MUSO SOUP ÁLBUNS #30: Mosa, Jourdann, Jamo, Colorfuzz, Benarr C, Guillérm e mais artistas com discos voltados para o country/blues, folk/indie/pop, hip-hop/rap e instrumental



01 - GOZER GOODSPEED
É uma banda britânica, que fez parte de uma gravadora a coletivo musical chamado "Lights And Lines" e como primeira parceria deles com este selo, divulgou no Bandcamp o álbum "Ghost Of The Future & Past", que será revelado em outras plataformas de streaming na última sexta-feira de Agosto.

Ao longo de 17 música, eles apresenta um trabalho extenso que mistura vertentes como o rock clássico/acústico, country/blues e até mesmo o folk e elementos psicodélicos ao buscar recontextualizar o trabalho da banda para os ouvintes, além de apresentar em um projeto muito bem cuidado e construído, com músicas envolventes graças a:

Um vocal extraordinário (ouça com atenção Gambler's Last Day e Rattlebone Colour).

Com uma ambientação instrumental incrível por parte de toda a banda (seja por conta dos riffs envolventes na faixa de abertura, da linha de violão presente na inédita 'Charlatans and Hypnotists' ou no seu modo acelerado que podemos ouvir na música que sucede, que um grandioso solo de violão)

E a narração de histórias e uma forte afinidade com os sons do blues.

Entre os destaque, temos Charlatans and Hypnotists - uma canção pré-Gozer essencial que ajudou a transformá-lo no artista que conhecemos hoje; uma versão bootleg ao vivo do The Killjoy Bulletin, um dos pilares do show ao vivo de Gozer que ele nunca gravou no estúdio; um novo remix de Gamblers Last Day de 2019, de Chris Love do Whistlewood Studios; e Now’s Not The Time To Lay Low, uma versão demo acústica inédita de uma faixa de um novo álbum Gozer Goodspeed com lançamento previsto para 2022!

Para fãs de Blues, Country e Classic Rock, além de ser certamente um dos melhores trabalhos que conheci em 2021.



02 - MOSA
Diretamente do Reino Unido, ele talvez apresenta um dos trabalhos mais rockers da lista com o álbum "Ruminations & Adaptations", lançado no último dia 30 nas principais plataformas de streaming.

Este álbum é o resultado de 10 faixas de músicas que foram produzidas desde o início até a masterização nos últimos anos.

Apresentando uma sonoridade que passam pelo post/alt-rock, cinemático e até mesmo elementos do dream pop e do cinemático, liricamente as faixas são diários de viagem do que é ser humano, a partir de experiências, sentimentos e observações, abordando temas como amor, desejo, desespero, paixão, abraçar a negatividade, ausência, tempo, chegadas, partidas, hesitações, áreas cinzentas e dualidades.

Ouça abaixo:



03 - TIM EVELEIGH
Abrimos a lista com artistas voltados para uma sonoridade folk em nossa de descoberta de álbuns da semana, o artista britânico trouxe para o público o EP "In Kilnsea" no ano passado, mas o trabalho é tão lindo e majestoso, que merece esse destaque dentro do site.

A faixa título foi composta em 2020, quase dois anos após o artista tirar fotos e gravar vídeos durante sua ida para Kilnsea, localizada numa das extremidades da Inglaterra e há algumas horas de Leeds. Nesta faixa, ele fala sobre a falta de alguém que você não pode ver e enquanto eu escrevia as palavras da música tornou-se geograficamente específico para aquele lugar extraordinário. 

No EP, ele apresenta três músicas: Uma nova música, uma velha e uma versão cover (caso da última faixa).



04 - THE NAUTICAL THEME
É um duo norte-americano que no último dia 30 lançou "Something Old, Something New, Something Borrowed", com a conhecida de ser a segunda banda folk da lista com um EP da mesma quantidade da faixas e ideia do conceito.

Neste trabalho, eles apresentam uma faixa inédita, uma antiga e um roupagem folk para o pop-punk/emo de Jimmy Eat World.

Essas músicas, gravadas durante um período difícil para pessoas de todo o mundo são o culminar das influências que Matt e Tesia tiveram ao longo de muitos anos. É por meio de compatibilidade musical profunda que eles encontram conexão pessoal e esperam que outros também possam encontrá-la. Assim como Mallory eleva a música a algo muito mais expansivo por meio de harmonia cuidadosa e tonalidades bem posicionadas, a dupla pode se beneficiar das conexões feitas com Micah Carli (gravação de Popside, mixagem) e John Naclerio (Nada Studio, masterização) para ajudar dar vida a essa música.

Conheça mais a fundo o trabalho deles abaixo:



05 - FATHER SHEED
É o codinome de um produtor e artista estadunidense na última semana divulgado "Mind Bliss" em todas as plataformas de streaming.

Neste trabalho de 10 músicas, ele trafega por uma sonoridade voltada para elementos eletrônicos que passam pelo som ambiente, jazz, funk, drum n' bass e lo-fi.

Ouça abaixo:




06 - JOURDANN
A artista que aparece hoje pela primeira vez no site divulgou no último dia 28 seu EP intitulado "Taffy Town" e que pode ser ouvido em todas as plataformas de streaming.

