Paul McCartney: “Na América de Trump, ‘Hey Jude’ ainda une as pessoas”


Foto: Goalhanger

Paul McCartney voltou a refletir sobre fama, política, música e o comportamento do público moderno durante sua participação no podcast The Rest Is Entertainment, em um episódio especial lançado em maio de 2026, gravado no histórico Abbey Road Studios e com as perguntas vindo do público. Se preferir, assista completa no final da matéria, em inglês.

Durante uma longa e descontraída entrevista, Paul McCartney refletiu sobre fama, memória, criação artística, os tempos dos Beatles e até sua relação com celulares e fotos com fãs. O músico também comentou o novo álbum inspirado em Liverpool, falou sobre o significado do sucesso hoje e revelou por que evita tirar selfies.

Paul McCartney fala sobre “Dungeon Lane”, memórias de Liverpool e o processo de composição
“Estamos aqui para falar sobre o novo álbum, e nossa primeira pergunta tem tudo a ver com isso.

Matthew Lumby, de Liverpool, escreveu dizendo: ‘Depois que você anunciou Dungeon Lane como título do álbum, fui direto até Dungeon Lane para ver o lugar. Mas a rua estava fechada. Aquilo aconteceu por acaso ou foi você quem mandou fechar? E, se foi você, pretende reabrir depois?’”

Paul respondeu:

“Era uma rua de verdade, porque eu fui até lá pensando em tirar algumas fotos para usar na capa do álbum… mas ela já tinha desaparecido.”

“Mesmo antes do anúncio?”, perguntou o entrevistador.

“Sim, antes mesmo de eu chegar lá”, respondeu Paul. “Então, a capa acabou sendo um mock-up.”

“Ah, então não é real?”

“Não, a capa foi recriada. Eles provavelmente vão mudar aquilo de novo… mas a rua vai continuar fechada.”

McCartney então relembrou a região:

“Ela existia quando eu era criança, mas acho que as filosofias mudaram. Naquela época, ninguém pensaria em fechar uma rua.”

O apresentador brincou:

“Você provavelmente é responsável por mais ruas fechadas do que qualquer outra pessoa na história.”

Paul caiu na risada:

“Sim… Abbey Road, Penny Lane… agora Dungeon Lane vai entrar para a lista.”

Em seguida, outra pergunta abordou o clima nostálgico do álbum.

Matt Creasy perguntou:

“Seu álbum mais recente é muito baseado nas lembranças de Liverpool. Quando você escreve músicas sobre o passado, como consegue fazer tudo soar tão atual?”

Paul respondeu:

“Porque aquilo ainda está presente em mim. Eu não preciso pensar demais sobre isso. 
“E também porque sou eu quem escreve. Eu componho no violão, ou talvez no piano, e sinceramente não sei fazer de outro jeito além do meu próprio.

Então, independentemente do tema das letras, tudo sempre vai soar um pouco atual, porque é simplesmente o meu jeito de escrever. 
“Eu componho em vários estilos diferentes, mas todos eles são unidos pelo fato de que fui eu quem escreveu.”

O entrevistador concluiu:

“Sim, tudo acaba sendo Paul McCartney.”

E Paul respondeu, rindo:

“Tudo é Paul McCartney.”

As memórias da infância e os pais ouvindo rádio
Ao comentar uma das músicas do álbum, “Salesman Sam”, Paul relembrou os hábitos simples da família durante sua infância.

“O único entretenimento era piano, rádio, chá e cigarros.”

Ele contou que o pai era o pianista da família durante encontros e sing-alongs, enquanto os pais fumavam e bebiam chá constantemente.

Essas lembranças, segundo ele, aparecem naturalmente na composição.

“Nós também copiávamos músicas sem perceber”
Paul admitiu que ele, John Lennon e Ringo Starr frequentemente criavam melodias sem perceber que já existiam.

“Às vezes a gente escrevia algo e dizia: ‘Espera aí… isso não é West Side Story?’”

Ele revelou ainda que Ringo aparecia com músicas e os colegas avisavam:

“Ringo, isso é uma música do Bob Dylan.”

