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    Em coletiva de imprensa, Amigos falam sobre especial na TV, turnê de 20 anos, geração atual e mais

    O ano era 1995 e a música sertaneja estava em alta, com duplas que emplacavam um sucesso atrás do outro. Nesse cenário, Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo, e Zezé Di Camargo & Luciano se juntaram no palco, pela primeira vez, num grande show que deu origem ao primeiro especial ‘Amigos’, exibido na programação de fim de ano da Globo. A atração agradou tanto ao público que continuou pelos três anos seguintes – até 1998 já sem Leandro. Agora, 20 anos depois, os cinco cantores retomaram o projeto com o show ‘Amigos – A História Continua’, que segue em turnê pelo Brasil. E a apresentação de São Paulo, realizada em setembro, será exibida dia 18 de dezembro, como especial dentro da programação de fim de ano da Globo, matando as saudades dos fãs. Nesta quarta-feira (13), os artistas se reuniram para falar sobre as emoções da turnê e a gravação do programa, que tem direção artística de LP Simonetti e direção geral de Mario Meirelles.

    Na coletiva, eles falaram sobre a dificuldade de montar o especial, lançar o projeto em DVD, possibilidade de voltar com o programa, convidados, preparação de antigamente com hoje e diversos outros assuntos, ao longo de aproximadamente 1h. Perguntas feitas por nós estão avisadas na matéria, unida com perguntas de outros veículos.

    Fotos: Jessica Mar
    DIFICULDADE DE MONTAR O ESPECIAL PARA A GLOBO
    JP Simonelli: A maior dificuldade pra montar o programa de televisão, com a performance deles e com o que foi captado no Allianz é escolher quais músicas estarão no repertório. Tira essa, tira aquela...não dá pra tirar, eu tô meio sem dormir. Equipe falando 'eu quero essa, eu quero aquela, mas a outra tá melhor, mas o Chitãozinho tá mais bonito nessa..."

    Xororó: E a minha sensação é a mesma fazendo o show, a gente fica assistindo o outro cantando e o show não passa as 3h pra gente, parece que é um show mais curto que o individual, de 1h30.

    Leonardo: Faz 4 programas, "Dezembrão sertanejo".


    LANÇAMENTO DO PROJETO EM DVD E SAUDOSISMO DO PÚBLICO
    Questionados sobre ser disponibilizado no Globo Play todos os shows ou somente o do Allianz, LP Simonetti disse: "Esse projeto contempla um DVD da Som Livre. Hoje tem tudo na Globo Play depois, então com certeza logo depois do especial do dia 18/12, já estará na Globo Play. No ano que vem vamos viajar o Brasil todo, então a gente que muita coisa bacana vai acontecer, ter surpresas que vão acontecer certamente."

    Zezé: É impressionante nesse show, como as pessoas saem dele após 3h e com certeza ficariam mais 2h, a emoção que provoca nas pessoas... É que mistura as músicas que são clássicos, o fã de cada dupla, de dupla sertaneja. 

    Chitãozinho: Realmente foi um divisor de águas os anos 90, capitaneado por esses três nomes, então não tem como você fugir disso. Pra geração e hoje, os bordões são nós, então a nossa música é romântica e referência pra esse geração de hoje, então as pessoas que foram para assistir hoje tem aquele saudosismo dos anos 90, a coisa de crescer ouvindo na infância e do pai de alguém que está no show ter ouvido. Em BH passou um filme na nossa cabeça, tenho certeza que cada um também, é uma história muito bonita e cada um de nós tem uma história dentro de cada história, isso passou pela minha cabeça.

    Leonardo: Nesses 20 anos que passaram, o povo que se lembra da gente ainda, com os filhos, não esqueceram de nós. Na hora que jogaram pro povo era uma loucura, muito interessante.

    LP Simonetti: Eu tenho 30 anos de televisão e nunca tinha gravado um especial de TV em que as pessoas cantavam da primeira a última música, nunca, com ninguém.

