Recentemente tivemos a oportunidade de conferir Denshattack!, novo jogo publicado pela Fireshine Games e desenvolvido pelo estúdio Undercoders. Lançado no último dia 15, o título está disponível para PC, PlayStation 5 e Nintendo Switch 2. Apostando numa proposta bastante original, o game substitui skates por trens gravitacionais e transforma trilhos ferroviários em verdadeiras pistas para manobras radicais, criando uma experiência que mistura ação, corrida e plataforma com forte inspiração nos clássicos jogos de skate em estilo arcade.
Com uma identidade visual marcante e ritmo acelerado, Denshattack! convida o jogador a percorrer cenários repletos de obstáculos enquanto realiza saltos, derrapagens, grinds e sequências de combos em alta velocidade. A proposta combina a adrenalina das corridas com sistemas de pontuação típicos dos jogos de skate, entregando uma jogabilidade dinâmica que recompensa habilidade, precisão e criatividade durante toda a campanha.
SINOPSEA trama de Denshattack! se passa num Japão distópico devastado pelas mudanças climáticas, onde a população foi confinada em enormes domos controlados pela poderosa megacorporação Miraido. É nesse cenário que acompanhamos Emi, uma jovem que acaba sendo envolvida por acaso no universo das competições ferroviárias e inicia uma jornada para se tornar uma verdadeira lenda dos trilhos.
O mundo criado pelo jogo retrata uma sociedade profundamente desigual. Enquanto a elite desfruta de segurança e conforto dentro das cidades protegidas pelos domos, grande parte da população vive do lado de fora, enfrentando condições precárias e os efeitos de um ambiente devastado. Esse contraste social serve como pano de fundo para a narrativa e ajuda a construir a atmosfera cyberpunk que acompanha toda a aventura.
Foi justamente nesse cenário que antigas ferrovias e linhas abandonadas ganharam uma nova função. Os trilhos foram transformados em pistas para competições clandestinas de alta velocidade, dando origem a uma cultura própria, marcada por gangues, corredores rivais e disputas cada vez mais perigosas. Conforme Emi mergulha nesse universo, ela descobre que as corridas representam muito mais do que simples entretenimento, tornando-se parte de um conflito muito maior contra o domínio exercido pela Corporação Miraido.
MENU
Logo ao iniciar Denshattack!, o jogo reconhece automaticamente o idioma configurado no console, permitindo que o jogador comece a campanha imediatamente ou acesse o menu de opções para ajustar diversos aspectos da experiência. Entre as configurações disponíveis estão os idiomas de texto Alemão, Catalão, Chinês, Coreano, Espanhol, Francês, Inglês, Japonês e Português do Brasil, além da escolha entre dublagem em japonês ou inglês. Também é possível configurar câmera, legendas e controles, com opções como vibração, remapeamento dos botões e ativação do reinício rápido das fases.
Conforme a campanha avança, um segundo menu passa a reunir todas as opções relacionadas à progressão do jogador. Nele é possível acompanhar o desempenho durante a aventura, consultar a lista completa de manobras desbloqueadas e personalizar diferentes aspectos da jogabilidade.
Um dos destaques é o extenso catálogo de movimentos, que reúne mais de 60 manobras inspiradas nos clássicos jogos de skate. A lista inclui ollies, flips, grinds, manuals e diversas outras acrobacias que podem ser combinadas livremente para formar sequências de combos cada vez mais elaboradas, incentivando o domínio completo das mecânicas.
Também temos um local em que é possível escolher entre diferentes locomotivas, cada uma equipada com atributos próprios. Algumas privilegiam maior velocidade nas retas, enquanto outras oferecem impulsos mais altos durante os saltos ou características específicas que influenciam diretamente a forma de jogar, permitindo que cada jogador encontre o modelo mais adequado ao seu estilo.
Para completar, há opções de personalização visual dos trens, com a possibilidade de alterar cores, aplicar diferentes padrões e utilizar adesivos desbloqueados ao longo da campanha. Embora não alterem o desempenho das locomotivas, esses elementos ajudam a dar identidade própria a cada composição e reforçam o cuidado do jogo em oferecer um bom nível de customização.
