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    Saiba o que rolou no Buzina Festival

    Nesse sábado aconteceu o Buzina Festival, primeiro festival da Agência Pindorama e que uniu bandas de nome, como Fresno, Supercombo, Selvagens À Procura de Lei e Hevo 84 a novos nomes, como Altera, Limbo, Mandala e Only.

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    O primeiro show que acompanhamos foi o da Hevo 84, está de volta e com músicas novas, para alegria dos sues quase 800 mil fãs do Facebook e muitos outros que não acompanham essa ou outras redes sociais.

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    Em Menos De Um Segundo, Somente por Amor, Acenda a Luz e Deixa Pra Lá são os nomes das novas músicas e a segunda esteve no setlist do show, que também trouxe hits que embalaram a banda muitos anos atrás e, hoje, trouxeram o ar de nostalgia, principalmente para quem iria ver o show cancelado anteriormente em São Paulo. Em muitos momentos podíamos ver essa conexão entre banda e público, seja nas falas, nos obrigados, nos olhares e até mesmo quando ele cumprimentava as fãs, pegando suas mãos (como pode ser visto em vídeo no fim da matéria).

    No show, vimos músicas do disco Hevo 84, Daqui Pra Frente, faixas do novo EP (que ainda não teve todas as músicas divulgadas oficialmente) e uma passada por toda a carreira da banda.

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    Com 9 discos já lançados e uma grande massa para seu público, Jay Vaquer e banda "tocaram o terror" no palco do Buzina Festival e fizeram um verdadeiro show de rock dentro do festival. O show começou com Quantos Tantos, faixa que abre o disco mais recente do artista e seguiu com Mondo Muderno e Você Não Me Conhece (ambas faixas são do disco homônimo).

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    Também teve no repertório Estrela De Um Céu Nublado  Longe Daqui (músicas presentes em um disco masterizado por Leon Zervos - Avril Lavigne, Aerosmith e Maroon 5), Pode Agradecer, Abismo e Idade Se Eu Quiser (todas essas do segundo disco do artista).

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    Boneco de Vudu foi mais uma música do disco Canções de Exílio, lançado ano passado e indicado ao Grammy Latino de "Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa/Produtor do Ano - Disco Mais Bem Produzido do Ano", por Moogie Canazio.

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    Se ano passado o Selvagens À Procura de Lei subiu no palco do Feeling Pro Rock 2, esse ano eles voltaram ao Espaço Victory, para trocar de palco e de festival, sendo a terceira atração principal do Buzina Festival, onde fizeram um apanhando dos seus discos de estúdio, começando pela, ainda atual, Brasileiro, seguindo com Massarrara  (ambas do segundo disco da banda).

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    Depois veio uma sequência do disco Praieiro (2015), com Dois de Fevereiro, Felina, Guetos Urbanos e O Que Será O Amanhã. O Amor É Um Rock 2 e Tarde Livre também foram outras músicas do disco novo e que estiveram no show, que foi finalizado com Mucambo Cafundó.

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    Com um disco lindo recém lançado, a banda Zimbra mostra que já é realidade quando o público vai a loucura e entoa, em coro, cada palavra de suas letras, ou dançando e sentindo cada parte dos seus instrumentais.
    Músicas como Sinais, Orfanato, Missão Apolo, Viva, O Redator estiveram no setlist, que ainda contou com o hit Viva e diversas outras músicas, num show que é sempre lindo, harmônico e vale todos os centavos possíveis.

    Última banda do palco B, a Supercombo apresentou músicas de seus discos anteriores, além de Rogério, para um público alucinado, que lotou a premium, deu gritos histéricos, lotou a pista e curtia o show, enquanto quem não curtia, ou curtia mais a banda principal, já ficava no palco A aguardando a Fresno.

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    Enquanto a Fresno aguardava dar o seu horário, o público gritava "Raça Negra, Raça Negra.... Molejo, Molejo", cantavam sertanejo raiz (Evidências) e já mostravam que tipo de shows topariam adquirir ingressos também. 

