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Mocho Diablo lança lyric video com temática arcade

Produção contém cenas de jogos dos anos 90 de fliperama, de 8, 16 e 32 Bits
Sem banda, sem locação, só a tela de um arcade da década de 1990, assim foi construído o lyric vídeo da música Turn Off the Lights, o segundo single do recém-lançado novo álbum do Mocho Diablo, Sungazer. A banda de stoner, de São Paulo, filmou apenas a tela da máquina enquanto o baixista Murilo Silva se divertia jogando clássicos dos tempos áureos do fliperama.

O inusitado e dinâmico resultado pode ser conferido aqui:


A temática geek dita o ritmo da produção. São ao menos 16 jogos de action movie daquele período de 8 a 32 Bits que Silva ‘detonou’ para a captação de imagens. “É o maior colecionador de arcade que conhecemos”, conta a Mocho Diablo. Rememorar os anos 90 é, também, um tributo ao período musical que tanto impacta na sonoridade executada pelos paulistanos. “Da letra da música tiramos os jogos espaciais. O critério foi usar jogos menos conhecidos, aqueles fora do mainstream, pra que os mais apaixonados pelo tema se identifiquem. Uma relação bem próxima com o rock alternativo”, explicam.

O lyric vídeo de Turn Off the Lights - com letras que imitam os créditos de jogos - tem direção de Eduardo Sabaté, com direção de arte do guitarrista Maurício Perussi. Sabaté também assina a edição, enquanto foi o baixista viciado em videogame que ficou responsável pela curadoria dos jogos.

Musicalmente, Turn Off the Lights exalta o inteligente uso do exótico theremin, mostrando uma melodia potente se une com força a um lado rítmico insistente e dançante. Esta e outras seis faixas de Sungazer estão desde o começo de dezembro nas plataformas de streaming e pode ser escutado aqui. O álbum também está disponível de forma gratuita no bandcamp.


Sungazer, o terceiro álbum da banda paulistana Mocho Diablo, é um registro plural. Extrapola o stoner do lançamento anterior, Monochrome(2015), e transborda num rock visceral repleto de fuzz, experimentos com theremin e efeitos lo-fi. Nestas sete faixas o que paira no ar é a vibe do rock garagem, uma dinâmica que torna a audição orgânica, inclusive com o suporte de velhos amplificadores valvulados, que enfatiza o fuzz timbrado do baixo e guitarras.