Pedro Mauro Pedro Mauro Author
Title: Resenha: Vingadores - Guerra Infinita [SEM SPOILERS]
Author: Pedro Mauro
Rating 5 of 5 Des:
Vingadores: Guerra Infinita – Dir: Anthony e Joe Russo - por Pedro Mauro Em prol de uma res...
Vingadores: Guerra Infinita – Dir: Anthony e Joe Russo - por Pedro Mauro

Em prol de uma resenha SEM spoilers, pouco será revelado sobre a história do filme!

Assistir ao tão aguardado Guerra Infinita foi sem dúvida uma montanha russa de emoções em muitos sentidos. Minha sessão começava à meia noite e já estava acomodado na minha cadeira há algum tempo. Olho no relógio 11h05min, os maiores 5 minutos da história, ironicamente para um filme de 2h30min que “se passa” em 5 minutos. E temos aqui já um ponto absolutamente positivo para um filme desse porte. E fiquem tranquilos, porque é só pontos positivos num filme definitivamente épico que cumpriu o que prometeu na última década. É tudo o que você quer e nada do que você espera. Marvel, nós te amamos.

Guerra Infinita é um longa poderoso que não te deixa piscar os olhos. Absolutamente tudo o que acontece é importante e relevante para a história. Não perdemos tempo algum. Thanos está vindo, precisamos dos nossos super heróis unidos ou muita coisa ruim vai acontecer. Ponto final, rápida e constantemente somos tomados pelo medo do titã louco, que por sinal, foi um trabalho impecável do respeitado Josh Brolin.

O ritmo do filme é brilhante. Temos as prometidas cenas de lutas épicas, um drama consistente, e então estamos rindo das piadas “teens” do Homem-Aranha ou dos Guardiões. No minuto seguinte podemos ter medo, ou torcer pelos Vingadores, surgir mais perguntas...o filme é imprevisível. Os Irmãos Russos sem dúvida cumprem toda a famosa “hype” construída para chegar até esse ponto.

Os Vingadores agora estão muito mais amadurecidos e determinados com direito até a upgrades de alguns uniformes. Mas mais que tudo, eles estão unidos e sentimos forte a angústia e a urgência de que algo precisa ser feito o quanto antes num tempo extremamente curto. Mas se os Vingadores estão determinados, Thanos também é implacável, impiedoso e a cima de tudo mal. MAS... esse filme é essencialmente sobre a sua busca pelas Jóias do Infinito. Suas motivações, sua origem e sua relação problemática com suas filhas. O Titã Louco pode até justificar uma simpatia do público ao longo de seu arco e história, tornando-o talvez em uma figura plausível e até humana.

O que diferencia este Vingadores dos outros é o tamanho do evento que isso também representa. Aqui temos um filme que dá a devida importância à um vilão do porte de Thanos. Sua chegada é uma catástrofe de urgência e tudo o que acontece tem suas consequências. E juntar mais de 20 super heróis foi um trabalho magistral do mesmo alto nível de Guerra Civil, só que obviamente numa escala ambiciosamente maior e muitíssimo bem sucedido.

Guerra Infinita marca, além de tudo, o fim da fase 3 do UCM. Uma década de filmes que vem cada vez mais dominando Hollywood e alimentando a nossa tão querida cultura pop. Os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely dividem de forma equilibrada o tempo de cada herói na tela apesar de que alguns deles talvez dividam opiniões. Genialmente, eles também conseguiram evitar clichês e personagens estereotipados. O filme em si, está longe de ser óbvio. Ouso a dizer que se Thanos não é de alguma forma o centro da história, então pelo menos ele rouba a cena da mesma forma como rouba nossa felicidade quando ele aparece.

Os Russos enfrentaram um desafio quase impossível. Mas o longa mostrou que eles não apenas podem, como também dão SIM conta do recado. Com um filme tão definitivo agora está claro para todos verem que a DC ainda é um bebê perto da Marvel. Guerra Infinita vai para um além dos filmes de heróis que nenhum outro filme na história do cinema sequer sonharia em chegar aos pés. E olha que vivemos em mundo abençoado com Batman – O Cavaleiros das Trevas, que é considerado por muitos como a melhor adaptação de quadrinhos da história do cinema. Ouso a dizer que nem mesmo o filme do Han Solo, previsto para estreiar em Maio vai bater o estouro de Vingadores. Seja em críticas, bilheteria e expectativa dos fãs. Sinto muito mundo, mas me parece que Homem de Ferro, Capitão América, Homem Aranha, Thor, Hulk e cia vieram para “esmagar tudo”, como o próprio grandalhão verde diria.

Tratando-se da primeira parte de uma história também arrisco a dizer que o filme acaba de forma perturbadoramente brusca, com um gancho que fará o espectador amar e odiar a Marvel ao mesmo tempo. E como é sempre de praxe, fique após os créditos para uma cena mais provocante ainda. E caso você não saiba, a sequencia foi filmada simultaneamente com esta primeira parte, com estreia marcada para Maio de 2019. Ou seja, já se prepare para mais um ano de muita “hype”, expectativa e principalmente esperança.

Para concluir, Vingadores: Guerra Infinita é ao mesmo tempo angustiante e brilhante; assustador e divertido; dramático e cômico. Joe e Anthony realizaram o impossível. A Marvel Studios conseguiu criar uma aventura sombria e com profundidade emocional. Assim foi minha experiência de assistir ao provável filme do ano. Mas a melhor coisa a fazer para aproveitar ao máximo do filme é evitar spoilers a qualquer custo até que você assista ao filme. Quanto menos você souber sobre o filme, melhor. Preparem as emoções, acomodem-se nas suas cadeiras e se deixe levar nessa montanha russa que te leva o céu e ao inferno. Nada pode te preparar para Vingadores. Seu queixo vai cair no chão. Thanos chegou.

Nota - 6 estrelas

Postar um comentário

  1. Quando o jovem homem-aranha morre :( Acertadamente Thanos (Josh Brolin, do óptimo Filme Homens De Coragem ) é a grande estrela desse filme, tanto que é alardeado de que ele que retornará, não os Vingadores. Ao lado de Killmonger, que sem dúvidas ele é o melhor vilão da Marvel. Thanos é extremamente bem construído e muito bem feito em CGI, suas motivações fazem sentido e trazem um inesperável carisma e humanidade ao vilão. Acreditamos que o que ele faz não é bom, mas é necessário para ELE e entendemos o porquê. Claro que não significa que ficaremos ao lado dele. Não. Ele é um porco genocida e egocêntrico que sai pelo Universo exterminando metade da população dos planetas sendo uma espécie de Deus em uma missão digna, mas é uma ideia de equilíbrio que, de uma maneira ou outra (descontada a sede pelo poder), acaba se tornando compreensível ao conseguirmos identificar perfeitamente a sua motivação traçando um paralelo com o mundo real. Principalmente se formos comparar com os dois filmes que serviram de prelúdio a este, Thor: Ragnarok e Pantera Negra, que introduziram certas ideias de moral torta.

    ResponderExcluir

 
Top