quinta-feira, 5 de março de 2015

Paul McCartney anuncia shows no Reino Unido após 3 anos, em comemoração aos 50 anos de Yesterday



O eterno baixista dos Beatles tocará em Liverpool, Londres e Birmingham como parte européia da Out There, que será em breve anunciada em seu site oficial

Em Londres, o show acontecerá no O2 e celebrará os 50 anos da música Yesterday, a música mais regravada da história. 

A canção, que foi lançada originalmente em 1965, no disco Help!, e de acordo com Paul, a letra chegou para ele em um sonho e antes dele finalizar a letra, teve o título Scrambled Eggs.

"Eu quase nunca sei dessas datas comemorativas até alguém me avisar. As pessoas sempre dizem pra mim 'ei, você sabia que faz 30 anos disso, ou 30 anos daquilo?!'. É impossível lembar de tudo, mas eu nunca preciso de uma desculpa pra celebrar, então é sempre ótimo ouvir isso!
Para mim, é uma feliz coincidência que o show O2 caia neste momento. É ótimo que as pessoas tenham reagido tão bem à música, é tudo que você pode esperar! Parece que ela ganhou vida própria ao longo dos anos!
A música ainda é e sempre foi uma parte importante do nosso show ao vivo.
É sempre muito emocionante ouvir multidões a cantando tão alto em meus shows e eu estou ansioso para cantar junto com o público no O2 em maio."


Os shows serão os seus primeiros concertos no Reino Unido desde que ele tocou no Royal Albert Hall, em 2012.

Em 2013, ele tocou gratuitamente 4 faixas do seu mais recente disco, lançado em Outubro daquele ano. O show foi surpresa, anunciado cerca de 1h antes de acontecer, na hora de almoço.


Os ingressos estarão à venda na segunda-feira às 10h.

Fonte: The Telegraph

terça-feira, 3 de março de 2015

Confira line-up e horários do Lollapalooza 2015


No fim deste Domingo (16/11) o Lollapalooza confirmou o line-up do evento que acontece dias 28 e 29 de Março, no Autódromo de Interlagos. O line-up deste ano traz nomes inéditos do festival no Brasil como Jack Write, Robert Plant, The Smashing Pumpkins, Kasabian, Interpol e The Kooks, traz ainda uma mescla das edições 2012 e 2013, trazendo nomes como Foster The People (2012), Skrillex (2012), Calvin Harris (2012), Steve Aoki (2013).

Entre os nomes brasileiros estarão presentes nomes como Pitty, O Terno, Nem Liminha Ouviu e a recém-formada Bula Rock (conheça ela aqui e confira cobertura do seu primeiro show aqui).

Neste terça-feira (03/03) foram divulgados os horários dos shows, que são os seguintes:



segunda-feira, 2 de março de 2015

Artistas se reúnem para gravar primeiro disco dos Raimundos


Quem cresceu nos anos 1990 sabe: não existia banda mais perfeita para passar a adolescência ouvindo do que o Raimundos (confira entrevista com eles). As letras cheias de sacanagem misturadas ao peso e velocidade das guitarras distorcidas eram diversão garantia. Para celebrar o legado da banda, o Urbanaque reuniu 15 artistas da nova geração brasileira para revisitar as canções do primeiro disco da banda no tributo Raimundos 20 Anos – Eu Quero É Rock!, que está disponível a partir de hoje para download gratuito pelo perfil do Urbanaque no Soundcloud (se quiser baixar faixar por faixa) ou clicando aqui para pegar o álbum completo.



O primeiro single do disco é a versão de Daniel Groove para Selim, transformada em um brega com sotaque nordestino. O curioso é que, frente à negativa do Raimundos de gravar a faixa, o produtor do primeiro disco, Carlos Eduardo Miranda, ameaçou chamar o cantor cearense Falcão para interpretar a faixa na estreia da banda. Registrada oficialmente, a música se tornou uma das favoritas do público e uma das responsáveis pelo sucesso do álbum. O tributo ainda traz uma faixa extra com uma versão acústica de Selim, gravada por Juliano Gauche.

Diogo Soares, vocalista do Los Porongas, abre o álbum desacelerando Puteiro em João Pessoa, a única música declaradamente autobiográfica da banda. Logo depois, o Móveis Coloniais de Acaju, vindos também de Brasilia, adicionam suingue em Palhas do Coqueiro, que tem participação de Evandro Vieira, co-autor da canção. Em seguida, Zimmer & a Euthanásia e Capim Maluco mantêm o peso das versões originais em releituras de MM’s e Minha Cunhada – mesmo caminho escolhido pela banda paulista Rollbando em Bê a Bá.

