Centro Cultural São Paulo recebeu GROSS power trio na celebração do mês do rock

Na última sexta-feira, aconteceu a penúltima apresentação do Mês do Rock, no Centro Cultural São Paulo, e as bandas escolhidas foram Picanha de Chernobill e GROSS power trio.

Com as apresentações marcadas para 19h e 20h, respectivamente, a sala Adoniran Barbosa estava perto de sua capacidade máxima, poucos minutos antes da primeira banda se apresentar. Apesar de termos chego antes para acompanhar a passagem de som de ambas as bandas, a nossa rotina foi um pouco diferente do que a usual: entrevistamos o Marcelo e acompanhamos seu preparo para o show, enquanto o Picanha arrancava gritos e mais gritos de fãs lá em cima. 

Apesar de estarmos tão inclusos naquele momento quanto qualquer integrante, cada um seguiu o seu ritual e nós, preferimos ficar bebericando a cerveja, fazendo algum comentário vago e observando a banda, enquanto a caixa de som bluetooth gritava guitarras de alguma banda desconhecida, amigos passavam para dar um alô e a discussão entre setlist e roupas persistia. Marcelo afinava sua Rickenbacker 325, aquela mesma do John Lennon, ao passo que os outros membros fumavam ou conferiam o show psicodélico do Picanha. 



Era quase hora da apresentação, quando a produtora da casa veio avisar quanto tempo teria de show e que ali era um espaço público, não permitindo bebidas alcoólicas.

- Não pode entrar com a bebida, mas pode entrar alcoolizado, né?! - perguntou Eduardo, baixista da banda, fazendo até a mesma produtora séria, rir. 

Setlist definido, terno e gravata alinhados, e Marcelo subiu para o palco com a sua nova dupla dinâmica: Eduardo Barretto e Alexandre (Papel) Loureiro. O entrosamento tem mostrado mais sobriedade e energia do grupo. 20h em ponto, todos em suas posições e assim, Reconstruindo a Cidade deu o tom da noite, que focou na parte Chumbo de seu último disco. Entre o público, o mais variado tipo: fãs de Cachorro Grande, amigos do trio, pessoas que não conheciam o trabalho solo de Marcelo e entusiastas do rock nacional. A noite, apesar de agitada com dois estilos diferentes, deu a sensação de passar rápida. Logo, aqueles quarenta minutos que a produtora avisou que o trio teria, se transformou em uma hora. Passando por Me Recuperar, Não Vá, Purpurina, Alô, Liguei, Eu Me Enganei, Disfarça, Buraco da Fresta e Gato Queiroz, o trio ficou satisfeito pela noite. 

Voltamos para o camarim, aproveitando o breve silêncio antes da banda voltar. Eles atenderam os fãs e logo desceram, encontrando uma sala que contava com mais amigos, fumaça de cigarros e reclamações pela falta de cerveja. Enquanto a equipe ajudava com os equipamentos lá em cima, dentro do camarim rolava um audição exclusiva de um projeto paralelo do Gross, que logo deve estar na internet ou à venda para mais gente ouvir; a sensação que ficou é essa: se Marcelo se considera como filho perdido do John Lennon, com certeza Keith Richards poderia ser um padrinho ou tio, nessa estranha e ilustre árvore genealógica.

Assim que os instrumentos estavam guardados, a banda decidiu comer um "X"; a noite por ali estava encerrada, mas continuaria para eles em algum outro lugar. 



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