ESPECIAL SOLID ROCK: Judas Priest


Judas Priest foi formada originalmente no início dos anos 70 em Birmingham, Inglaterra. Em 1974, o guitarrista K.K. Downing e o baixista Ian Hill se uniram ao vocalista Rob Halford e logo depois ao guitarrista Glenn Tipton. E foi esse núcleo de músicos, junto com vários bateristas diferentes ao longo dos anos, que mudaria a cara do heavy metal.

Aclamados álbuns como "Sin After Sin" (1977), "Stained Class" e "Killing Machine" e "Unleashed In The East" (1979) geraram verdadeiros hinos como "Sinner", "Diamonds and Rust", "Hell Bent For Leather e "The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown)".

Existem poucas bandas de heavy metal que conseguiram chegar ao status de Judas Priest em seus quase 40 anos de carreira. E sua presença e influência continuam tão em alta, que o último álbum de estúdio, “Firepower”, alcançou o topo da Billboard Top 200 nos EUA.

O Judas Priest chega em momento ao mesmo tempo bom e ruim da carreira: a banda ainda é uma das mais pedidas, pelos fãs de metal, para shows no país e vem para promover o último álbum lançado, "Firepower". Apesar disso, retorna totalmente desfigurada, conforme informação dada pelo Destak. Da formação clássica, sobraram apenas o vocalista Rob Halford, 66, e o baixista Ian Hill, 67. 

Há três meses, o guitarrista Glenn Tipton, 70, músico cultuado pelos admiradores do grupo, anunciou que não faria mais shows com os colegas, ele tem mal de Parkinson e o motivo seria as dificuldades que teria por conta da doença. Seu substituto é Andy Sneap, 48, que também é produtor de discos de metal, e trabalhou com bandas como Exodus, Kreator, Masterplan e Nevermore. Completam o Judas atual o guitarrista Richie Faulkner, 38, e o baterista Scott Travis, 56, único americano da formação.

Lightning Strike, single do disco Firepower.

O guitarrista Richie Faulkner diz que a banda vem embalada pelo lançamento de seu álbum Firepower, tido pelos fãs como o melhor em muitos anos. O guitarrista conta que álbum foi uma forma de se conectar com fãs da banda pelo mundo todo unindo a tradição e a modernidade e “como projeto, deu certo”.

“A gente não queria voltar no tempo e recriar algo que já tínhamos feito. Queríamos os elementos que nos fazem amar o som do Judas Priest, mas algo que soasse que tivesse sido gravado em 2018”.

Richie não confirma, nem nega os rumores de que este pode ser o último álbum da banda, que está prestes a completar 50 anos de estrada. “Foi o último que fizemos definitivamente (risos). É difícil de prever o futuro”, disse.

O shows pelo Brasil acontecerão entre os dias 8 e 14/11, com ingressos podem ser adquiridos aqui.

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