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25 anos depois da última apresentação, L7 faz show intenso e um dos melhores do ano em São Paulo


Quando anunciada em Junho, a internet bombou com a repercussão de uma das lendas dos anos 90 estarem de volta ao Brasil e não à toa acrescentaram na turnê BH, Curitiba e Porto Alegre.

Com ingressos praticamente esgotados, a produtora Powerline fez uma noite de celebração ao Grunge, mesclando bandas brasileiras e americanas das décadas de 1980 e 2010, com o público abraçando a ideia.



Em nova formação (sem o guitarrista Guilherme Hypolitho) Deb and the Mentals foi a primeira banda da noite, subindo ao palco por volta das 18h30 e trazendo músicas do disco MESS (2017) e do EP Feel the Mantra (2015). 


No repertório, músicas como Alive, Take It Away e Feel the Mantra. Quem chegou cedo, afim de ver a L7 de pertinho, ganhou de presente também um showzaço da banda de abertura, elogiada mais tarde pelo headliners Soul Asylum e L7.



Para um público maior, Pin Ups foi a segunda banda da noite, trazendo 11 músicas para seu repertório. Apesar de não ser tão conhecida pelo público das bandas principais, eles já tem 30 anos de estrada e traz para o som influências sessentistas, principalmente.


De volta aos shows desde 2015, após as apresentações de sucesso no SESC Pompéia, eles fazem alguns shows esporádicos, mas que devem ter mais frequência no ano que vem, com o lançamento de um disco inédito, gravado nesse ano e que terá participação de nomes como Pedro Pelotas (Cachorro Grande) e Amanda Buttler (Sky Down).


Setlist completo:

  1. Separate Ways (do disco a ser lançado começo do próximo ano)
  2. Confusion
  3. TV Set
  4. Jodie Foster
  5. First Time
  6. Guts
  7. Witkin
  8. Going On
  9. Cracket
  10. It's Your Turn
  11. You Made Me Realise


Anunciado de forma surpresa, duas semanas antes do evento, a Soul Asylum foi a penultima atração da noite e responsável por ampliar a (já altíssima) procura por ingressos para o show. Inicialmente eles viriam para o Fabrica Festival, que aconteceria em Sorocaba e foi cancelado, ponto para a banda e a produtora de ontem que trouxe mais pessoas para o Tropical (com certeza algumas que estariam em Sorocaba) e a banda não foi desperdiçada por aqui.


Mesclando entre hits e músicas não tão conhecidas, todas elas eram acompanhadas pelo público, seja ele fã que cantava cada uma das letras ou quem não conhecia e dançava enquanto o show rolava. 

Entre as mais conhecidas, músicas como Misery, I Will Still Be Laughing, Somebody to Shove e Runaway Train estiveram no repertório.


Soul Asylum Setlist Tropical Butantã, São Paulo, Brazil 2018


25 anos. Esse foi o tempo de espera entre os primeiros shows da L7 no Brasil, numa época que Nirvana também veio para o mesmo palco e hoje, quando brasileiros e americanos celebraram uma noite grunge. Com o fim de Soul Asylum, a frente do palco ficou mais e mais apertada, todo mundo tentando chegar o mais perto possível e também transmitir toda sua energia para cima do palco. Iniciando o show por volta das 21h40, a primeira visão do palco para o público foi um mar de celulares, todos posicionados para filmar os primeiros acordes do show.
E se alguém não fez isso no começo, dificilmente conseguiria fazer em outro momento do show, já que moshs tomavam conta da frente do palco do primeiro ao último acorde do show, quando não tinha o "plus" de entoarem em coro música como Monsters e Fuel My Fire.


Quem queria assistir ao show numa boa, certamente estava mais para as laterais e fundos do palco, uma intensidade insana de quem estava mais a frente impedia muitas vezes nós de fazermos movimentos voluntários, acabando por participar dos moshs junto com a galera e toda essa intensidade do público, também foi refletida na banda, que tocou 19 músicas de forma ininterrupta.

Trocando algumas palavras com o público, Donita Sparks relembrou algumas vezes de quando tocaram por aqui no Hollywood Rock e fez um trocadilho com "I Came Back to Bitch" e explicou a história por trás de Dispatch From Mar-a-lago, que fala sobre um Country Club que o presidente Trump tem no local.



Em Pretend We're Dead, música mais conhecida da banda, uma pedia para o público bater palmas, outra para girar camisas, mas nada que já não estivesse acontecendo desde o começo do show. Posso até chutar que essa foi a única parte que o público localizado mais a frente do palco ficou mais tranquilo, talvez pela energia deles terem acabado ou por quererem aproveitar O HIT AO VIVO.

Além das citadas, o show foi um mar de hits, trazendo músicas como Deathwish, Andres, Off the Wagon, Crackpot Baby e Shitlist. Certamente quem esteve no show, teve também uma noite para jamais ser esquecida, já quem não marcou presença, perdeu uma noite que dificilmente acontecerá de novo. Para quem escreveu esta resenha, o show está no topo da lista de shows do ano.