A evolução dos Beatles e a relação com os fãs
Paul discordou da ideia de que não reconhece mais o jovem compositor que escreveu os clássicos dos Beatles, ao contrário do que Bob Dylan já afirmou sobre si mesmo.

“Eu me lembro de quem éramos. Garotos de Liverpool escrevendo diretamente para os fãs.”

Ele citou sucessos como “Love Me Do”, “From Me to You” e “She Loves You” como músicas feitas diretamente para quem estava ouvindo.

“Como você ficou normal?”: Paul fala sobre inocência e família
Questionado sobre como conseguiu preservar certa inocência apesar da fama gigantesca, Paul creditou tudo à família.

“Eu vim de uma família muito amorosa, pessoas inteligentes da classe trabalhadora.”

Ele criticou o preconceito contra trabalhadores simples e contou que um primo compilava palavras cruzadas para jornais como The Guardian e The Times.

“Não subestimem a classe trabalhadora.”

Fama nos anos 60 vs. fama na era dos celularese selfies com fãs
O entrevistador perguntou a Paul McCartney:

“Como alguém que talvez tenha sido extraordinariamente famoso por mais tempo do que qualquer outra celebridade, você consegue descrever como a fama mudou ao longo da sua vida? Como era ser famoso nos anos 60 em comparação com hoje?”

Paul respondeu:

“Eu acho que a grande diferença está na forma como você encara isso. 
Quando você fica famoso pela primeira vez, você ama aquilo. Porque é exatamente o que estava tentando alcançar.
Então você começa a ter algum sucesso, algo dá certo, e as pessoas na rua passam a te reconhecer. E você adora isso.”

O apresentador perguntou se, naquela época já existia aquela sensação moderna de que os fãs “incomodam” as celebridades.

Paul respondeu:

“Nada disso. Nós amávamos aquilo. 
E você aprende a lidar com a situação.”

McCartney então relembrou uma situação do auge da Beatlemania com The Beatles:

“Eu me lembro de ir a um show uma vez. Peguei um trem de Londres até a estação perto do local. 
“Entrei sozinho no show e um grupo de garotas me encontrou. Elas estavam gritando. 

Então eu disse: ‘Garotas, garotas… acalmem-se. Aqui está o acordo: se vocês ficarem quietas, eu dou autógrafos para todas e vai ficar tudo bem.’

Então você aprendia a lidar com aquilo. E elas conseguiram se acalmar. Foram muito legais. 
E você percebia que aquilo era um momento especial para elas.”

Paul então explicou como a relação entre fãs e celebridades mudou com o passar do tempo:

"Com o tempo, as coisas mudaram. 
“Agora são os telefones. Então, quando encontro alguém, imediatamente é tipo: ‘Oh!’ — e a pessoa já está pegando o celular... E eu digo: ‘Desculpe, eu não tiro fotos.’ E hoje em dia isso parece algo radical.”

Segundo ele, Oprah perguntou por que ele não gosta de tirar fotos com fãs.“Ela disse: ‘Você não faz fotos?’ Eu disse: ‘Não’. Ela perguntou ‘Por quê?’. E eu respondi: ‘Porque eu não quero’. É tão simples quanto isso.”

Paul então contou uma metáfora curiosa para explicar seu desconforto com selfies.

Tem um cara em Saint-Tropez, na frente da praia, com um monge. Você paga para tirar uma foto com o monge. Eu realmente não quero me sentir como aquele monge. Quando eu tiro uma foto com alguém, eu me sinto assim.”

O ex-Beatle explicou que, para ele, a conexão humana vale mais do que uma imagem rápida no celular.

“Eu não sou eu mesmo naquele momento. Eu me torno outra coisa.”

O apresentador comentou que prefere imaginar alguém encontrando Paul, ouvindo uma grande história dele e voltando para os amigos dizendo:

“Não, eu não tirei foto. Mas tive um momento especial com Paul McCartney.”

Paul concordou e ainda comparou a obsessão atual por fotos ao comportamento das pessoas no Louvre.

“Eu levei minha filha ao Louvre e ninguém olhava para as pinturas. Todo mundo só tirava fotos.”

