Elio Sant'Anna Elio Sant'Anna Author
Title: Entrevista com Codinome Winchester
Author: Elio Sant'Anna
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Feita pelo nosso colaborador Guilherme Rodrigues, a entrevista de Março é com Codinome Winchester, que falou sobre o surgimento da banda, in...
Feita pelo nosso colaborador Guilherme Rodrigues, a entrevista de Março é com Codinome Winchester, que falou sobre o surgimento da banda, influências e outras assuntos nessa EXCLUSIVA!!


De onde surgiu e como cresceu a ideia de ter a banda?


Somos amigos há um bom tempo. Eu(Luciano), Arthur e Saldanha tocamos juntos desde os 15 anos e curtíamos muito metal e rock clássico. Tinhamos uma banda estranhona que tocávamos de tudo. Já o Napa e Thiago pertenciam a um cenário mais pop e tinham bandas mais ativas na noite. Através de amigos em comum, sempre nos encontrávamos em festas, churrascos, aniversários e tocávamos juntos a noite inteira. A partir daí percebemos uma boa ligação. Um grande amigo nosso – Rafael Silveira, entrou como baixista no começo e por último entrou o Thi em seu lugar.
Por que do nome "Codinome Winchester"?



Um ser inter-dimensional chamado PauPau nos indicou o nome.
Como foi a iniciação dentro da música de cada um da banda? Desde primeiro contato, até domínio do instrumento/voz.

Napa sempre teve grande influencia do pai – também músico, e desde cedo assumiu as baquetas para sua vida. Thi vem duma família com forte influencia artística e tem um irmão mais velho guitarrista (Matheus Ribeiro – da banda Bella Xu) com quem tocava junto e desenvolveu seu lado musical. Art teve também forte influencia de seu tio e seu primo (João Vitor Nogueira – Baixista da Jelly Rogers) com quem dividiu várias bandas no início. Eu (Luciano, ou “Luc”) fui influenciado pelo meu irmão e meu pai a tocar guitarra, comecei na igreja, conheci amigos mau-elementos e íamos em bares de rock e quando vi, já estava tocando em uma banda com Art. Sald começou na adolescência no circuito underground campograndense como baterista/backing vocal em uma banda de blues rock.
Vocês acham que existe de fato um preconceito com músicas do eixo Rio-São Paulo?

Não.
Como vocês faziam, antes de conseguir alcançar certo sucesso nacional, se divulgar e se movimentar musicalmente no Mato Grosso do Sul?


Tocávamos em todos os tipos de festas em troca de vodkas baratas e conhaques deliciosos. A partir disso, começamos a ganhar cachê e juntar grana para profissionalizar a banda e gravar nosso primeiro EP – o 10% Alien.
Dentro de um top 3, quais foram as piores e as melhores histórias da banda dentro de shows/turnês?

TOP 3 MELHORES
1- Gravar a nossa sessão acústica ao vivo no Toca do Bandido (Estúdio sagrado no RJ) e passar o dia lá convivendo e respirando de toda a aura daquele lugar. 
 2- Logo no começo da banda, quando estávamos começando a juntar nosso público e tocamos num evento chamado Carnarock, onde por problemas técnicos e da organização, subimos ao palco 4h da manhã e tinha uma galera nos esperando com toda energia. 
3- Show num lugar psicodélico bem massa chamado Sagarana onde antes de começar, choveu pra caramba e ficou uma lama absurda. Tocamos um cover de Kashmir, do Led Zeppelin, e ainda achamos que a mente de alguns amigos presentes lá, estão presas e vagando naquele momento ainda (quase certeza que pelo menos um deles ainda não voltou).  
TOP 3 PIORES 
1- PauPau doidão sujando a van de barro 
2- Luc quebrando sem querer uma guitarra emprestada logo antes do show. 
3- Durante uma viagem para o Paraguai, um cachorro estava brigando com o outro na rua e empurrou ele na porta do carro do Art, chegando a amassar a lataria. 

Quais são as inspirações da banda em relação a música? 

Massa bem crocante de rock anos 70, cobertura cremosa de timbres modernosos com influencia de shoegaze e post rock e um tempero bem psicoativo de synthwave/vaporwave. 

Como foi participar do especial do Renato Russo? E como foi feito esse contato até vocês? 

Uma experiência “divisora de águas” para a banda. Uma honra fazer parte de tal projeto. O contato foi feito através da Agência Milk, grande parceira nossa e culminou numa ligação de ninguém menos que o filho do Renato – Giuliano fazendo esse convite incrível. 

O que vocês consegue tirar de ensinamento ou experiência do projeto de homenagem ao Renato Russo? 

Primeiramente, um aprendizado de bastante profissionalismo por conta de ser um projeto tão grande e importante. Segundo, foi muito interessante entrar em um estado de “composição” com uma música já feita e tão adorada como “Índios”. Foi bem legal buscar entender o que é a música e assim adicionar nossos elementos característicos e nossa visão, mantendo o que ela é. 

Onde vocês pretendem estar com a banda em um futuro próximo e em um futuro mais a longo prazo? 

Pretendemos estar tocando na lua quando um meteoro atingir a Terra e o mar subir, fazendo Corguinho (uma cidade próxima de onde estamos) se tornar um centro político e social brasileiro.

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