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Vanguart, Violet Soda, Deb & The Mentals e álbum da Psilocibina nos lançamentos da semana


Com show marcado para o próximo dia 19, a banda Vanguart lançou clipe de Tudo Que Não For Vida, faixa presente na edição deluxe de Beijo Estranho, disco mais recente da banda, lançado ano passado.



A canção, de arranjo mais pop, com letra direta e forte, teve suas imagens gravadas em Itararé (SP), com direção, roteiro e dança de Olívia Niculitchef. “A música é algo muito potente, é um dispositivo de transformar o espaço e os corpos. "Tudo que não for vida’ me traz uma sensação muito grande de liberdade, de correr, dançar, gritar, de ventania. Me fazia muito sentido ser o primeiro clipe da banda que tivesse alguém dançando e eu quis também trazer seus corpos para a imagem de uma forma verdadeira. Me interessava propor uma experiência, uma vivência. Por isso também não quis que tivesse imagens no clipe deles cantando e o único instrumento que aparece é o violino, que entra na narrativa mais como uma ação em si do que a representação da própria música”, conta Olivia.



A banda de garage/post-grunge Violet Soda – formada por Karen Dió (vocal e guitarra), Murilo Benites (guitarra), André Dea (bateria) e Lucas Ronsani (baixo) – lança o clipe de “Take Me”, música que faz parte de seu EP de estréia, “Here We Go Again”, lançado em junho deste ano. Gravado no Estúdio Costella, tem direção e edição de Chuck Hypolitho.
“Achamos que esse segundo clipe precisava ser da banda tocando, já que no primeiro só eu apareci”, conta Karen, se referindo ao já lançado clipe de “Coffee”. “A ideia é que a galera se sentisse dentro do estúdio com a gente, pra sentirem como é o Violet Soda tocando de perto”, completa.

“Violet Soda é uma das bandas novas mais legais que tem. Filha total do Costella, material produzido pelo engenheiro da casa, o Capilé. Apesar de ainda um projeto no começo, já mostram potencial para um futuro a curto prazo. Só músicos bons, profissionais e maduros, além de boas canções. Me chamaram para dar uns toques no que seria um clipe e acabei dirigindo. A produção toda foi bem ‘do it yourself’, tudo feito no Costella”, conta Chuck. “Iluminamos a sala com azul e vermelho (que juntos dão o violeta) e gravamos diversos takes da banda tocando enquanto eu gritava num microfone e ia de lá pra cá segurando uma luz. Enquanto isso, a Juh Guedes fazia a câmera do jeito mais errado e frenético possível. Depois editei o material de forma quase caótica e deu no que deu. A intenção era tirar uma performance visual quente da banda e bastante expressividade da Karen, foi o que rolou. Acho que o charme está na finalização, que foi um processo semelhante ao de telecinagem feito antigamente, porém gravei a tela do meu computador com uma 7d para dar a textura desejada. Quero fazer tudo isso mais vezes.”



A banda paulistana Deb & The Mentals, formada por Deb Babilônia (vocal), Guilherme Hipolitho (guitarra), Bi Free (baixo) e GG. Di Martino (bateria), lança o clipe de “Alive”, música que faz parte do seu álbum de estréia “MESS”. A direção, produção e edição são de GG. Di Martino.

“A última vez que tocamos em Vitória (ES), ficamos em um hotel que tinha um banheiro minúsculo. Fiquei horrorizado, então resolvi gravar essas imagens de cada um fazendo o que quisesse no banheiro fechado, sem saber o que ia virar”, conta GG. “Depois, quando tocamos no Hardcore Attack '18 no CCJ, em São Paulo, a luz era muito baixa, e tinha uma única luzinha pra iluminar o show. Achei incrível e resolvi fazer o clipe na hora. O Raphael Carapia, da Lodo Boards, o Pedro Laconis, da marca Grava, e o Chuck Hypolitho estavam lá na hora e pedi para eles filmarem a música com o olhar deles. Foi um clipe expresso. E todo filmado com celular, sob o ponto de vista de cada um, representando bem essa coisa espontânea e momentânea que temos.


Após divulgar o single 'LSD / Acid Jam' no início deste ano, a Psilocibina lança agora o seu primeiro trabalho completo, o álbum homônimo composto por 7 faixas instrumentais calcadas na sonoridade mais pesada dos anos 70, mas que também transitam entre ritmos latinos e ancestrais e estruturas sonoras urbanas mais contemporâneas. O trabalho já está disponível nas principais plataformas de streaming pela Abraxas Records. Ouça aqui

Foram mais de 3 anos de muitos ensaios, shows e jams para que o power trio carioca, formado pelo guitarrista Alex Sheeny, o baixista Rodrigo Toscano e o baterista Lucas Loureiro, finalmente lapidasse e sentisse a confiança necessária para registrar, e assim dar vida, às suas composições. Apesar de estreante - se é que pode ser assim chamada - a Psilocibina já dividiu o palco com nomes de peso do cenário international, como as norte-americanas Radio Moscow e The Shrine, e a alemã Samsara Blues Experiment. O resultado, mais que nítido neste álbum, é uma banda madura, que sabe exatamente o que está fazendo.
Nos frenéticos 36 minutos que percorrem o álbum, mudanças de tempo são abundantes e fluidas, e as guitarras tomam o lugar dos vocais, não necessariamente “cantando” as linhas dos versos, mas liderando a carga progressiva que soa vibrante e enérgica em seu âmago. Um engenhoso equilíbrio entre as melodias e omissões lúdicas cria sequências bem estruturadas de clímax/anti-clímax que tornam este primeiro trabalho da banda ainda mais rico.