Neste trabalho, ela apresenta para o público ouvinte seis músicas entre o indie/bedroom pop e até mesmo o rock sessentista ao falar sobre uma cidade imaginária de sua cabeça, onde cada faixa segue um personagem principal através de altos e baixos que ocorrem pela tentativa de tentativa de encontrar o amor em uma cidade lenta, implacável e desolada. Não entrega o final que você espera; na verdade, é um final em aberto porque, na verdade, a história ainda não acabou.

Apesar de ser uma cidade e personagem imaginários, certamente as histórias contadas por meio das músicas e sua conclusão deve ter estado presente na vida de muitos ouvintes, em algum momento da vida. 




07 - JAMO
Diretamente do Reino Unido, ele apresenta um som dançante e envolvente no EP "Late Nights", com cinco faixas reveladas nas plataformas de streaming na última sexta-feira de Julho.

Neste trabalho, temos uma sonoridade voltada principalmente para o pop eletrônico, que se une a diversos elementos oitentistas como podemos ouvir na faixa de abertura ou nos elementos que flertam entre o eletro/dreampop na faixa-título do EP, repleta de sintetizadores ao longo de praticamente 4min. 

Em suma, ‘Late Nights - EP’ irá levá-lo a uma viagem que não quer perder. Deixe que as boas vibrações o levem para as madrugadas.

Ouça abaixo:




08 - COLORFUZZ 
É um artista norte-americano que, há cerca de um mês, lançou "Digital Delays" nas plataformas de streaming.

De maneira ousada, ele lançou logo de cara um álbum completo, sem singles antes que o fizessem talvez ter o nome mais reconhecido e trabalho pelas mídias, que o fariam ter um feedback maior sobre trechos do seu trabalho. Ele quis logo concretizar o que sempre desejou fazer: um álbum sozinho e assim fez.

Começando do zero, ele não tinha equipamento de gravação, nem DAW, e só tinha baixo, já que era o que usava nos shows. A ideia foi ir juntando grana e adquirindo tudo que precisasse para aprender os instrumentos em tempo real, bem como a mixagem / masterização (mas eu tinha uma pequena ideia do que estava fazendo com a mixagem / masterização). Depois de muito esforço e luta, ele apresentou um trabalho consistente, voltado para uma sonoridade que flerta principalmente entre o indie rock e psicodélico, com a influência de bandas como MGMT, Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra.

O resultado deu para o artista uma mensagem que se repete neste compilado de hoje: "Vale a pena correr o risco...".

Confira abaixo:




09 - BENARR C
É a nossa escolha hip-hop/rap da semana, com o álbum "It Is Worth It" lançado nas plataformas digitais na última sexta-feira.

Piano, sintetizadores e uma sonoridade que traz elementos do jazz e soul também estão presentes na faixa-título do álbum, que apresenta vocais acelerados e batidas características tanto do hip-hop anos 90/início dos 00, quanto do lo-fi.

Neste trabalho, o artista está mais forte do que nunca e continua impulsionando sua música e sua marca, trabalhando DIY em todos os sentidos, sendo o responsável por fazer mixagem e masterização, além de criar suas próprias capas.

Em release oficial, ele também comenta que o álbum aborda seus problemas de relacionamento, a falta do seu pai para ensinar algumas coisas essenciais sobre educação e que mesmo assim tudo está valendo a pena.




10 - GUILLÉRM
Brasileiro com vivência em Dublin, ele é cantor/compositor da banda de rock Mary Bleeds, que em breve aparecerá por aqui, além de ter um projeto solo, que no último dia 28 lançou um EP intitulado "Demon".

Trazendo um projeto totalmente diferente proposto pela banda, ele foge do punk rock e se envolve em uma sonoridade voltada para o cinemático, vanguarda e experimental, ele ainda consegue trazer elementos do folk e pop contemporâneo ao falar sobre um tema necessário de trazer, mesmo que seja delicado. Ao longo de seis músicas, ele fala sobre suas lutas contra doenças mentais e explora mais detalhadamente temas de transtorno bipolar, trauma, ataques de pânico e depressão.

Sendo internado num hospital psiquiátrico, ele conheceu muitas pessoas com situações parecidas que o inspiraram a escrever e lançar essas faixas. "Demon" é uma coleção de peças para voz e piano sobre as experiências de Guilherme com depressão, paranóia, PTSD e traços de transtorno bipolar, também é uma meditação sobre os pensamentos e sentimentos de alguém que está passando por um período de desesperança e confusão. 

Além de suas primeiras influências no Jazz, Cosme foi inspirado no trabalho de Layne Stayley (Alice in Chains) e Mark Lanegan (Screaming Trees). Ele encontrou sua voz no Rock & Roll. Na Irlanda
formou a metade da dupla Eçá e posteriormente fez a transição para sua atual função de cantor / compositor da banda Mary Bleeds. Seu álbum de estreia mostra o estilo de escrita profundamente pessoal de Guilherme enquanto ele tece imagens bíblicas e cenas da infância no som pós-punk matizado da banda.


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