EXPERIMENTA: Yanto Laitano - Yantux; Ouça aqui!!

Yanto Laitano está de volta à estrada para lançar “Yantux”, seu disco conceitual que conta, em uma série de músicas conectadas, a história de um personagem excêntrico.
Às vezes doce, às vezes lunático. Yantux transita entre viagens psicodélicas com seus camaradas e as suas paixões malucas, que terminam tão rápida e intensamente quanto começaram.

Ouvidas em sequência, as 18 faixas - construídas com músicas e vinhetas - revelam uma história, paisagens sonoras e uma série de personagens. Ao mesmo tempo, as canções são independentes e, quando ouvidas separadamente, não dão a impressão de construir uma narrativa.

São nove músicas - divididas entre rocks viscerais, temas mais suaves, baladas e músicas instrumentais - costuradas por vinhetas na forma de ligações telefônicas e gravações na secretária eletrônica.
Todas as letras e músicas são composições de Yanto Laitano.
A produção musical foi feita por Yanto, Vicente Guedes e Beto Chedid.
Além do próprio Laitano como Yantux, no disco, os personagens ganham a voz de Júlio Reny (Camarada), Marina Mendo (Neo-Hippie) e Elisa Heidrich (Xuxu).
Outros personagens do universo do protagonista também são interpretados por Adriana Deffenti, Viviana Herrera, Rodrigo e Luciana Delacroix.
As vinhetas, na forma de ligações telefônicas e gravações de secretária eletrônica têm duração que vão desde alguns segundos até mais de um minuto.

A canção “Camarada”, que já está tocando nas rádios do Rio Grande do Sul, retrata a
nostalgia de velhos amigos que conversam em uma mesa de bar. O humor ácido e
sentimental de “Meu Amor (eu te odeio)”, clássico do rock gaúcho, volta a aparecer na
canção “Imbecil”. O ápice da psicodelia fica por conta de “Cadê o Yantux” e “As Viagens
de Yantux”. A primeira parte do álbum, mais intensa e elétrica, trata da relação com a personagem “Xuxu”, o fim, a revolta e a dor de cotovelo.
Quando a personagem “Neo Hippie” entra em cena, inicia um novo momento no disco: as guitarras são substituídas por violões, gaita de boca e bandolim, a bateria quase que desaparece e a temática sai do urbano e vai para o rural, com direito ao som de grilos ao fundo.

O disco, lançado pelo Selo180, faz uma série de referências. Algumas bem perceptíveis, outras nem tanto. Em Disco Voador: “A fumaça da cidade deixa minha alma cinza e o céu que era de blues, tá difícil de enxergar”, numa referência a música Sob um Céu de Blues, dOs Cascavelletes. Os personagens Mestre Jonas e a baleia estão presentes em “Canção do Capitão”. Em “Quando eu Fui Embora sem Você”, há uma referência a Roberto Carlos.

As referências também estão em nível técnico como as frases de guitarra de “Camarada”, que remetem à maneira como George Harrison tocava slide guitarra, ou como os vocalises em “Imbecil”, numa referência à maneira do ex-Mutantes Arnaldo Baptista cantar em “Loki?!”. Também existem referências, algumas sutis, outras escancaradas, à Pink Floyd, Led Zeppelin, Zé Rodrix, Vinicius de Moraes e os Afro-Sambas, Raul Seixas e também ao universo da música de desenho animado.

O show de lançamento do álbum aconteceu no clássico Bar Ocidente, no dia 6/12, quando o público porto-alegrense foi apresentado à trama em que Yantux está envolvido. A narração da história contou com um vídeo cenário construído pelas projeções de imagens da artista Jana Castoldi. Além das canções inéditas do novo álbum - executado na íntegra e na ordem original com todas as vinhetas e efeitos -, Yanto Laitano entoou músicas do disco anterior, “Horizontes e Precipícios” como seus clássicos “Meu amor”, “Eu não sou daqui” e “Porto Alegre Blues”.

O disco já está disponível nas plataformas digitais e estará à venda em lojas físicas da Capital.



Links:

Yanto Laitano - Yantux [2017]
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