sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Rancore: A Volta

Texto por Guilherme Rodrigues
Como prometido no final de 2016, a banda Rancore recolou-se nos palcos, até o momento temporariamente, e voltou a fazer shows pelo Brasil. Os shows começaram por São Paulo, devido a massa seguidora de fãs da banda concentrada na capital paulista e seguiu pelos arredores da maior cidade do mundo, seguindo Brasil a fora. Minha experiência no segundo dia de show em São Paulo: Eu, residente dessa massa de fãs órfãos de Rancore, fui ao segundo dia da banda em São Paulo, no hangar 110. Além da volta de uma das melhores bandas de hard rock do Brasil a ativa, tínhamos como grande destaque do momento, o último ano da casa, Hangar 110, que não prestará mais seus serviços após o ano de 2017.


O show "começou" muito bem, pois a boa e velha birita na frente do Hangar 110 não pode faltar, mas assim que de fato entrei no ambiente do show me deparei com um público aflito pelo começo do show principal da noite, comentários de demora misturados com gritos de entusiasmo assim que a cortina do palco se mexia levemente, a hora estava chegando. As exatas 22:05 começaram os serviços, logo de cara veio um Quarto Escuro, música do álbum liberta, que para quem conhece, não sobram espaços no meio do salão, a roda se forma com naturalidade, do começo ao fim dessa primeira música, pois o que tem de energia nela, falta em respiro. Logo em seguida, uma com uma leve apresentação da banda começou a música seguinte e daí em diante foi só porradaria no meio da roda, quedas, ajudas a levantar, pular do palco, rasgar as calças, tirar a camisa, cantar até perder a voz e por fim, liberar todos os seus demônios que se vêem livre com os acordes e letras libertadores da banda.

Por fim, mais um show da banda Rancore com o altíssimo grau de excelência técnica que é de costume, mas de quebra, um estratosférico nível de emoção e porra loquice, show desse tipo não se vê mais por aí em qualquer lugar, porque tocar bem qualquer um aprende, mas transmitir emoção como eles fazem, isso não é para qualquer um não. Vida longa ao Rancore, que esses momentos se repitam até a eternidade.

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