Elio Sant'Anna Elio Sant'Anna Author
Title: Estreando turnê, Sugar Kane fez último show do Hangar 110
Author: Elio Sant'Anna
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No começo de Julho, Sugar Kane voltou à ativa para comemorar 20 anos de banda, em um show que foi o último dela no Hangar 110, local qu...
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No começo de Julho, Sugar Kane voltou à ativa para comemorar 20 anos de banda, em um show que foi o último dela no Hangar 110, local que será fechado final do ano.

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Com os portões abrindo por volta das 19h, Corona Kings foi a primeira banda de abertura, se apresentando durante meia-hora e tocando músicas ainda não-lançadas, como Boyhood, Deathpoop, Inner Giant e Dead Vibes, mas também apresentando músicas como Explode (do disco lançado em 2013) e Unnatural Selection (single lançado ano passado).

Enquanto a banda ia tocando, o público ia aumentando e interagindo com a banda, principalmente no "Fora Temer" cantado antes de Unnatural Selection. Se, para muitos, a banda é nova, ela foi mais do que aprovada, tanto pelo som, quanto pela performance de todos os integrantes da banda.

Por volta das 21h, Deb and the Mentals ajustava os microfones, Bi Free brincava (como sempre) falando ser show do Water Rats (banda que também é membro), pedindo a volta permanente do Sugar ou até mesmo falando que essa seria de fato a última turnê da banda (atraindo o público para ver todos os shows possíveis)  e a banda de estilo anos 90 fazia seus ajustes finais para o show. No repertório, somente músicas autorais, tanto do EP Feel the Mantra, quanto do disco Mess, que teve clipe lançado recentemente.

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Dizendo algumas vezes que Capilé (do Sugar Kane) é o quinto membro da banda, ela trouxe para o repertório Invisible Twin, faixa que poderia estar num quarto disco do Nirvana, mas na verdade foi uma letra dada por Capilé, assim como Take It Away.

Deb é de fato uma excelente líder vocal a o entrosamento da banda encaixa perfeitamente com sua voz envolvente. O estilo da banda, noventista, encaixa muito bem tanto no estúdio, quanto ao vivo, onde cria uma identificação com o público e puxa eles para a banda.
Além de Deb, Bi Free também teve sue espaço no vocal, durante a música Not Waiting.


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Unindo os fatores de uma estreia de turnê, com o último show da banda no icônico Hangar 110, um enxame de público aguardava o Sugar Kane, enquanto o local ficava praticamente impossível se locomover. Adolescentes, adultos, idosos, cadeirantes... Havia uma variedade de estilos e idades, unidos por só uma banda, que subiu ao palco por volta das 22h e, logo a partir de Fui Eu, primeira música do show, liberou quem foi ver a banda de fazerem stage diving, até Me Façam, última música do show.

Toda essa nergia do público, que estava ansioso pelo show, trouxe uma casa cheia e quente para o Hangar 110, fazendo com que minha roupa de duas blusas quentes, se transformasse em uma manga curta e eu quase fosse também para o stage diving, influenciado pela energia do público e da banda,

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Capilé avisou que o show seria longo e foi o mesmo, o público não se importou em perder todas as suas vozes, cantavam em coro músicas como A Máquina Que Sonha Colorido e Todos Nós Vamos Morrer. Essa energia do público foi recompensada músicas a seguir, quando tocaram Other Ways to Lose, presente do primeiro disco da banda e nunca tocada ao vivo.

Dentro desse público, estava alguém que pulou do palco no primeiro show do Sugar Kane visto por ele e no Hangar 110 trabalhou como roadie da banda: Teco Martins, do Rancore, estava visivelmente entusiasmado e entre trabalhar e assistir ao show, ainda ajudava as meninas a fazer o stage diving.

Na segunda parte do setlist, Medo foi dedicada para o público, que de acordo com Capilé, movem a banda, eles e suas carreiras... As palavras podem não terem sido exatamente essa, mas o sentido foi. Algumas músicas depois, um eterno membro da banda subiu ao palco para fazer sua participação nessa noite de estreia e Flavio Guarnieri comandou o baixo, mais uma vez mostrando sua presença e destaque, reeditando a cozinha com o baterista André Dea (ambos foram do Vespas Mandarinas) nas músicas Marcha, Revolução e Rockstar.

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Encaminhando para o final, a banda ensaiou uma saída de palco, mas voltaram com o Capilé falando que em 20 anos de banda, não aprenderam a fazer o falso fim. O último trecho teve Vini cantando Detalhes (aquela mesma do Roberto Carlos), Divinorum, DespedidaMe Façam Entender.


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Vídeo com trechos do show:



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