    Xororó: O momento que eu mais gosto é quando está um deles no palco e eu aguardando o momento de eu entrar, ou quando está os cinco no palco para cantar junto, acho que quando dividimos os microfones e a canção também é o momento que o povo mais gosta.

    Leonardo: É a parte que eu mais gosto, quando tá os cinco no palco e às vezes vai Zezé & Luciano no cantinho tomando umas e falam 'vai pra trás, tá aparecendo'

    Xororó: E eu fico preocupado com o Leonardo, ele gosta de tomar mesmo. Em barretos tomou lá e quase caiu do palco.

    Zezé: Falar uma coisa pra vocês, se a gente não ganhar dinheiro nessa excursão, turnê, vamos publicar depois um livro publicando só as conversas do grupo, é o que vai dar dinheiro pra gente.


    LANÇAMENTO  EM VINIL (Pergunta do site)
    Encerrando a coletiva, perguntamos sobre a possibilidade de lançar o especial em LP, com a volta deles às lojas. Zezé comentou que demos uma ideia, pois ele já havia pensado nisso e Chitãozinho Xororó também comentou que ainda tem toca-discos, que lançaram aparelhos novos e que muitos comprariam, se contrapondo a Leonardo, que comentou que ninguém mais compra, mas os próprios amigos brincaram que ele só vive no mundo dele, pescando em Goiânia.



    PREPARAÇÃO AGORA, EM COMPARAÇÃO HÁ 20 ANOS (Pergunta do site)
    Chitãozinho: A gente tá mais maduro e estávamos com muita saudade, os ensaios foram ótimos e a gente sempre curtiu demais, ficávamos 4h/5h cantando e não via o tempo passando.


    Xororó pro Leonardo: Que foi que você falou? (Pergunta feita após gargalhada dos entrevistados)

    Leonardo: Chitãozinho falou que nóis tamo maduro, nóis tamo é podre! Eu to brincando, mas antigamente a gente não tinha tempo, era uma vida corrida de todo mundo, muito show, estrada, viagem, cachaça... hoje ninguém faz nada, vai todo mundo pra casa, 2min depois do ensaio já não tem mais ninguém pra conversar. 


    Luciano: Eu quero ressaltar que naquela época nós tínhamos uma preocupação de mostrar para o público o melhor que tinha de tecnologia e imagem e nesse especial vocês vão fazer isso. Nós trouxemos o que tinha de melhor, foi a primeira vez que foi colocado no Allianz mais de 800 moving lights, sem delay (com todo mundo ouvindo na mesma qualidade). Batemos todos os recordes, mais 1h de show iria faltar água.

    Zezé: Primeiro show que nós fizemos, os três juntos, foi no Ginásio do Ibirapuera, num evento chamado "Bradesco in Concert" e no Apoteose (RJ) eu lembro de uma manchete que colocaram "~insira um termo pejorativo~colocam 42 mil paulistas no Apoteose" e ficamos chateados, mas o que quero dizer é que desde o primeiro show que fizemos, não teve nenhum que não esgotou todos os ingressos, o especial da Globo em São Caetano colocamos 200 mil pagantes em dois dias no Parque Chico Mendes. Na volta tínhamos essa expectativa, 20 anos depois e o público está presente do mesmo jeito, então a qualidade da música, fidelidade com o público que as pessoas gostam de interagir, num mundo polarizado, fazemos algo tão democrático, musicalmente e socialmente falando, que poderemos colaborar e muito com o que está acontecendo hoje no país e mais ainda em 2020.

    CIDADES CONFIRMADAS E POSSÍVEL IDA AO EXTERIOR (Pergunta do site)
    Luciano: A gente faz mais três shows até o final do ano e voltamos depois de Março, devemos fazer uns 8 ou 10 shows ano que vem, sendo o último show no Allianz.
    Zezé: Dia 8/8 tem o encerramento dessa turnê e com certeza a gente vai criar outra turnê.
    Chitãozinho: Algumas praças já estão acertadas, Brasília, Goiânia, a gente quer fazer nordeste.
    Zezé: 23/11 estaremos em Porto Alegre, 14/12 Rio de Janeiro e 28 de Dezembro estaremos em Fortaleza.

