da data em que essa análise foi publicada.

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1 Comentários
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  1. Mano, parece ser bacana esse game. Curto muito jogos com cel shading, acho que valeria a pena.

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