segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Elegante e Rebelde: confira como foi o MODS Mayday

Neste último sábado (11), aconteceu o MODS Mayday, responsável por trazer de volta a inquietação na alma dos jovens cosmopolitas. O local escolhido, não poderia ter sido melhor, o Morfeus Club sabe muito bem representar o underground paulista, com seus dois ambientes perfeitos para a comemoração. 

Quem chegou cedo, ganhou poster com a arte do Tarsis Cruz e bottons com a arte do evento, podendo ainda conversar tranquilamente com André Carmona, autor do livro Nós Somos Os MODS, que realizou o lançamento na festa. O livro é rico em detalhes e depoimentos, trazendo muitas informações de como a subcultura dos mods chegou à São Paulo nos anos 80 e 90.

Conforme as horas passavam antes dos shows começarem, o local enchia com os fãs, com quem se identificava ou estava apenas curioso para ver como é um mod, já que ninguém entende um. Fred Perry, saias, referências ao The Who, The Jam, o uso do The Roundel em camisetas e na pele, além de chapéus e muito estilo marcaram o evento, mostrando que por mais rebeldes que sejam, a elegância está sempre presente. 
A influência dos estilos R&B e o soul das gravadoras Motown, Stax e Atlantic, além do blues e do modern jazz são facilmente reconhecidos.


                                                                    Os Artefactos - Foto por: Lara Hax
Por volta das 18h30, Os Artefactos - formado por Gabriel Guerra (voz e guitarra), Caio Zanini (voz e guitarra ), Ciro Jarjura (gaita, percussão e voz), Caio Hafermann (contrabaixo) e Victor Keller (bateria) -  subiram ao palco e apresentaram músicas originais e covers, como I Don't Mind, Tema Artefactos, Descendentes, Take What I Want, I Gotta Make Her Mine e outras. Enérgicos e novos na cena, foram muito bem recebidos pelo público.  

                                                      Foto por: André Carmona
A discotecagem entre um show e outro ficou por conta de dois DJs ótimos e envolvidos com o movimento mod, Cintia Sixtie e Kalota conseguiram manter a festa animada sem nenhum defeito, tanto no bar quanto na pista, pessoas dançavam e conversam agitadas pelo revival que a cena ganhou no dia. Se o movimento estava adormecido, com certeza ganhou um motivo para aparecer novamente por São Paulo. 


Logo após, Efedrinas formado por Rennan Martens (voz), Luiz Masi (baixo), Caetano Sevilla (bateria), contaram com a ajuda de Gabriel Guerra/Caio Zanini na guitarra. Copan, Cosmopolita, Círculos, Setas foram algumas músicas apresentadas pela banda que já está há mais de dez anos se dedicando à música.

                            Efedrinas - Foto por: Michele Alves
Modulares, composto por Jun Santos (voz/guitarra), Pedro Carvalho (guitarra/voz), Gabriel Guerra (contrabaixo/voz) e Fábio Barbosa (bateria), trouxeram um show frenético com Jun nos vocais e preciso com a bateria de Fábio Barbosa, sendo marcantes para o público. Conspiração de Círculos e SetasNoites, Ruas, Elegância e Rebeldia, e Ignição fizeram parte da apresentação.

A banda ainda está com planos para lançar um novo material neste ano, o EP Reino dos Absurdos, que, por enquanto, conta com 3 faixas inéditas. Fiquem atentos as novidades!


                                 Modulares - Foto por: Michele Alves
Trazer bandas de volta a ativa, pode ser improvável, mas não impossível para os organizadores. A volta do The Charts para uma apresentação única - por enquanto-, com certeza foi o ponto alto da noite. Adorados por quem os acompanhou na década de 90 e por quem não teve a possibilidade para tal, o público foi o loucura quando apareceram para finalizar o evento. 
Quando Flávio Telles (guitarra/vocal), Sandro Garcia (baixo), Roberto Santos (bateria) e Ed Cruz Junior (gaita/voz) entraram em cena, não havia uma pessoa que não estivesse atenta nas quatro lendas do mod paulista.


                                                                         The Charts - Foto por: Lara Hax
Pegue Seu Parka, Carbônicos, Andando Ao Seu Lado, Indo e Vindo, entre outras músicas do álbum Carbônicos foram responsáveis por agitar e encerrar a noite com louvor e deixar uma ponta de esperança para os fãs, que com certeza saíram felizes do Morfeus Club.

                                                    Foto por: Lara Hax
Ainda não há expectativa para um novo MODS Mayday, mas creio que o evento tenha sido o suficiente para acender a vontade dessas bandas continuarem ou voltarem a ativa, enriquecendo o underground paulista e mostrando que há muita coisa boa para se ouvir além do mainstream. Além disso, que tenha inspirado também, os fãs antigos e novos a divulgarem o trabalho de cada um, dando apoio que os mods merecem. E André Carmona - querendo ou não - ajudará muita gente a entender um mod de hoje em diante. Que mais eventos como esse se repitam.

Keep The Faith.

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