MUSO SOUP ÁLBUNS #11.1: Chino the Kid, Decouplr, Roam Like Ghosts, Pan Arcadia, La Palma

01 - CHINO THE KID
Alternando entre indie e bedroom pop, o artista apresenta o single 'Patience', que nos traz uma bateria ala 'Do I Wanna Know' no início da faixa, que tem como instrumentos principais também o baixo e um órgão de estilo hammond. A extensa música também apresenta um ótimo dueto de vozes a partir do último minuto.

"O som é muito influenciado pelos sons do Cantopop, com o qual cresci quando era criança. O pop cantonês era um estilo de música que era popular no sudeste da Ásia por volta dos anos 80 e 90, que era uma interpretação dos estilos musicais ocidentais. Esta faixa reinterpreta Cantopop em um estilo ocidental de indie-pop."




02 - ELVIS BATCHILD
Elvis Batchild começou como um grupo de cinco pessoas com um amor mútuo pelo rock dos anos 70. Eles embarcaram em um ano de shows em 2019 em clubes históricos de Seattle, como Tractor Tavern e Barboza, que os levou de roqueiros de garagem desconhecidos a regulares na cena musical de Seattle, onde eles começaram a ir além da arquitetura de banda de rock inicial em sua própria direção musical distinta e tipo.

Riffs e solos de guitarra, unidos a um vocal executada em alta velocidade, as vezes até semelhando a raps, também apresentando um belo jogo de principal/backing vocal são algumas características da faixa abertura, que apresenta também não só um crescimento vocal, como também guitarras mais pesadas em diversos momentos da faixa. Já a faixa 'Bad Dream' nos mostra as influencias setentistas do rock, no quesito instrumental, mas entrando até numa vertente mais soul em diversas entonações vocais.

Para ouvir o EP completo, abaixo:




03 - HOLDING POISON
Depois dos single 'Sitting Duck' e 'Losing Grip', um deles apresentando anteriormente no site, trouxemos ao público agora todas as outras faixas que completam o EP "By a Thread", lançado no último dia 26 em todas as plataformas de streaming.

A banda apresenta uma mescla entre um hard rock melódico e agressivo, fazendo com maestria essa mistura em faixas como 'By a Thread' e Tick Tock, com riffs e baterias pesadas, às vezes unida ou em contraponto ao vocal hora rasgado, hora mais leve.

O EP foi lançado trabalhando com Marc Urselli, vencedor do Grammy em três oportunidades.




04 - DECOUPLR
"Influenciado por músicos como Trent Reznor, Sylvan Esso e Flying Lotus, o álbum varia de sonhador e doce, com faixas como "Keepsake" e "Osage", ao vigoroso e divertido em "Changes" e "Punchline". O álbum se baseia nos sentimentos de impotência de incontáveis ​​horas de pandemia passadas sentados em bate-papos de voz e videochamadas, enquanto ao mesmo tempo expressa de maneira irônica a esperança encontrada nas formas mutáveis ​​de comunicação em nossos relacionamentos mais próximos".

Musicalmente falando, o álbum traz influências claras de gêneros e vertentes como o synthpop presente na faixa de abertura, o eletropop de 'Cold Sweat' (que nos traz até um 'que' de psicodelia nos beats e ritmo da música), o dance oitentista em 'Changes' e o Drum 'n Bass de 'Punchline'.

Cada uma das faixas podem ser ouvidas abaixo:




05 - STEVEN KATTENBRAKER
Uma pegada mais 'folktronica', está presente em 'On The Verge', faixa de abertura do álbum "From A Top Heavy Sky", lançado dia 26 de Fevereiro nas plataformas de streaming, trazendo ao público ouvinte 10 faixas autorais, que trafegam por vertentes como folk/indie rock, alguns toques psicodélicos (como em 'Silver Dish'), entre outros estilos que podem ser conferidos logo abaixo.

O novo álbum do compositor Steven Kattenbraker From a Top Heavy Sky queima com a angústia que você pode esperar de qualquer terráqueo existente nestes tempos. Este álbum equilibra lamentos de partir o coração com momentos de revelação cintilante. Quando não está criando música, Steven serve a seus companheiros terráqueos como paramédico e oferece essa catarse como um reflexo e um apelo obstinado à esperança.