O Single Parents escolhe dar uma pouco de cadência ao forrocore Rapante, enquanto os cariocas do Do Amor desconstroem completamente a rápida Carro Forte, levando a letra a capela que se transforma em uma viagem psicodélica. O Vanguart também imprime sua assinatura própria em Nêga Jurema, que vira um folk brasileiro no violão e voz de Helio Flanders.

Lemoskine adiciona um pequeno toque eletrônico a Deixei de Fumar Cana Caiana, enquanto Felipe Cordeiro transforma Cajueiro/Rio das Pedras em um tecnobrega. Bicharada ganha uma introdução levada ao piano que ressalta o surrealismo da letra nas mãos do Floreosso, enquanto Nevilton deixa Marujo com um toque de hard rock. Para finalizar, os sergipanos do The Baggios levam Cintura Fina para transitar por algum local do velho oeste com um andamento mais lento.
Lançado em 1994, Raimundos foi eleito como melhor álbum da década pela revista Bizz no final dos anos 1990. Sua mistura única de hardcore com forró foi pioneira no Brasil e até hoje não conseguiu ser reproduzida com tanta qualidade por outras bandas. Recentemente, a banda fez dois shows esgotados no Sesc Belenzinho, em São Paulo, tocando o disco na íntegra. Reforçando a força e carinho que seu público, 20 anos depois, ainda sente pelo álbum.

Raimundos 20 anos – Eu Quero É Rock!
1. Puteiro em João Pessoa – Diogo Soares (Los Porongas) + Kali
2. Palhas do Coqueiro – Móveis Coloniais de Acaju feat Evandro Vieira
3. MM’s – Zimmer & a Euthanásia
4. Minha Cunhada – Capim Maluco
5. Rapante – Single Parents
6. Carro Forte – Do Amor
7. Nêga Jurema – Vanguart
8. Deixei de Fumar Cana Caiana – Lemoskine
9. Cajueiro Rio das Pedras – Felipe Cordeiro
10. Bê a Bá – Rollbando
11. Bicharada – Floreosso
12. Marujo – Nevilton
13. Cintura Fina – The Baggios
14. Selim – Daniel Groove
15. Selim (acústico) – Juliano Gauche
Produção executiva e curadoria: Bruno Dias e Tiago Agostini.

Fonte: Urbanaque

domingo, 1 de março de 2015

Artistas se apresentaram em evento que tenta salvar o Parque Augusta


Neste final de semana de fim de Fevereiro/começo de Março aconteceu o evento da "Desintegração de Posse" do Parque Augusta, último local de área verde do centro de São Paulo.



Organizado pelo Organismo Parque Augusta, o evento político-cultural de resistência une música, grafiti, permacultura, aulas públicas e tropa de choque dos dias 28 de fevereiro ao dia 03 de março.



Neste domingo ocorreu o "Orquestra da Desintegração". Com a entrada sendo a participação do público no mutirão de limpeza do parque.



Com direção de Edgard Scandurra (Ira), os músicos Karina Buhr, a banda Pequeno Cidadão, Taciana Barros, Curumin, Guizado, Laura Wrona, Vespas Mandarinas, Arnaldo Antunes, Bárbara Eugênia, Os Irmãos Busic, Celi, Naná Rizinni e outros artistas tocaram em troca de sacos de lixo, retirado do parque pelo próprio público. 



Durante os shows também tinham outros eventos paralelos, como pintura, explicações sobre a manifestação que ocorre no local e famílias que faziam picnic e brincavam no local. Levando bebidas e outros itens, o pessoal cuidava dos seus lixos e alguns (entre eles, eu) passavam recolhendo as latas, garrafas e outros itens que estavam para ser jogados fora.

Em praticamente todos os shows que foram apresentados no local, o público assistia sentado, cantando as músicas, prestando atenção nas jams e prestigiando os artistas, mas isso mudou quando a Vespas Mandarinas fizeram sua curta, porém, uma apresentação que mostrou o cartão de visitas da banda.
Abrindo o show com o hit Não Sei O Que Fazer Comigo, versão da banda uruguaia Quarteto De Nós, essa é provavelmente a música que fez muitos dos fãs atuais (entre eles, eu) a conhecer mais e pesquisar sobre a Vespas. 


