ANÁLISE - Eriksholm: The Stolen Dream: Um jogo isométrico, com narrativa cinematográfica e para entrar no mundo da aventura furtiva


Recentemente, tivemos a oportunidade de conhecer Eriksholm: The Stolen Dream, título desenvolvido pelo estúdio sueco River End Games e publicado pela Nordcurrent Labs. O jogo foi oficialmente lançado no dia 15 de julho de 2025, estando disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

River End Games é uma empresa de desenvolvimento de jogos com sede em Gotemburgo, Suécia e que foi fundada por um grupo de veteranos da indústria, tendo em seus currículos alguns jogos das séries 
Battlefield, Need for Speed, Unravel. Mirror's Edge, Battlefront, Wipeout Omega Collection, Medal of Honor, Bionic Commando, entre outros, além de sua equipe formada atualmente por 18 integrantes.

Nordcurrent é desenvolvedora e editora de jogos fundada em 2002 em Vilnius, Lituânia. Com sede na Lituânia, a Nordcurrent possui estúdios de desenvolvimento em Vilnius, Dnipro, Varsóvia, Gotemburgo, e é uma equipe crescente de mais de 360 colegas. Tendo mais de 50 jogos para diversas plataformas. O maior sucesso do estúdio até agora é Cooking Fever, um jogo de gerenciamento de tempo onde os jogadores podem preparar refeições e sobremesas de todo o mundo. O jogo tem quase 500 milhões de downloads e 15 milhões de usuários ativos mensais.


 

INTRODUÇÃO AO JOGO E SINOPSE
Ao iniciar Eriksholm: The Stolen Dream, somos recebidos por uma interface bem organizada que permite ao jogador ajustar diversas configurações antes de mergulhar na experiência. Entre as opções estão o controle de brilho da imagem, a ativação ou desativação de legendas, e a escolha do idioma em que a interface e os textos do jogo serão exibidos. Há uma boa variedade de idiomas disponíveis, incluindo português, espanhol, inglês, francês, alemão, entre outros, o que demonstra um cuidado em tornar o jogo acessível a jogadores ao redor do mundo. No entanto, o áudio está disponível apenas em inglês, destacando a atmosfera cinematográfica da narrativa. 

Situado na cidade fictícia de Eriksholm, o jogo começa de maneira cinemática, com a personagem Hanna estando com uma doença chamada Praga do Coração, onde no jogo quase todo mundo morre, mas ela vive milagrosamente, enquanto seu irmão Herman estava cuidando dela. 

Com Hanna recuperada, a narrativa ganha um novo ritmo quando a polícia invade sua residência à procura de Herman, que está desaparecido. O motivo da perseguição não é imediatamente claro, mas fica evidente que ele se envolveu em algo que chamou a atenção das autoridades. Sem se entregar, Hanna consegue escapar da polícia por um duto de ventilação, e é nesse momento tenso que o jogador assume o controle da personagem pela primeira vez, dando início à jornada principal.


GAMEPLAY 
Ao controlarmos Hanna, somos apresentados a uma mecânica de movimentação fluida e intuitiva, voltada principalmente para a furtividade. Hanna pode se esgueirar por dutos de ventilação, permitindo que corte caminho entre áreas por escadas, pulando muros, fugindo pelas lajes e telhados enquanto escapa de situações perigosas. A movimentação furtiva se torna essencial, principalmente quando há guardas posicionados em pontos elevados, exigindo do jogador atenção ao campo de visão inimigo e ao uso do ambiente a seu favor (podendo deixar a câmera mais perto ou mais distante). Hanna também é capaz de correr, algo em muitos momentos crucial para evitar ser capturada.


Tendo o stealth e a narrativa como foco principal, ambos os elementos são entregues com um nível de qualidade impressionante. A história é densa, envolvente e emocionalmente carregada, mas contada de maneira tão fluida e bem integrada à jogabilidade que jamais se torna cansativa. Pelo contrário, a narrativa desperta constantemente o interesse do jogador, incentivando a seguir em frente para desvendar os inúmeros mistérios. "Numa cidade de péssimas condições de trabalho, de saúde, guerra de classes e outros problemas, o que menino fez para ser prioridade do prefeito (fazendo até com que fechassem pontes para a protagonista não fugir)?" é algo que nos faz questionar e querer respostas. 

A experiência de gameplay é cuidadosamente construída para ser funcional, emocional e envolvente, com diálogos muito bem elaborados e cartas coletáveis encontradas também funcionando como fragmentos narrativos complementares. Esses documentos não apenas aprofundam a história do universo e dos personagens, além das cutscenes que proporcionam uma experiência visual incrível. 

Essa excelência técnica e artística também está presente nos detalhes do mundo isométrico linear, com cenários ricamente detalhados e iluminação que merece destaque (com a sombra sendo usada até como algo para fugirmos dos inimigos). 