06 - ROAM LIKE GHOSTS
Roam Like Ghosts é a dupla acústica do cantor/compositor Mathew Daugherty e do guitarrista/compositor Bucky Fairfax. E o processo de composição deles é uma experiência virtual, iterando através de uma distância geográfica até que as canções sejam formadas e a história seja contada. Apesar da distância, a dupla se apresentava regionalmente entre DC e Carolina do Norte em uma variedade de cafés, bares e cervejarias no que a banda descreve como performances íntimas em ambientes que conduzem ao seu som e humor.

No lançamento de 2021, eles expandiram sua produção, mas mantiveram os elementos puros de seu som acústico, entregando uma mistura reflexiva e emotiva de músicas. O álbum foi parcialmente escrito e principalmente gravado durante a pandemia, o que tornou a gravação um desafio e uma recompensa para a dupla.

Alguns dos itens expansão da produção podem estar presentes na faixa de abertura, regada de sintetizadores e distorções, se contrapondo ao clássico acústico em 'Memory Of You', que apresenta batidas leves, um violão gostoso de se ouvir e um vocal típico do country, seja pela voz principal ou backing. Estilo que se mantém em 'Photograph (Don't Forget Me)', que também apresenta o upgrade de instrumentos de corda como violino ou cello no background da faixa. Já em 'Sara', podemos conferir uma faixa mais animada, com entonações vocais maiores, gaita como um dos instrumentos principais e flertando bastante com o indie folk, além de solos típicos do country.

Cada uma das 11 faixas podem ser ouvidas abaixo:





07 - PAN ARCADIA
Em seu trabalho de estreia, intitulado "Weeks Ago", a banda trafega por gêneros como o garage/alternative/indie rock, trazendo influencias vocais dos Smiths e riffs típicos (e vocais também, como podemos conferir na faixa-título que relembramos Strokes) do indie rock, ao longo de 3 faixas.

"Uma reflexão sentimental sobre desbastar e reconstruir um mundo que já existiu, o EP de estreia do Pan Arcadia evoca a turbulência da infeliz década de 2020. Uma banda de nativos de Nova York, os membros escreveram e gravaram o EP enquanto estavam em quarentena no Brooklyn; esperando o retorno de sua amada cena de música ao vivo. Para retribuir à comunidade, os membros fundaram uma campanha de caridade chamada Save the Scene NYC para fornecer assistência urgente aos músicos de Nova York e trabalhadores locais afetados pelo COVID-19. Eles coordenaram um evento online com mais de 30 artistas locais e arrecadaram mais de $ 2.500,00 para o Sweet Relief Musicians Fund".




08 - ABRASIVE TREES
No último dia 26, eles lançaram o EP intitulado "Without You", com a faixa-título trafegando por estilos como o prog/experimental, no quesito instrumental, com um vocal característico do goth. Já em 'We Rise' vemos influencias de gêneros como alternative/post rock, no quesito instrumental, pois o vocal se mantém numa pegada goth.

Ouça cada uma das 4 faixas abaixo:




09 - ALEX CONNOR
Em 11 de Março, ele lançou "A Song to Sing at Night", um EP com faixas voltadas para o acústico e folk, trazendo músicas como 'Find Another Girl', trazendo um som mais harmonioso e gostoso de se ouvir do que a faixa de abertura, ao meu colocada ali erroneamente, achei um som muito confuso de se ouvir, sem sintonia entre vocal e instrumental. 'Moon Song' mostra os motivos de ser a faixa principal do EP, mesclando com maestria guitarra acústica, sintetizadores e um vocal limpo. 

No EP, ele mistura suas influências de jazz instrumental e hiphop com composições de indie folk e rock, criando uma coleção de canções que contam uma história.




10 - THE HIGHWAY STORY
Trazendo também Hip-Hop para a lista, em Fevereiro foi lançado "Longview 81 Vol.1", EP com 4 músicas que mesclam o estilo com o RnB, como podemos ver em 'Lie To Me', seja pelos beats ou pela variedade vocal ou em 'Over & Over', voltada mais para o trap/hip-hop.

De acordo com o próprio artista, esse seu segundo EP mostra um crescimento como compositor, além de mais conforto como músico. 