    Se durante o show da Supercombo, a equipe da Fresno interferia na qualidade do show, testando sua bateria, instrumentos e microfones de uma forma que atrapalhava o público de assistir o final do show anterior (atitude que não condiz com todos aqueles que fizeram um show maestral minutos depois), outro momento provou que essas coisas acontecem em grandes festivais de dois palcos, é que durante o show da Fresno, ligaram a luz de serviço numa certa altura, para fazer a desmontagem do outro palco. Isso foi dito pelo próprio Lucas após eu postar essa resenha e resolvi acrescentar aqui.

    Decidi fazer essas ressalvas, para mostrar que a culpa dessas coisas não é da banda em si é que isso de fato acontece, quem já foi no Espaço Victory sabe. Mas tudo isso foi esquecido quando a banda comandada por Lucas Silveira subiu ao palco, pontualmente às 22h30, horário oficialmente estipulado para o começo do show.

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    Puta que pariu, o que falar do melhor show da noite?!?!?! Se eu nunca havia simpatizado com o que a Fresno havia trazido em seus discos, até chegar a obra-prima A Sinfonia Em Tudo Que Há, me encantou de primeira com tamanho talento individual de cada um deles, a qualidade musical e a simpatia de Lucas, que agradeceu ao público 298 (claro, modo de falar) vezes por estarem presentes no festival, por fazerem parceria com a banda e fazerem parte dele por quase 18 anos.


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    A primeira música do último disco também foi a primeira música do show, que seguiu passando por músicas como A Maldição, Deixa Queimar, Hoje Eu Sou Trovão (ambas do disco  mais recente), Diga Parte 2 (do disco Infinito, que sempre gosto de cita-lo como um álbum fundamental para o crescimento e evolução musical da banda) única faixa que foi feita em parceria com o Tavares, num disco que já não tinha mais ele e já tinha a parceria com Lucas Lima. De uma maneira superficial, é nítido que a banda cresceu muito mais após a saída de Tavares e ele cresceu muito mais fora da banda, quem ganha são eles e os fãs, com dois trabalhos fantásticos. Milonga é mais uma feita em parceria com Tavares.

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    Em Axis Mundi, faixa presente nesse último disco, podemos ver todo um resumo de toda a evolução musical, que começa com um som de bagunça, revolução e depois a calmaria, que se segue com a letra da música. De fato, se tivemos um dos amores cegos e, que no fim não dariam certo, os resultados seriam exatamente essas palavras e todas esses harmônias, bagunçadas e depois calmas, assim como Lucas disse antes de começa-lá no show.

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    Chegando perto do fim do show, Lucas falou sobre os fãs que fazem parceria com a banda há quase 18 anos e que dão forças para eles continuarem e fazem ter certeza de que, quando eles não estiverem mais aqui, tudo isso valeu a pena, pois o público, por 1h e pouco de show, em cada do show deles, não queria estar em lugar nenhum do planeta, somente ali Isso era percebido pela energia "fodida" que o público passava, cantando, cantando e cantando cada palavra, cada trecho, cada música e, justamente por isso e para não "cortar a brisa da platéia", ele só cumprimentou o público e trocou algumas palavras a partir do momento que o show iria trocar de estilo. A música que resume toda essa conexão banda-público é Eu Sou A Maré Viva.

    Encerrando com Manifesto, o setlist foi:

    Sexto Andar
    A Maldição
    Diga, Parte 2
    Hoje Eu Sou Trovão
    Acordar
    Infinito 
    Deixa Queimar
    Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lagrimas
    Milonga
    Stonehenge
    Axis Mundi
    Poeira Estelar
    Eu Sei
    Revanche
    O Ar
    Eu Sou A Maré Viva
    Manifesto

    Todas as fotos do festival:


    Buzina Festival