Programas de TV favoritos e possibilidade de participar de reality shows
O entrevistador comentou com Paul McCartney:

“Eu sei que você é um grande fã de televisão e acompanha todos os tipos de programas.”

A pergunta enviada por Laura Goldbolt foi:

“Se você tivesse que participar de um reality ou game show, qual escolheria e por quê? Tipo Traitors, Bake Off, Dragons’ Den…”

Paul respondeu imediatamente:

“Pointless.”

O apresentador reagiu surpreso:

“Pointless?”

Paul confirmou:

“Absolutamente. 
E isso é uma resposta oficial.”

O entrevistador comentou que também adorava o programa, e Paul continuou:

“Pointless é um dos meus favoritos. Então provavelmente seria esse.”

Quando perguntaram sobre outros programas de que gosta, McCartney respondeu:

“Gogglebox, Richard Osman's House of Games… 
O Richard Osman é muito bom.”

Em seguida, surgiu uma nova pergunta enviada por Rachel Ablett, produtora de Would I Lie to You?:

“Você poderia perguntar ao Sr. Paul se ele toparia participar do especial de Natal do programa?”

Paul respondeu animado:

“Ah, meu Deus, esse é um dos meus favoritos!”

O entrevistador então brincou com o formato do programa:

“Mas naquele programa eles fazem uma entrevista antes, perguntando se alguma coisa interessante já aconteceu com você…”

“E no seu caso, eles ficariam ali por semanas ouvindo histórias.”

Paul McCartney comenta fama instantânea e os “novos personagens” da internet
Durante a entrevista, uma ouvinte chamada Cherry comentou com Paul McCartney:

“Você sempre foi um grande criador de personagens em suas músicas — como Eleanor Rigby, Rocky Raccoon e Jenny Wren. Existe algum comportamento das pessoas do século 21 que ainda te intriga ou incomoda? Esses novos tipos de personagens?”

Paul respondeu:

“Eu acho que muitas dessas influências… como eu não sou dessa geração, simplesmente não entendo completamente. 
Mas eu vejo. Você não consegue evitar.

Está tudo no Instagram. Minha esposa me mostra alguma coisa e, de repente, um desses personagens aparece.”

McCartney então refletiu sobre a fama nas redes sociais:

“Eu só acho engraçado. Imagino que isso sempre tenha existido de alguma forma… 
Mas hoje algumas pessoas que não parecem ser especialmente talentosas acabam ficando extremamente famosas, com bilhões de visualizações, bilhões de acessos e tudo mais.”

Paul então brincou sobre o cuidado ao comentar o assunto:

“Você precisa tomar cuidado quando fala disso, porque acaba parecendo muito velho… 
O que, aliás, eu sou.”

As falhas, “Bip Bop” e o olhar sobre o passado
Durante a entrevista, Paul McCartney foi questionado se existe alguma composição própria que ele olha para trás e pensa: “hmm… talvez isso não tenha funcionado tão bem”.

Paul respondeu com sinceridade:

“Sim. Você acaba tendo algumas músicas que acha que realmente não funcionaram ou não alcançaram aquilo que queria alcançar. Mas você não pode acertar sempre.”

Ele então citou a faixa Bip Bop, lançada por Wings em 1971, como exemplo:

“Tenho uma música chamada ‘Bip Bop’, e é basicamente: ‘Bip Bop, Bip Bop, Bip Bop…’”

McCartney contou que, durante muito tempo, olhava para a canção com certo constrangimento:

“Eu olhava para trás pensando: ‘Meu Deus, como posso me livrar disso?’”

No entanto, sua percepção mudou após uma conversa com o produtor Trevor Horn:

“Trevor disse: ‘Essa é uma das minhas favoritas suas.’ Então, vendo pelo ponto de vista dele, pensei: ‘Sabe de uma coisa? Talvez ela não seja tão absurda assim.’”

Mesmo assim, Paul admitiu:

“Mas sim… eu acho que aquela talvez não tenha sido tão boa.”

Na sequência, ele também foi perguntado se existem músicas clássicas que, após tocar milhares de vezes, ele preferiria não apresentar mais ao vivo.

Paul surpreendeu ao responder:

“Sou meio sortudo porque não sinto isso.”