 

A apresentação seguiu com Um Homem Sem Qualidades, que fez o vocalista Thadeu fazer o público tirar a bunda do chão e transformar a apresentação em um típico show de rock 'n roll. Após ela, a banda chamou Edgard Scandurra para tocar junto com eles, a finalizou o show com Núcleo Base, música da banda Ira (integrada pelo próprio Edgard).



Depois do show das Vespas, o evento teve um integrante surpresa. Arnaldo Antunes (que também já fez música com as Vespas), não estava no setlist divulgado dos artistas, e tocou cerca de três músicas em parceria com o diretor do evento e guitarrista Edgard Scandurra. Após a apresentação, alguns fãs tentaram tirar foto com o Arnaldo, mas ele com pressa, não pode atender todos e foi embora rapidamente.



O evento é uma ação cultural de resistência política em prol da permanência do Parque Augusta, local em que as construtoras Setin e Cyrela são donas do local e desejam construir torres comerciais e residenciais em parte da propriedade de 25 mil metros quadrados. Fechado desde a aprovação do projeto do Parque Augusta (24/12/2014) as construtoras, cinco dias após o anúncio do prefeito, fecharam os portões do parque e só foram liberar a passagem há cerca de um mês e meio.






Contra o fechamento do local, grupos estão morando acampados dentro do parque, e diversas atividades estão sendo feitas para provar que o parque não deve ser fechado. As atividades vão desde aulas de ioga para crianças até reuniões sobre a escassez de água que a cidade enfrenta desde o ano passadoaprender a construir uma cisterna, aula de pilates, "contação" de histórias, apresentações musicais e muito mais. Em um momento dia dia (acho que às 22h), quem estiver dentro do local é forçado, pela tropa de choque, a sair do local e o portão é trancado.



Mesmo que a área seja das construtoras, a mata verde dentro e o portão de entrada (do antigo Colégio Desoiseaux, demolido) são tombados.
Embora o prefeito Haddad tenha sancionado em 2013 a lei que cria o parque, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente informou logo depois que não teria recursos disponíveis para desapropriar a área que pertence às construtoras Setin e Cyrela. A área é avaliada por cerca de R$ 70 milhões.
As construtoras continuam a defender a construção das torres, alegando que a área verde será preservada e que irão liberar 60% da área para a população.


A briga contra o concreto

O terreno em questão abrigou, entre 1907 e 1969, um tradicional colégio interno feminino chamado Des Oiseaux. Na imponente construção, demolida em 1974, estudaram personalidades como a ex-primeira dama do Brasil, Ruth Cardoso (1930 - 2008), e a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Além da planta, de inspiração art nouveau, o colégio era rodeado de um grande bosque.
Em 2003, a área foi adquirida pela Sociedade Armando Conde Investimentos, de propriedade do empresário Armando Conde, mas o bosque permaneceu aberto ao público. Um ano depois, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), tombou o local.
Em 2006, houve a tentativa de se construir um supermercado no terreno, mas a associação de moradores do bairro fez um abaixo-assinado e conseguiu barrar o projeto. Naquele ano surgia então o movimento Aliados do Parque Augusta. Desde então, o movimento vem colhendo algumas vitórias, como a aprovação na Câmara dos Vereadores de São Paulo de um projeto de lei que autoriza a criação do Parque Augusta.

Segundo Sérgio (Aliados do Parque Augusta), algumas leis impedem que o parque seja fechado ao público, portanto o que a Setin e a Cyrela estão fazendo é ilegal. O DUP (Decreto de Utilidade Pública), por exemplo, criado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab e com vigência até 2017, transforma a área comprada pelas construtoras em utilidade pública municipal.
"Além disso, há diversas imposições nas escrituras de compra e venda do terreno que garantem acesso ao público à área verde", comenta Sérgio.


"Criar o parque significa qualidade de vida, contribui para amenizar o clima seco da região, diminui a poluição que já mata seis vezes mais que a Aids e embeleza a paisagem", acredita o ativista.
Para fazer uma comparação, ele cita o projeto do Hotel Ca'd'oro, que está sendo construído em um terreno em frente ao parque. "São duas asfixiantes e gigantescas torres. Você consegue vislumbrar um lugar ensolarado e arejado com duas ou três torres parecidas na área do parque?", diz. "Sem falar no grave impacto ambiental irreversível, destruindo árvores centenárias e espantando os pássaros que lá frequentam."

