ENTREVISTA - FIREWING: "Nós só temos a agradecer a grande recepção e energia dos fãs brasileiros"

Um novo nome do metal sinfônico surge com destaque no cenário atual, a FireWing. O grupo, baseado nos EUA, foi fundado pelo guitarrista prodígio Caio Kehyayan, graduado na Berklee College of Music, uma das mais renomadas escolas de música do mundo. A banda internacional conta com músicos brasileiros e americanos, Airton Araujo (vocal), Chris Dovas (bateria),  Peter de Reyna (baixo), Bruno Oliveira (orquestrações e guitarra) e Caio Kehyayan (compositor e guitarrista). 

O primeiro álbum do grupo, '
Resurrection', foi lançado este ano e teve grande repercussao na midia. O disco conceitual traz uma roupagem rejuvenescida com novas perspectivas sonoras para o estilo. A banda faz uma mescla de heavy metal técnico com orquestrações melódicas, renovando a sonoridade do metal sinfônico para os dias atuais e conta com participações especiais que serão reveladas em breve.


Pode nos contar como tudo começou? Como surgiu a ideia de criar o FireWing?Primeiramente, o embrião da banda surgiu quando eu e Airton Araujo iniciamos as primeiras composições em 2015. No entretanto, eu ainda não sabia o rumo que essas composições iriam tomar. Em 2016, quando iniciei meus estudos na Berklee College of Music, eu conheci os outros integrantes, Bruno Oliveira, Chris Dovas e Peter de Reyna, e decidimos terminar essas composições como uma banda, que se tornou a FireWing.

Para quem não conhece a banda, como você pode descreve-la?
Pra quem não conhece a banda, a FireWing é uma banda de metal sinfônico com influências de diversos gêneros musicais, principalmente power e prog metal, no qual foca em trazer uma história e um universo altamente imersivo. Nosso objetivo principal é expandir nosso universo não só no âmbito da musica, mas também criar diversos tipos de conteúdos audiovisuais como quadrinhos, graphic novels e livros para que os fãs tenham uma experiência de entretenimento completa! 

O álbum de estreia foi muito bem recebido pela crítica. Como a banda se sente em relação a isso? Superou as expectativas de vocês?
Nos sentimos extremamente felizes com toda repercussão positiva que o “Resurrection” teve, não só no brasil, mas também em diversos países do mundo como Alemanha, França, México, Argentina, entre outros. Agora estamos cada vez mais motivados para seguir trabalhando duro e mostrar para o público brasileiro que é possível sim fazer Rock e Metal no brasil da mais alta qualidade!

O disco conta com grandes participações. Como foi trabalhar com estes músicos? 
Sim! Tivemos a honra de ter a participação de grandes nomes como: Haydée Irizarry (Aversed, Carnivora), Bill Hudson (Northtale / Doro / Trans-Siberian Orchestra / I am Morbid) e a cantora Jenn Sakura estarão presentes, assim como virtuoso guitarrista brasileiro Luis Kalil, Raphael Dantas (Soulspell, Ego Absence), Joe Atlan (Pentakill), Fabiano Rodrigues e Ryan Beevers (Unflesh). Foi um prazer imenso ter trabalhado com todos esses grandes músicos e o mais legal é que quase todos estudaram comigo na renoamada Berklee College of Music, então tive a grande sorte de ter grandes amigos que são exímios músicos.


Trabalhar com outros músicas sempre traz novos aprendizados. Podem nos contar o que vocês tiraram de novo dessas parcerias?
Acredito que o maior aprendizado de ter trabalhado com diversos músicos de todo o mundo foi escutar a interpretação de cada uma dentro das músicas. Essas novas parcerias me mostraram que ter diversas participações especiais apenas agrega e enriquece ainda mais o disco porque é basicamente uma impressão auditiva de suas essências! Então esperem ainda mais participações nos próximos discos da FireWing!

 

"Resurrection" é um disco conceitual? Podem nos contar sobre a história?
O disco é um trabalho altamente conceitual onde iniciamos um universo próprio onde nos baseamos em diversas culturas e mitologias para gerarmos nosso enredo. Buscamos trazer fielmente toda essa atmosfera na sonoridade nas nossas musicas. O conceito se baseia na dualidade do eterno conflito entre luz e escuridão. Este conceito é trazido ao nosso trabalho na representação de dois seres mitológicos:

•EMBER: a fênix da esperança, que procura

restaurar a paz e trazer esperança para as

almas atormentadas

• VISHAP: o wyvern das trevas, que quer absorver

toda a existência para reformular a

mesma ao seu modo.

Ambos se enfrentam em um mundo tomado por caos e desespero, onde os habitantes travam uma constante batalha contra suas próprias sombras. A existência em si está comprometida e isso será decidido em uma grande batalha, onde luz e sombras irão se chocar de uma forma nunca vista antes. Por fim, as letras falam sobre o sentimento mais subjetivo do que está acontecendo na história. O motivo pela qual optamos por esse direcionamento se da porque queremos que os ouvintes consigam se conectar e transporta-las em sua realidade.