GAMEPLAY
Partindo para a jogatina, o primeiro capítulo apresenta Emi, uma habilidosa entregadora de lámen cuja destreza sobre os trilhos chama a atenção de Fernando, personagem responsável por introduzi-la ao universo do Denshattack, esporte clandestino que reúne maquinistas em disputas repletas de velocidade e manobras radicais. A narrativa é conduzida por meio de diálogos dublados e dos tradicionais balões de conversa característicos de muitos jogos japoneses, que podem ser avançados rapidamente ao pressionar o botão Triângulo.
Os momentos iniciais também funcionam como um tutorial bastante eficiente. Nele, o jogador aprende gradualmente os principais comandos, como acelerar, frear, realizar drifts, saltar, trocar de trilhos durante o percurso e utilizar impulsos de velocidade. Em poucos minutos, fica clara a proposta do jogo: uma espécie de "Tony Hawk sobre trilhos", onde o controle preciso do trem gravitacional é tão importante quanto a execução de manobras para alcançar pontuações cada vez maiores.
Durante cada percurso, é preciso desviar de obstáculos, evitar descarrilamentos, alternar constantemente entre diferentes linhas férreas e coletar itens espalhados pelos cenários sem interromper a sequência de combos. A sensação de velocidade é constante, e o jogo recompensa quem consegue manter um ritmo agressivo durante toda a fase.
Misturando a intensidade dos jogos de corrida com o sistema de pontuação dos clássicos games de skate, Denshattack! permite executar uma enorme variedade de movimentos, incluindo ollies, kickflips, grinds, manuals e diversas outras acrobacias. Todas essas manobras podem ser combinadas livremente, formando sequências que aumentam significativamente a pontuação. Além disso, a buzina do trem também participa da jogabilidade, interagindo com elementos específicos do cenário e ampliando ainda mais as possibilidades durante os percursos.
Conforme novos comandos são apresentados, a jogabilidade ganha profundidade: Dominar aceleração, frenagem, troca de trilhos, movimentação aérea e o tempo exato para executar cada ação torna-se fundamental, principalmente porque os estágios evoluem constantemente em complexidade, exigindo reflexos rápidos e precisão para manter os combos ativos do início ao fim.
A campanha também evita cair na repetição ao variar bastante seus objetivos. Em vez de limitar o jogador a simplesmente cruzar a linha de chegada, diversas fases propõem desafios específicos, como destruir obstáculos, coletar determinados itens, derrubar estruturas, assustar morcegos e cumprir outras missões secundárias. Essa diversidade incentiva revisitar os estágios em busca de melhores pontuações, novos recordes e recompensas adicionais.
Outro aspecto que amplia a longevidade da experiência é a progressão: Ao longo da aventura, novos trens podem ser desbloqueados, cada um oferecendo atributos distintos que influenciam diretamente a forma de jogar. Os cenários também escondem rotas alternativas, caminhos secretos e atalhos que recompensam a exploração, enquanto a narrativa permite transformar antigos líderes de gangues rivais em aliados, adicionando novos elementos ao desenvolvimento da campanha.
Complementando toda essa ação, está uma trilha sonora extremamente energética, composta por músicos que participaram de jogos como Sonic Mania e Jet Set Radio. O resultado é uma combinação que acompanha perfeitamente o ritmo acelerado das partidas e reforça a personalidade arcade de Denshattack!, fazendo com que velocidade, música e sistema de combos trabalhem juntos para criar uma experiência bastante envolvente.
GRÁFICOS E DIREÇÃO DE ARTE
Visualmente, Denshattack! chama atenção pela direção de arte inspirada em animes e mangás, utilizando o cel shading para dar aos personagens, locomotivas e cenários o aspecto de uma animação em 3D. Contornos marcantes, texturas limpas e uma paleta de cores vibrante reforçam a identidade do jogo desde os primeiros minutos, criando um visual que combina perfeitamente com sua proposta acelerada.