Segundo ele, a reação do público continua sendo o principal combustível:

“Eu realmente não me canso dessas músicas.”

Paul McCartney fala sobre o que significa sucesso atualmente
O entrevistador perguntou a Paul McCartney:

“O que o sucesso significa para você hoje? Com esse novo álbum, do qual você parece muito orgulhoso, como você define sucesso atualmente quando lança um disco novo?”

Paul respondeu:

“Eu acho que sucesso é as pessoas gostarem do que estou fazendo. 
Isso sempre foi o objetivo final, mas agora realmente se tornou o único objetivo.”

McCartney então comentou sobre a reação do público às músicas novas durante as turnês:

“Se eu saio em turnê, o público gosta das músicas novas… mas eu também sei que, normalmente, eles não gostam. 
O público geralmente não gosta das músicas novas.”

Paul explicou a diferença que percebe no comportamento da plateia:

“Eu aviso: ‘Ok, agora vamos tocar uma música nova.’ e
 eu sei exatamente o que acontece. Quando tocamos um grande clássico dos The Beatles, todos os celulares se acendem. Parece uma galáxia. 
Mas quando fazemos uma música nova… vira um buraco negro. E é verdade. Muitas vezes eles não querem ouvir aquilo.”

Mesmo assim, Paul defendeu a importância das músicas inéditas:

“Mas eu sempre penso: vocês sabem que aquelas músicas clássicas também já foram novas um dia. 
Então eu acho que tudo se resume a isso: as pessoas gostarem do que você faz. As pessoas pagaram caro. Elas querem ouvir os sucessos. Isso me lembra, 
fazia o mesmo quando economizava dinheiro para assistir aos shows de Bill Haley. 

Paul McCartney diz que mal reconheceu músicas em shows de Bob Dylan: “Eu paguei para ouvir”
Diante do fato de economizar dinheiro antigamente para ir a shows, Paul McCartney comentou sobre sua experiência ao assistir apresentações de Bob Dylan e admitiu que ficou surpreso com as versões extremamente diferentes das músicas clássicas do cantor.

Paul contou que esteve em alguns shows de Dylan e teve dificuldade para reconhecer o que estava sendo tocado no palco.

“Eu fui ver alguns shows do Bob e realmente não conseguia dizer que música era.”

O ex-Beatle explicou que entende o desejo de artistas veteranos de reinventarem o próprio repertório ao longo dos anos, especialmente depois de décadas tocando os mesmos sucessos.

“Eu entendo se ele não quiser tocar ‘Mr. Tambourine Man’ do mesmo jeito de sempre. Talvez ele esteja cansado disso.”

Mesmo assim, McCartney confessou que, como fã, gostaria de ouvir versões mais reconhecíveis das canções clássicas.

“Mas eu gostaria de ouvir.”

Paul ainda acrescentou, em tom bem-humorado, que o público também cria expectativas quando compra ingresso para um show

“E eu paguei.”

A fala surgiu enquanto o músico explicava sua própria visão sobre apresentações ao vivo. Segundo ele, apesar de gostar de incluir músicas novas nos shows, entende que grande parte do público quer ouvir os grandes sucessos que marcaram suas vidas.

O que você está tentando alcançar? Se você vai fazer um show, eu sei quem está na minha plateia na maioria das vezes. E são famílias. Então podem ser avôs da minha idade ou os filhos deles. E podem ser os filhos dos avôs. Então, é um público bem diversificado. Eu penso: 'Bem, poderíamos tocar músicas que eles não conhecem - tenho muitas músicas desconhecidas - mas eles pagaram caro por isso'."

Para Paul, existe um equilíbrio entre liberdade artística e entrega ao público — especialmente quando fãs economizam dinheiro e aguardam anos para assistir a um artista ao vivo.

“Eu gosto de adulação”: Paul fala sobre aprovação 
Ao ser questionado sobre gostar de elogios, Paul McCartney respondeu de forma bem-humorada:

“Meus filhos riem de mim porque dizem: ‘Você gosta de adulação, não é?’ E eu respondo: ‘Sim, vocês podem me adular quando quiserem.’”