    Chitãozinho: Sobre ir para fora, tem mantido contato com empresários, tem interesse de muita gente, a gente tá aberto e a está aí, tomara que dê certo.
    Leonardo: É fria, é cilada bino, mais fácil eles virem aqui do que a gente lá (e os entrevistadores começam a dar risada), eles (cada um do público) são um só.

    Xororó: Com esse formato de palco não dá, da pra ser menor e rolar, equipamento é o que mais tem.


    POSSÍVEIS CONVIDADOS PARA OS SHOWS DESSA TURNÊ (Pergunta que havia elaborados, mas outros veículo que fez) 
    Zezé: A gente comemorou 20 anos, então nos achamos melhor estarmos reunidos nessa turnê e se isso virar um programa no futuro. Com certeza iremos trazer muita gente da nova geração, mas como é uma questão de homenagem, amizade e respeito a nossa marca e resolvemos voltar a estrada para comemorar isso junto, não sentimos a vontade de trazer convidado.

    Leonardo: Leandro faz parte da história e principalmente do começo do tudo isso, eu acho que aquela parte que a gente viu ali (um trailer de 2min do especial) eu quase chorei assistindo esse momento (trecho de "Mano", em que Leandro apareceu na parte superior do telão, enquanto os outros Amigos na parte inferior).

    Zezé e Luciano: E a própria formação do show complica colocar participações, quem está ali quer ver o momento que viveu 20 anos atrás e a gente tirar uma música, um clássico meu, do Chitão e Xororó para colocar algo de convidado... é um momento muito nosso, de relação de amizade. Esse show vem para a gente fazer isso.

    Leonardo: Matar a saudade. (Nesse momento eles fogem um pouco do tema central da pergunta, mas ainda assim faz os entrevistadores darem risadas e mostrarem o quanto são gente como a gente)

    Zezé: Matar a saudade, se divertir fazendo o que a gente mais ama, o prazer de irmos para o camarim um do outro, bater papo, brincando, apesar do Xororó ser muito bravo.

    Leonardo: Até o final dessa turnê, eles vão realmente mostrar pra tudo mundo que você é bravo.

    Xororó: Eles vão falar tanto, que eu vou ficar bravo de verdade... Chitãozinho completa: 'Não mexe com marimbondo'.

    Zezé e Luciano: Nós temos uma aposta de que ou o Leonardo estraga o Xororó, ou ele conserta o Leonardo... Vai dar pano pra manga isso aí, acrescenta Leonardo.


    LP Simonelli retoma ao tema centra da pergunta: A gente estreou em BH e lá notamos uma participação mais importante do que qualquer outro convidado: O público, eles fizeram eu tomar uma decisão sobre a captação do show em São Paulo, todo mundo canta do começo ao fim, as 50 mil pessoas e eu pedi reforço da captação de áudio e quando assistirem o especial em casa, irão sentir isso. 50 mil memórias afetivas lá e se Deus quiser 50 milhões no Brasil, lembrando e se emocionando com o espetáculo.

    Xororó: A gente pensou isso e a conclusão foi de que as pessoas compraram os ingressos com muita antecedência pra assistir o primeiro show e o Allianz se esgotou por causa dos 5 juntos já bastar e isso que o público estava esperando. Acrescentar mais talvez fizesse cortar um repertório que o público não esperasse ser cortado.

    Chitãozinho: Eu acho que cabe acrescentar muitos artistas a partir do momento que definir fazer o "Amigos e Amigos"


    IDEIA DE VOLTAR COM O PROGRAMA AMIGOS NA GRADEChitãozinho: Eu acho que nesse momento de celebração de 20 anos, a gente conseguiu conquistar a família né, na platéia vemos a família toda, pessoas mais velhas, jovens, crianças e essa saudade que não estava só em nós, mas no povo também. Esse show do Allianz foi uma grande resposta e esse turnê vai viajar pelo Brasil, convidando as famílias para virem, pois a música não passa, músicas que a gente gravou no começo da carreira e parece ser nova e isso que é legal.