Entrevista com Marcão Britto (Charlie Brown Jr. / Bula Rock / Urbana Legion)

A entrevista do mês de Março com o mito Marcão [Marco Britto], eterno guitarrista do Charlie Brown Jr, BULA ROCK e Urbana Legion. Saiba como ele começou sua carreira, Charlie Brown Jr., projetos paralelos, EXPECTATIVA COM O LOLLAPALOOZA (Faltam 28 dias) e muito mais em ENTREVISTA EXCLUSIVA!!


Como e quando você entrou no meio musical?

Meu primeiro contato com a música foi em casa através dos discos dos meus pais, que iam de Bill Haley a Elis Regina. Minha mãe é pianista formada e o seu piano foi o primeiro instrumento que tive contato. Nessa época era bem novo, tinha uns seis anos de idade. Ganhei meu  primeiro violão aos 10 anos e em pouco tempo já estava tocando em uma banda no colégio, Era tudo muito autodidata, na raça mesmo.

Pouca gente sabe, mas você já  foi corretor de imóveis e cursou Propaganda. Chegou a se formar?

Quando passei para o último ano de Propaganda e estava pra me formar o Charlie Brown estourou e aí ficou impossível concluir o curso. Mas foi interessante, aprendi muita coisa interessante na Faculdade.

Como foi o convite para entrar no Charlie Brown Jr.? Já tinha amizade com algum integrante antes disso?

Sim, tinha amizade com o Nando e o Vini que eram amigos  da mesma turma de músicos que eu andava na época, o Charlie Brown tinha apenas poucos meses de banda eles tocavam guitarra e batera respectivamente e o Nando me convidou, queria mais uma guitarra e foi assim que conheci o Chorão e o Champ.

Quais artistas são suas maiores influências na carreira?

Acho que os principais são , o Tom Morello, John Frusciante, Wes Borland. Tem muitos que me influenciaram, gosto muito do Silversun Pickups também. 

Após sua saída do Charlie Brown Jr. em 2005, você acabou criando a TH6, nove anos depois, o vocalista Tite informou que o grupo voltará. Você estará junto nessa, ou vai se dedicar somente ao Bula Rock?

O Bula é meu foco, adoro o Tite, ele disse que tinha vontade de fazer um show revival, mas estou muito ocupado com o Bula no momento. Acabamos de lançar  um disco e estamos indo para a estrada, mas tenho muito orgulho desse trabalho que fiz com eles.  Ali foi o começo de tudo.

Além da TH6, você participou do supergrupo Rockfellas (integrado por Paul Di'Anno, Canisso, Jean Dollabela e  Marcão). Como foi a experiência de se reunir com todos esses nomes? Manteve contato com eles para uma possível gravação de um disco?

Foi um projeto sensacional onde fiz amizades e conheci muita gente bacana ,chegamos a ensaiar uma versão da música Heroes do David Bowie, ficou tão  legal que pensamos em gravar mas infelizmente não foi possível devido a agenda de cada um.


Quando começou e o que levou a ser criado a Bula Rock?

A Bula surgiu da vontade de permanecermos na  estrada, foi um processo natural, comecei a gravar umas ideias e gostei do que estava ouvindo, vi que poderíamos montar uma banda. As coisas começaram a fluir e a tomar forma, quando percebi estávamos com um EP pronto no início de 2014 mas vi que poderíamos ter um álbum completo e nós trabalhamos durante o ano todo até finalizar o CD  Não Estamos Sozinhos.

No fim de 2013 você lançou o single Não Estamos Sozinhos e ela também é título do disco de estreia da Bula Rock, como está sendo essa experiência de assumir os vocais?

Estou adorando e acho que fiz a coisa certa, pois assim consigo dar mais unidade as minhas ideias, tendo um disco variado de estilos e ritmos sem perder a identidade. Essa música fez muito sucesso na net, atingiu mais de cem mil views do dia pra noite, ela é verdadeira e a galera entendeu o recado. 

Após o lançamento, os primeiros lotes do Não Estamos Sozinhos foram vendidos rapidamente, qual sua expectativa para o futuro da banda e para o show dentro do Lollapalooza?

Vamos seguir em frente, as coisas estão  indo bem, fruto de  muito trabalho, é apenas o começo ,está sendo incrível.
Estamos muito felizes por poder tocar no Lollapalooza, é um grande festival que ajudou a divulgar e popularizar bandas que sou muito fã e hoje temos essa oportunidade de mostrar nosso som, acho que é o sonho de qualquer banda subir naquele palco. Nosso disco acabou de sair e já está repercutindo bastante, isso é bom, trabalhamos bastante durante esse último ano, estamos aguardando esse momento ansiosamente.