11 - MELODY & MADNESS
Vocal característico do alternative rock, unido a bateria pesada e riffs envolventes, num instrumental típico do metal em 'Sympton of Society', faixa de abertura do álbum "Everything Has It Price", lançado ontem nas plataformas de streaming.

'Apathy' traz um instrumental progressivo e vocal recitado, por cerca de 1min e servindo como ponte para a enérgica e acelerada 'Think About It', que mescla o instrumental metal com um ritmo vocal característico até mesmo do rapcore.

Depois de algumas músicas, 'Burn' traz letra curta e instrumental pesado, feito também para se conectar com 'Give It Up', já que a faixa anterior 'Day & Age' é mais leve no instrumental e vocal, conseguindo mesclar estilos como o alternative (no quesito vocal e riffs) e o blues (em um certo momento do solo).

Todos nós temos uma doença. Uma disposição terrível de que possamos perder todas as nossas conexões, separados dos apoios ao nosso redor. Não apenas perderemos nossos amigos e família, mas podemos nos perder no processo. Por mais assustador que pareça, sempre haverá uma luz no fim do túnel.

Nossas vidas estão sendo moldadas por um mundo que está saindo de controle e agora sentimos a pressão de nossos medos. É fácil desistir de tudo, tirar as ideias da cabeça, viver a falácia de que a vida é ótima. Mas, se todos nós fizéssemos isso, apenas perderíamos de vista o que é certo.

Todo mundo sabe que há algo errado com a forma como o mundo funciona, mas não importa o que você tente fazer, sempre há um preço a pagar.

Nós o enfrentamos, o ignoramos ou nos juntamos e lutamos por ele?

Everything Has It’s Price é um lembrete de tudo que estamos passando, das pressões, de coisas que passam por nossas mentes, de pensarmos em desistir diante de tudo que o mundo está vivendo. O EP captou o sentimento pessimista da primeira parte da pandemia, seja por questões políticas, como pessoais do duo. Cada música representa as várias mudanças de humor, negações e aceitações que vieram com um ano tão confuso.




12 - LA PALMA
Passando por vertentes como o indie, folk, psicodélico e dream pop, a banda lançou ontem o álbum "Moonflower", dois anos após o disco homônimo e de estreia. 

Sendo criado desde então, as faixas foram passadas de um lado para outro dos EUA, por conta da distância entre os membros. Entre cada uma das 12 músicas, podemos ouvir sobre diversos temas, como pandemia, tumulto sociopolítico/ambiental, nascimento/criação de filhos e grandes mudanças pessoais e de vida.

O som do álbum é em camadas e texturizado, apresentando diversas influências e variedades de estilos ao trazer guitarras acústicas e elétricas, teclados e baterias eletrônicas antigos, instrumentos de percussão e brinquedos, sons encontrados e gravações de telefone, mostrando também o alto nível criativo.




13 - DANIEL BLAKE
Instrumental relaxante, vozes muito bem harmonizadas são algumas características de 'Heartbraker', faixa de abertura do EP "Jakarta", lançado hoje nas plataformas de streaming. Já em 'Goin Home' vemos um acréscimo de novos elementos, unidos a um som cinemático, mas caberia também perfeitamente em jogos como "Life Is Strange".

Trazendo um violão mais agitado e um vocal mais rápido, na metade do EP está a faixa-título, que fala sobre um relacionamento que está afundando, assim como a cidade da Indonésia.



14 - JEBS
"Les Instrus" é o EP mais recente de Jebs, onde ele compila seus três primeiros singles, pasando para versões instrumentais repletas de groovy (caso de 'Instant Précis'), trazendo elementos como sintetizadores e teclado, para apresentar também influência de estilos como o funk (aquele clássico) e o psicodélico.

Cada uma das faixas lançadas hoje podem ser ouvidas abaixo:



15 - PARK HAVEN
Cinco faixas de vertentes como o eletrônico, o dance oitentista e dream pop, unidos a um vocal feminino gostoso de se ouvir, formam o EP "Fragile", lançado hoje nas plataformas digitais.

O projeto vem do interesse do casal australiano juntar seus estilos musicais em um só. Isso virou um som repleto de referências, como Phil Collins, Hall, Oates, Madonna, HAIM, St. Lucia e M83.




Esta matéria foi criada via Musosoup, entenda mais aqui: #Sustainablecurator

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