A sensação de velocidade também merece destaque: Durante as manobras, a tela é preenchida por efeitos típicos das animações japonesas, como linhas de movimento, fumaça estilizada, onomatopeias e leves tremores que intensificam a ação sem prejudicar a visibilidade. Cada salto, grind, drift ou combo transmite uma forte sensação de impacto, tornando as disputas ainda mais empolgantes.
A interface acompanha esse estilo: Os menus apresentam visual moderno, com forte inspiração nos JRPGs contemporâneos, enquanto os indicadores de pontuação, objetivos e multiplicadores permanecem organizados e de fácil leitura durante toda a partida. O resultado é uma navegação intuitiva, mesmo com a grande quantidade de informações exibidas na tela.
Os cenários também contribuem para manter a campanha interessante: A aventura percorre diferentes regiões desse Japão distópico, alternando entre grandes centros urbanos iluminados por letreiros de neon, áreas industriais, montanhas, florestas, regiões vulcânicas e outros ambientes que apresentam identidade própria. Além da variedade visual, cada fase introduz novos desafios, obstáculos e oportunidades para explorar as mecânicas de movimentação.
Toda essa ambientação reforça a narrativa: A estética cyberpunk se mistura a elementos da cultura japonesa para retratar um país dominado pela megacorporação Miraido, evidenciando o contraste entre o avanço tecnológico e a desigualdade social que serve de pano de fundo para a história de Emi e para as competições clandestinas sobre trilhos.
Até as locomotivas recebem um cuidado especial. Apesar de controlar trens, o jogador percebe personalidade em cada veículo graças às animações, aos efeitos visuais e às diferenças de desempenho entre os modelos disponíveis. Conforme a velocidade aumenta, trilhos ganham novos efeitos luminosos, partículas acompanham os movimentos e a intensidade visual cresce junto com a ação, reforçando constantemente a sensação de rapidez.
Outro ponto que merece elogios é o desempenho técnico: Durante os testes, Denshattack! manteve uma experiência bastante fluida, mesmo nos momentos de maior caos, com diversos efeitos na tela, longas sequências de combos e batalhas contra chefes. Essa estabilidade é essencial para um jogo que exige precisão nos comandos e reflexos rápidos, permitindo que o jogador se concentre totalmente na execução das manobras e na busca pelas maiores pontuações.
INIMIGOS
A campanha de Denshattack! conta com mais de 60 fases distribuídas por diferentes capítulos e coloca o jogador diante de uma grande variedade de adversários em um universo que mistura trens de alta velocidade, tecnologia avançada e estética cyberpunk. Entre corridas competitivas, perseguições eletrizantes e batalhas contra chefes, a aventura mantém um ritmo constante e apresenta novos desafios conforme a história avança.
A principal força antagonista é a Corporação Miraidō, empresa que controla o sistema ferroviário do Japão distópico retratado no jogo. Além de monopolizar toda a infraestrutura de transporte, ela exerce domínio sobre a população e representa o principal obstáculo para Emy e o grupo de rebeldes que tenta desafiar esse sistema. Assim, o conflito contra a corporação não serve apenas como pano de fundo para as corridas, mas também conduz toda a narrativa.
Nos trilhos, o jogador enfrenta trens rivais pilotados por corredores e facções que disputam espaço em competições clandestinas. Em determinadas fases, dezenas de locomotivas dividem o mesmo percurso, criando momentos caóticos que exigem reflexos rápidos para evitar colisões, encontrar as melhores rotas e manter os combos ativos sem perder velocidade.
Além dos competidores, a campanha apresenta enormes mechas, criaturas robóticas e outras máquinas gigantescas que aparecem principalmente nos confrontos contra chefes. Esses inimigos transformam as disputas em grandes espetáculos de ação, exigindo mais do que velocidade: é preciso utilizar as manobras de forma estratégica para desviar de ataques, rebatê-los quando possível e aproveitar as brechas para avançar.