    Zezé di Camargo: Músicas de 20 e pouco anos, até mais... dá época de Leandro & Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano fazendo sucesso, independente dos grandes sucessos, Quando começamos a cantar até o lado B da gente, são músicas que todo mundo canta junto, é bem complicado para montar o repertório. Eu acho muito difícil, sinceramente seria até um egoísmo da nossa parte ficarmos só nisso, provavelmente faremos outros especiais.

    Sem ser arrogante, eu acho que tanto "Amigos" quanto o especial de final de ano, a gente parou de fazer o programa por opção nossa, não por falta de audiência ou que a Globo não queria, mas que a gente estava muito cansado na época, fazíamos shows quinta a Domingo, começava a gravar na 3a feira até 2h da manhã e tentamos fazer 1x por mês, mas  Globo achou que não criaria fidelidade, aí quinzenal mesma coisa e toda semana a gente não aguentava. Hoje, na condição que nós estamos, um especial talvez no meio do ano, um especial do "Amigos" com artistas convidados e capitaneados pelos 5...Chitãozinho se une no diálogo e acrescenta "da nova geração" e Zezé concorda "isso, da nova geração". Se pegar quem tá fazendo sucesso hoje, grande parte e talvez maioria absoluta cresceu ouvindo esses 5, 6 Leandro não está aqui e a gente é na verdade um grande motivo para eles estarem na música, então seria bastante legal encontrar essas duas gerações, "os inspirantes com os inspirados" no nosso trabalho.

    Leonardo: Essa galera de jovens, duplas sertanejas, chamados universitários ou não, o repertório deles são músicas nossas dos anos 90, eles vão falar que cresceram ouvindo Leandro & Leonardo, Chitãozinho & Xororó, João Paulo & Daniel, Bruno & Marrone, então eu acho que se juntar essas gerações, dá um baile legal.

    Sobre serem recebidos pelo público mais jovem, Chitãozinho comenta que a música boa atravessa gerações, os pais levam os filhos e até os netos, as pessoas cantam em casa, em reunião de família. Cada um tem seu show solo e o público renovado, evidências não sai da #1 posição há oito anos, reforça Zezé.

    Luciano também relembrou de um Villa Mix em Goiânia, que uma fã foi para assistir Jorge & Matheus e comentou que ele via instagram, mas se impressionou que conhecia todas as músicas de Zezé & Luciano, mesmo sem saber de quem era. Então o jovem também faz parte do público de cada um deles. 

    Leonardo: Esses dias cantei num Villa Mix com Safadão, Anitta, diversos artistas novas e na matéria dia seguinte estava "Leonardo rouba a cena do Villa Mix" ainda bem que se foi a cena...

    CONTEÚDO DAS LETRAS X MÚSICA COMERCIAL
    Xororó: A música tem isso de transportar no tempo, cada um tem história com uma música e tal, que conheceu seu amor, namorou, casou... A música da nossa época tinha uma grande preocupação com o conteúdo das letras, a mais comercial que gravamos foi do Zezé di Camargo ("Foge de Mim") e hoje em dia, apesar de falarem que começaram seguindo nosso repertório, eles fazem algo mais comercial, não tem essa preocupação de perpetuar a música como era no passado.

    Música boa é boa independente do estilo, elas sobrevivem, de Beatles a Elton John, Andreas Kisser que participa com a gente quando precisamos de mais metal, passando também pelo funk, todos estilos tem músicas ruins e boas, mas as boas sobrevivem ao tempo.

    Leonardo: Acho que hoje é tudo consumido muito rápido, internet é muito rápida, consumido diariamente. (Nesse tempo Zezé interrompe e cita "Azul Caneta", o novo hit do momento e Leonardo cantarola, já os entrevistados começam a dar risada e Xororó diz que nem chegou perto dela).

    Chitãozinho: E a música teve essa tendência, mas a música boa sempre vai continuar, quem fizer música boa constrói uma carreira maravilhosa.