Millena Kreutzfeld Millena Kreutzfeld Author
Title: Beach Fossils, Ombu e Rakta se apresentaram no Fabrique Club
Author: Millena Kreutzfeld
Rating 5 of 5 Des:
No sábado (12), o Fabrique Club recebeu o Aquecimento Balaclava Fest. As bandas escolhidas para o evento foram: Ombu , Rakta e os american...
No sábado (12), o Fabrique Club recebeu o Aquecimento Balaclava Fest. As bandas escolhidas para o evento foram: Ombu, Rakta e os americanos Beach Fossils, que se apresentaram pela última vez no Brasil há 5 anos. 

O evento teve início por volta das 19h, com Ombu, trio formado por João Viegas (baixo e voz), Santiago Mazzoli (guitarra e voz) e Thiago Barros (bateria), trouxe um show curto, com cerca de 8 músicas - Surdina, Calma, Omça, Sem Mais, Fim do Mundo, Carroça, Não Faz e Queria -,  e conquistaram o público que conhecia ou não o trabalho deles. A banda, apesar de se rotular como rock, é bem mais que isso. A experimentação e as influências nítidas de Terno Rei e Hurtmold, por exemplo, e a busca pelo som orgânico e sincero, diferenciam o trio e mostra que são bem mais do que, simplesmente, rock. Aliás, tanto eles como o Rakta, mostram que o underground mais uma vez tem muita coisa boa para se ouvir. 

Já o Rakta é de um experimentalismo e energia únicos. O duo é formado pela vocalista, tecladista e dona dos sintetizadores mais eletrizantes que já ouvi, Paula Rebellato, pela baixista e vocalista Carla Boregas e a apresentação foi acompanhada pelo baterista Maurício Takara. Elas não se encaixam em nenhum gênero musical de forma definitiva, mostrando que o som é feito de muito ruído e liberdade. Elas quebram o espaço e tempo e nos colocam fora da zona de conforto. É necessário ver Rakta ao vivo para poder entendê-las, porque defini-las com palavras é praticamente impossível.

Beach Fossils. Foto por Marcela Lorenzetti
Por volta das 21h, a casa já estava lotada e ansiosa por Dustin Payseur, Jack Doyle Smith e Tommy Davidson. Beach Fossils começou em 2009 no Brooklyn, como um projeto musical de Dustin Payseur, um admirador de música, poesia, artes e filosofia. Payseur gravou o primeiro álbum da banda sozinho, tocando todos os instrumentos. Autointitulado, esse disco de estreia saiu em 2010 pelo selo Captured Tracks. Influenciada por dream pop e surf rock, a música da banda foi ganhou popularidade através dos blogs dedicados ao cenário da música independente. Em março de 2011, Payseur se juntou ao baixista John Pena para a gravação de um EP, 'What a Pleasure', que foi lançado no mesmo ano. Beach Fossils lançou em fevereiro de 2013 seu segundo álbum, intitulado 'Clash The Truth'. Seu sucessor, 'Somersault', foi lançado ano passado. De essência melódica, o trabalho de 11 faixas mostra a capacidade do grupo em provar de novas sonoridades e tendências sem necessariamente perder a própria identidade. 

Muitos fãs especulavam sobre o set, mas a banda surpreendeu trocando a ordem do set que todos esperavam. E foi até melhor, porque gerou mais animação no público que não parou de cantar e dançar nem por um minuto, durante as 1h30 que a banda ficou no palco. 


SugarClash The Truth e Youth foram as responsáveis por começarem o show, antes do guitarrista, Tommy, começar a falar com o público, brincando sobre a famosa frase "Come to Brazil", falando que havia 5 anos que eles não tocavam no Brasil e como gostavam de São Paulo. Em seguida, foi a vez do disco Somersault ser enaltecido com This Year, Down The Line e Saint Ivy em sequência, sendo a segunda parte mais animada do show, com todos pulando e dançando. 

Dustin Payseur. Foto por Marcela Lorenzetti
Em Vacation, foi a vez do público tomar conta da cantoria, já que o vocalista Dustin se divertiu com o fato de ter esquecido uma parte da letra, dando a desculpa que fazia tempo que não tocavam essa música. O show mostrou o quanto Beach Fossils ao vivo soa melhor que o estúdio, já que o trio toca mais alto, como pudemos perceber em Crashed Out e Careless e experimenta mais que em estúdio, estendendo alguns solos e se divertindo com isso. 

Por volta das 22h, a banda saiu do palco e logo voltou para o bis, em meio a gritos do público, para tocar Generational Synthetic, Shallow e That's All For Now. E se logo no começo do show tivemos o segundo momento mais animado da noite, a última música, com certeza, se encarregou de ser a parte mais agitada e memorável da noite para todos os presentes. A banda fez um cover de Wonderwall do Oasis e pediu para que somente 3 pessoas subissem ao palco para ajudar nos backing vocals da música. Acontece que os fãs exageraram um pouco e até o final da música, tinha, pelo menos, 30 pessoas em cima do palco cantando junto a eles, que não se incomodaram com isso. 

O setlist completo está abaixo:
Sugar
Clash The Truh
Youth
This Year
Down The Line
Saint Ivy
Adversity
What a Pleasure
Vacation
Crashed Out
Be Nothing
Calyer
Sleep Apnea
Careless
Daydream

Bis:
Generational Synthetic
Shallow
That's All For Now
Wonderwall (Oasis cover)

Postar um comentário

 
Top