 Sobre as composições... Quais as inspirações da banda na hora de compor? 
De uma maneira geral, temos muita influência de bandas de Prog-Power Metal e Metal sinfônico como Kamelot, Angra, Dream Theather, Adagio, Rhapsody, Nightwish, Avantaisa, entre outros. Entretanto, temos também uma grande influência de música clássica, erudita e harmonias modais do jazz por conta dos nossos estudos na Berklee. Além disso, também somos influenciados por trilhas sonoras de filmes fantasiosos como por exemplo Disney, Universal Movies, Pixar, etc.

Vocês levaram quanto tempo para dar a largada de criar o novo álbum, e quanto tempo até finaliza-lo? 
Na realidade, o sonho e chama inicial dessa banda nasceram em 2015. Porém, no ano seguinte, eu me mudei para Boston afim de dar inicio aos meus estudos. O momento que o sonho se tornou mais real foi quando conheci os outros três integrantes, na Berklee, que acrescentaram novas ideias e fizeram com que a FireWing se tornasse a banda que é hoje. E a demora para o lançamento e divulgação da banda também foram decorrentes do processo 100% remoto de pré produção e gravação do disco, que ocorreram em 2 países diferentes. Toda a parte de gravação foram finalizadas no ano de 2019 e a mixagem e masterização foram feitas no ano seguinte de 2020. Acabmos esperando um pouco mais pra lançar o disco no dia 23 de Abril de 2021 por conta da pandemia e é muito gratificante ver todo esse trablho sendo reconhecido após tanto tempo de trabalho!


Com a pandemia, todos estão trabalhando virtualmente. Como foi essa experiência para vocês?
Trabalhos na parte de produção de uma maneira quase que toda virtual e posso dizer que foi uma experiência muito satisfatória. Posso dizer que a Berklee nos preparou para esse tipo de dinâmica, porque atualmente a indústria da musica profissional já trabalha na sua grande parte remotamente, então mesmo antes da pandemia já estávamos acostumados com essa conduta.

A banda é vista como "gringa" aqui no Brasil, mas sua maior parte é formada por músicos brasileiros. Como tem sido isso para vocês? 
Consideramos a FireWing uma banda internacional, porque mesmo que a maior parte da banda é brasileira, quatro dos cinco integrantes se conheceram em Boston, nos EUA, e atualmente continuam morando no exterior.

Como a banda está sentindo a energia dos fãs brasileiros em relação ao disco? E os fãs pelo mundo?
Nós só temos a agradecer a grande recepção e energia dos fãs brasileiros. Estamos recebendo muitas mensagens em nossas mídias sociais de apoio e carinho e isso só nos faz continuar produzindo mais e mais conteúdos para todos vocês! Por conta de nossa gravadora ser Alemã, a Europa é um território onde tivemos uma excelente aceitação, por ser o continente do “Power Metal”, mas também toda a América Latina nos abraçou e tivemos a oportunidade fazer entrevista para rádios e canais de TV aberta do México e Argentina.

Qual sua opinião se for comparar a cena musical do metal no Brasil e no exterior? 
Mesmo que no Brasil temos grandes bandas com uma qualidade musical que se compara ou que até supera muitas bandas do exterior, eu acredito que a principal diferença é que no exterior (EUA, Europa) o circuito de casas de show e turnês são muito mais completos do que no Brasil. Lá fora, há a oportunidade desde as bandas iniciantes de fazerem turnês de escala pequena até ás bandas gigantes que tocam em grandes casas e estádios. Já no brasil, existe um buraco estrutural entre as bandas menores, que não tem espaço ou oportunidade de mostrar sua qualidade e seu trabalho para mais pessoas pela falta de estrutura que nosso país infelizmente tem.

O que a banda está fazendo para promover o disco, já que estamos impossibilitados de realizar shows?
Atualmente estamos focando muito em produzir conteúdos para as mídias sociais para continuar expandindo o conceito do nosso disco de estreia, o “Resurrection”. Também estamos planejando fazer novos lyric vídeos e releituras/novas versões de nossas musicas.

A banda está ansiosa para trazer a turnê do disco para o Brasil?
Estamos muito ansiosos para realizarmos a nossa primeira turnê no Brasil e estamos muito confiantes que 2022 será o ano da nossa estreia em terras brasileiras!

Podem deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?
Muito obrigado a todos pela grande recepção e por acreditar no trabalho que estamos fazendo. Nosso objetivo é sempre estar entregando musica de alta qualidade que toquem os corações de todos vocês, porque para a FireWing, música tem que ser escrita com alma para ter significado. O disco se encontra disponível em todas as plataformas digitais e nossos vídeos estão disponíveis no canal de Youtube da nossa gravadora Alemã, Massacre Records.

 

Obrigado pelo espaço!

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