A atenção aos detalhes vai além da estética: Sua qualidade que se mantém também nos NPCs que conhecem os protagonistas e chamam os companheiros pelo nome, ampliando ainda mais nossa imersão, com até mesmos os diálogos paralelos sendo legendados, garantindo que o jogador não perca nenhum detalhe da trama, mesmo quando não é da cena principal, mas ajuda a entender ainda mais o mundo em que está. Esse compromisso com a acessibilidade e com a narrativa é uma demonstração clara de respeito ao jogador e à profundidade da obra como um todo. 

EVOLUÇÃO DA HISTÓRIA, DAS HABILIDADES E DE QUEBRA-CABEÇA 
Enquanto evoluímos na história, nossos recursos também acompanham esse progresso de forma dinâmica e recompensadora. Um dos exemplos mais marcantes é quando Hanna adquire uma zarabatana, o que adiciona uma nova camada estratégica ao gameplay e permite abordagens mais criativas em determinadas situações, incluindo arrastar os corpos dos polícias para não deixá-los visíveis ou usar eles como peso para ativar um elevador. Além disso, ao longo da jornada, novos personagens jogáveis são desbloqueados, o que amplia consideravelmente as possibilidades dentro dos puzzles. Esses personagens não apenas entram em cena como apoio, mas são essenciais para avançar nas fases, já que cada um deles possui uma habilidade única. 

Essa mecânica de alternar entre os personagens em tempo real torna o jogo ainda mais fluído e faz com que passemos por trechos que não eram seriam possíveis com somente um personagem. A interação entre eles não se limita apenas ao aspecto funcional, mas também fortalece a narrativa, reforçando o vínculo entre os protagonistas e o senso de trabalho em equipe. Tudo isso contribui para uma experiência de jogo mais rica, onde a progressão não é apenas sobre chegar ao final, mas sobre aprender e dominar as habilidades de cada integrante do grupo.


DURAÇÃO IDEAL PARA UM JOGO NÃO TÃO PUNITIVO
Com um total de oito capítulos em cerca de 10h-15h de duração para completar a história ou platinar o jogo (não pule nenhum diálogo para ter experiência completa), a estrutura narrativa mostra ter sido pensada para oferecer uma experiência que não seja repetitiva ou cansativa. A duração de cada capítulo é equilibrada para manter o ritmo fluido, evitando a sensação de "enjoo do jogo" que pode surgir em jogos com sessões muito longas ou mal distribuídas. Mesmo sem apresentar múltiplas rotas ou escolhas narrativas complexas (como acontece em alguns momentos de El Hijo: A Wild West Tale, por exemplo), o jogo compensa com uma jogabilidade que nos prende do início ao fim.

Um dos fatores que contribuem para tudo citado no parágrafo anterior é o sistema de salvamento automático, que se mostra surpreendentemente generoso. Os checkpoints são bem distribuídos, evitando a frustração de repetir grandes trechos em caso de falhas. Isso é especialmente importante considerando a natureza furtiva do jogo: basta ser visto por um policial por poucos segundos para a missão ser reiniciada a partir do último ponto salvo. Ainda assim, o game não se torna punitivo (tive um bug de save no capítulo 6, quando apareceu na tela que o jogo havia sido salvo, mas no dia seguinte descobri que metade desse tempo havia não havia saldo, tendo rejogar um grande trecho no dia seguinte), ajudando a manter o ritmo e incentivando ao jogador ir progredindo na história.

TROFÉUS
Com 46 troféus, sendo 36 de bronze, 6 de prata, 3 de ouro e a platina, cada conquista necessária pode ser verificada AQUI, de 146 jogadores cadastrados na plataforma até a conclusão dessa matéria, 31 já haviam feito 100% do jogo. Em nossa jogatina, zeramos faltando 2 troféus para platinarmos o jogo, além dos referentes aos itens colecionáveis, que podem ser obtidos jogando somente os checkpoints onde eles se encontram r normalmente estando sempre no início deles, algo fácil de descobrir com guias na internet.

Confira também a lista de conquistas para Xbox.



CONCLUSÃO
Eriksholm: The Stolen Dream é um jogo de grande atmosfera cinematográfica, suporte a múltiplos idiomas e que se destaca pela jogabilidade focada em stealth, ambientação rica e uma narrativa emocionalmente densa. O mundo isométrico é detalhado e os diálogos dos NPCs ampliam ainda mais a imersão da gameplay. 

O progresso na história traz novas habilidades e personagens jogáveis com capacidades únicas, adicionando puzzles mais complexos e que exigem cooperação entre os protagonistas. 
Sua história se desenvolve ao longo de oito capítulos com ritmo bem equilibrado e o sistema de checkpoints automáticos faz com que o jogo não seja punitivo, podendo atrair um público-alvo maior.

Com preço variando nas plataformas entre R$ 125 e R$ 229,90 nas mídias digitais, o jogo pode ser adquirido para PC, Xbox Series e PS5.

A cópia digital do jogo foi disponibilizada para fins de review, feito diretamente do Playstation 5. 

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