Quando perguntado se isso vinha do ego ou da satisfação artística, Paul refletiu:

“Sim, eu gosto. Mas acho que é porque isso significa que você fez um bom trabalho. Você cria algo, escreve uma música que acha boa, e pensa: ‘Ah, sim, eu realmente acertei aqui.’”

Ele comparou suas músicas a filhos sendo lançados ao mundo:

“Quando você escreve algo e aquilo sai para o mundo, é como se seus filhos fossem embora. E se as pessoas gostam, é isso que você procura.”

Paul também comentou sobre a reação emocional ao novo single Days We Left Behind:

“Recebi muito retorno sobre essa música. Muitas pessoas disseram que choraram ouvindo. Porque ela é muito emocionante.”

O músico destacou um trecho específico da canção que também o emociona:

“‘Nothing stays the same, nobody needs to cry.’ Essa é a linha que faz um homem chorar.”

Ao ser perguntado se ele tenta provocar essa emoção no público, respondeu:

“Não sei de onde isso veio. Mas é maravilhoso quando você faz algo que acha muito bom e as pessoas dizem que amaram.”

Segundo Paul, essa conexão continua sendo sua principal motivação artística:

“Acho que é tudo o que procuro.”

“Sou um artista-entertainer”
Ao ser questionado se se considera mais um artista ou um entertainer, Paul McCartney respondeu:

“Eu teria que dizer: um artista-entertainer. Sim, entertainer primeiro.”

Paul explicou que, embora goste de se enxergar como artista, também sente uma responsabilidade com o público que paga para vê-lo ao vivo:

“Você faz shows e vê essas famílias que pagaram para estar ali. E nem todos são ricos. Então eu penso: por que eu não daria a eles aquilo que querem?”

Ele contou que sempre tenta equilibrar músicas novas com os grandes clássicos:

“Nós colocamos algumas músicas que eles talvez não gostem tanto. Mas nós gostamos de tocar essas.”

Segundo Paul, a própria banda às vezes celebra essas escolhas menos óbvias:

“A banda olha uns para os outros e diz: ‘Sim, essa aí. Nós adoramos essa.’”

“Hey Jude” ainda une as pessoas

McCartney então falou sobre o impacto emocional de tocar Hey Jude ao vivo nos dias atuais.

“Hoje em dia, você toca algo como ‘Hey Jude’ e vê toda aquela plateia cantando junta.”

Ele destacou especialmente o clima político polarizado nos Estados Unidos:

“Na América de Trump, com republicanos e democratas brigando entre si, quando tocamos aquela música, isso desaparece.”

Para Paul, esses momentos mostram a capacidade única da música de unir pessoas:

“Eles simplesmente amam aquilo juntos. E você pensa: ‘Uau, isso é realmente incrível.’”

“De repente, aquela sala esqueceu tudo isso. Ninguém vai discutir com ninguém. Todo mundo está cantando junto.”

O músico afirmou que esse tipo de experiência se tornou uma das partes mais valiosas de sua carreira:

“Essas coisas são valiosas. Eu gosto disso. E acho que eles também gostam.”

“Eu não me sinto como ‘o famoso’”

Em um momento mais filosófico, Paul comentou como lida mentalmente com a própria dimensão histórica.

“Se eu realmente pensasse em tudo isso, minha cabeça explodiria.”

Ele explicou que tenta manter os pés no chão.

“Existe o Paul famoso… e existe o cara que precisa ir almoçar.”

O encerramento emocionante
Ao fim da entrevista, o apresentador agradeceu a Paul por décadas de contribuição cultural e por ainda manter entusiasmo e humanidade mesmo após tudo o que viveu.

“O mundo é um lugar melhor porque Paul McCartney está nele.”

Paul respondeu de forma simples:

“Sou fã seu também. É tudo o que vou dizer.”

Mesmo aos 83 anos, McCartney demonstrou continuar atento às transformações culturais e ao impacto da música no cotidiano das pessoas. Entre críticas à superficialidade da fama moderna e reflexões sobre união através da arte, sua participação no podcast acabou se tornando um retrato raro de como uma das figuras mais importantes da história da música enxerga o mundo em 2026.


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