Tem o plano de ser lançado algum disco da Urbana Legion?

Não, é um projeto voltado para homenagear o Legião, tocar ao vivo, mas o que foi gravado esta disponível na net.

Como foi participar do Tamo Aí Na Atividade, com vários astros celebrando Charlie Brown Jr., para você?

Foi incrível , especial mesmo , surpreendente , e nele realizei um dos meus sonhos como músico que era tocar com o Mike Muir do Suicidal Tendences, na verdade tocamos um som do Infection Grooves chamada Violent and Funk. 

O que costuma fazer no tempo livre? Tem algum hobby?

Não tenho nenhum hobby, me distraio as vezes indo pro cinema, ter tempo livre tem sido bem raro! É que eu gosto muito do que faço!

Muito obrigado pela entrevista, e sucesso nesses novos projetos!!

Eu e Marcão Britto, no Electro Sound Studio, estúdio dele, localizado em Santos
Ouça o La Familia 013, último disco do Charlie Brown Jr.:




Assista também a Urbana Legion no Showlivre:




Confira também o novo single da Bula Rock:




Ouça também o novo disco da Bula Rock aqui e a cobertura do primeiro show da banda aqui.

Confira a resenha do Tamo Aí Na Atividade, e leia todas as entrevistas do blog. 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Vespas Mandarinas fez show com músicas novas no SESC Santo Amaro

A banda Vespas Mandarinas se apresentou nesta última sexta (27/02) no teatro do SESC Santo Amaro, com ingressos custando de R$7,50 a R$25,00.
A princípio, o cenário surpreendeu. Os vários espelhos pendurados acrescentaram na beleza da iluminação.

O show estava previsto para 21h ao qual se iniciou com um pequeno atraso. A banda entrou com um clima diferente. Uma postura um tanto inusitada. Estando o Thadeu Meneghini de chapéu sentado numa cadeira com um violão, acompanhado de Chuck Hipolitho com a sua guitarra, sem o som do baixo do Flávio Guarnieri nem a batera do André Dea, que ajudaram com o vocal na segunda voz para a música.




A euforia presente no início dos shows em que a plateia recebe a banda, teve que ser contida logo no início da primeira música, com o pedido de silêncio do Thadeu 'A gente gosta de silêncio também.' O pedido foi um tanto quanto chocante para o público acostumado com aplausos e gritos.
A plateia permaneceu ouvindo sentada e em silêncio durante a apresentação das duas novas músicas Cada Um Sabe De Si e Daqui Pro Futuro. 



Ao final dessas, a banda voltou a sua formação normal, investindo no Rock 'n Roll energético e contagiante de sempre onde o público pôde se levantar e curtir a vontade as faixas clássicas do álbum de Animal Nacional (exceto A Poesia) que saiu em 2013, pela gravadora Deck, além de acrescentar Que Esse Dia Seja Meu, com letra de Marcelo Yuka que provavelmente estará num próximo álbum junto com as outras músicas mais recentes.


Foi um show incrível e não deixou a desejar. A plateia participou cantando durante todo o show numa energia de outro mundo. Após o show a banda recebeu os fãs durante um bom tempo, bateram papo, tiraram muitas fotos e distribuíram autógrafos com bastante entusiasmo e bom humor.

O setlist completo foi:



No domingo (01/03), terão participação no Parque Augusta, vale apena conferir. Mais informações aqui.

Fotos e Texto: Driely Carvalho (Colaboradora Os Garotos de Liverpool)

Parque Augusta promove shows da "Desintegração de Posse"


Após um mês e meio aberto, nesta quarta-feira (04 de março) o Parque Augusta sofre a reintegração de posse, recebendo o choque da polícia militar de São Paulo, que chega com a missão de expulsar todos os presentes e fechar as portas do parque, onde serão construídas torres comerciais.

O Organismo Parque Augusta, contra a isso, realiza a Desintegração de Posse, evento político-cultural de resistência que unirá música, grafiti, permacultura, aulas públicas e tropa de choque dos dias 28 de fevereiro ao dia 03 de março.

