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Kanagawa e Murilo Sá nos lançamentos da semana


Como em uma grande onda, a sonoridade do Kanagawa surge climática e quebra em explosões sonoras intensas. A primeira amostra do projeto se encontra no EP “Haunted Lovers”, que chega às plataformas de streaming de música pelo selo Sagitta Records. O trabalho posiciona a banda na cena do indie rock e psicodelia nacional.

Criado pelo carioca Igor Pinto, o Kanagawa surgiu quando uma outra banda do músico estava chegando ao fim. Frustrado com os rumos que o seu projeto anterior estava tomando, ele começou a tentar compor de um modo novo para experimentar vozes diferentes - seja em língua ou temática - e tentar suprimir aquela sensação. Com o fim da banda, Igor focou em estudar e aprender mais sobre processos de composição e gravação enquanto suas faixas ficavam cada vez mais introspectivas.


O EP “Haunted Lovers” conta com a produção de Leo DaCosta. Com a ideia de levar as canções do seu quarto para o mundo, ao mesmo tempo que cria um ambiente de segurança e conforto para o ouvinte, o projeto Kanagawa está disponível em todas as plataformas de música digital.


Ouça “Haunted Lovers”: http://bit.ly/KanagawaEP


Kanagawa - Haunted Lovers (EP)


Tracklist
1 - The Great Wave
2 - Pinball Head
3 - Dance Little Monkey
4 - Nightmares and Daydreams


Após estrear com o elogiado álbum Sentido Centro (2014) e lançar Durango! (2016), o compositor, cantor e produtor baiano Murilo Sá ressurge com seu terceiro disco, Fossanova, que explora sob diferentes pontos de vista as contradições e conflitos das relações humanas.

Apresentando uma influência mais brasileira do que os trabalhos anteriores, mas ainda misturando rock e pop psicodélico — com uma sonoridade moderna e por vezes lo-fi —, o novo álbum encara feridas de um rompimento amoroso para transformar dores e delírios em canções de aprimorado senso melódico. Essa proeza fica evidente nos singles lançados em agosto, “Canção do Fim” e “Tempos Esquisitos”, e na faixa-título “Fossanova”, em que Sergio Mendes e Gilberto Gil se encontram para tomar um trago e falar mal da vida.


Todos os instrumentos foram gravados por Murilo, que também mixou e produziu o álbum, tarefas que desempenhou trancado por alguns meses em seu quarto, na região da rua Augusta, em São Paulo. Das dez faixas do álbum, apenas uma não é de sua autoria: a canção “Cara”, do compositor baiano Heitor Dantas.

O álbum ainda conta com participações especiais de dois amigos. Tatá Aeroplano se junta a Murilo Sá na faixa “A arte de caminhar”, fazendo jus a sua fama de andarilho da metrópole. Os dois já dividiram o palco no passado, quando Murilo participou como baixista substituto na antiga banda de Tatá, Cérebro Eletrônico. Outro convidado é Roger Alex, que, durante uma de suas visitas nas madrugadas em que Murilo estava gravando/mixando, tocou seu marcado piano elétrico na faixa “Raio X”.