Entre as ações acontece a Orquestra da Desintegração, carro chefe do final de semana, terá como entrada a participação no mutirão de limpeza. Os músicos, como Karina Buhr, Edgard Scandurra, Curumin, Bárbara Eugênia, entre tantos outros, tocarão em troca de sacos de lixo, retirado do parque pelo próprio público. É mais do que um show. É uma ação cultural de resistência política.

A programação do domingo  segue abaixo. (Atividades são sujeitas a alterações):


01/03 (domingo)

10h TAI CHI CHU AN com Lenny Blu
14h DIA DE BRINCAR atividades diversas para crianças / bolhas de sabão, pipa, corda, desenho e mais.
16h - 20h Orquestra da Desintegração com
Karina Buhr
Pequeno Cidadão
Taciana Barros
Edgard Scandurra
Curumin
Guizado
Laura Wrona
Vespas Mandarinas Bárbara Eugênia
Os Irmãos Busic
Celi
Naná Rizinni


Sobre o Parque Augusta


Fechado desde a a aprovação da criação do Parque Augusta (em 24 de Dezembro de 2013) até cerca de um mês e meio atrás, quem passa em frente ao parque e vê o abandono do local e as grades impedindo a entrada de quem quer que seja, talvez não saiba que ali fica a última área verde do centro de São Paulo.
Mesmo depois de o prefeito Fernando Haddad ter aprovado a criação do Parque Municipal Augusta no dia 24 de dezembro de 2013, o local ainda permanece sob o controle das construtoras Setin e Cyrela, que compraram o espaço para construir ali duas torres comerciais e residenciais. As construtoras, cinco dias após o anúncio do prefeito, fecharam os portões do parque e desde então nunca mais liberaram a passagem.
Mesmo que a área seja das construtoras, a mata verde dentro e o portão de entrada (do antigo Colégio Desoiseaux, demolido) são tombados.
"O Parque Augusta continuou arbitrariamente fechado numa afronta às leis do país e como forma de pressão para a aprovação do projeto junto aos órgãos responsáveis", explica Sérgio Carrera, do Aliados do Parque Augusta, grupo que luta pela criação do parque na totalidade da área.
Segundo Sérgio, algumas leis impedem que o parque seja fechado ao público, portanto o que a Setin e a Cyrela estão fazendo é ilegal. O DUP (Decreto de Utilidade Pública), por exemplo, criado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab e com vigência até 2017, transforma a área comprada pelas construtoras em utilidade pública municipal.
"Além disso, há diversas imposições nas escrituras de compra e venda do terreno que garantem acesso ao público à área verde", comenta Sérgio.

A luta do Aliados do Parque Augusta não é de hoje. O grupo surgiu há 13 anos da união de frequentadores da área que queriam transformar aquele terreno e barrar qualquer projeto que não fosse o parque. Alguns dos projetos que eles conseguiram interromper: a construção de um hipermercado, um museu da MPB (que, segundo Sérgio, "não passava de um colossal shopping"), torres comerciais, entre outros.
"Criar o parque significa qualidade de vida, contribui para amenizar o clima seco da região, diminui a poluição que já mata seis vezes mais que a Aids e embeleza a paisagem", acredita o ativista.
Para fazer uma comparação, ele cita o projeto do Hotel Ca'd'oro (veja foto abaixo), que está sendo construído em um terreno em frente ao parque. "São duas asfixiantes e gigantescas torres. Você consegue vislumbrar um lugar ensolarado e arejado com duas ou três torres parecidas na área do parque?", diz. "Sem falar no grave impacto ambiental irreversível, destruindo árvores centenárias e espantando os pássaros que lá frequentam."

Embora o prefeito Haddad tenha sancionado em 2013 a lei que cria o parque, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente informou logo depois que não teria recursos disponíveis para desapropriar a área que pertence às construtoras Setin e Cyrela. A área é avaliada por cerca de R$ 70 milhões.
As construtoras continuam a defender a construção das torres, alegando que a área verde será preservada e que irão liberar 60% da área para a população.
Fabio Braga/ Folhapress
Fabio Braga/ Folhapress
O parque abriga muitas árvores centenárias e espécies ameaçadas da Mata Atlântica
"O Parque Augusta virou um ícone de resistência em defesa do verde e dos parques da cidade. Tornou-se também uma importante referência de como é imperativo o exercício da cidadania para fazer valer os nossos direitos e necessidades, valorizando a qualidade de vida de todos. Queremos impedir que a especulação imobiliária destrua o nosso patrimônio histórico, cultural e imaterial que beneficiam a todos", conclui Sérgio. E seguimos na luta!