Header Ads

  • Breaking News

    Dia da Música é celebrado no Inferno Club

    Produzido pela Abraxas, o festival do Dia da Música aconteceu no Inferno Club e contou com quatro bandas de doom, stoner, post-rock, psicodélico: A 25ª Experiência, Odradek, Mais Valia e Saturndust.

    Foto: LK Andrades /GDL Tudo Sobre Música
    O primeiro show se iniciou às 18h30, e os rapazes da A 25ª Experiência nos levaram para uma viagem psicodélica com muitas roupas de época e muitos riffs alucinantes. 
    Foram apresentadas músicas dos dois eps - Horizonte de Eventos e Três Quartos - , sendo elas:
    O NBOMenável Homem Das Naves
    Faraó Lunático 
    Deixa Eu Curtir Minha Brisa
    Procissão Interestelar - música conta com quase 20 minutos, levou as poucas pessoas presentes no local para uma viagem, passando por muitos ritmos e tempos diferentes. 
    Você pode conhecer mais da banda aqui.


    Foto: LK Andrades /GDL Tudo Sobre Música
    As 19h30, o trio Odradek, do interior de SP, trouxe para gente muito math rock, experimental e post rock. O set deles contou com musicas antigas e duas novas; foram as seguintes:
    Dull
    Mononucleosis
    Nebulae
    Tétrico (nova)
    Bidet
    Triscaidecafobia (nova)
    Culto
    Você também pode conferir o trabalho deles aqui.


    Foto: LK Andrades /GDL Tudo Sobre Música
    A terceira banda a se apresentar, foi a Mais Valia também do interior de SP, se apresentou com um estilo instrumental, stoner carregado e com algumas novidades ao meu ouvido. Você pode ouvir aqui. No dia 21 de Junho, a banda lança o novo EP "Mesopotamia". 
    O set deles foi o seguinte:
    Belzebu
    Mumbai 
    Crimeia
    Eufrates
    Tigris
    Metropolis




    Foto: LK Andrades /GDL Tudo Sobre Música

    A última e principal banda da noite, foi Saturndust, composta por Felipe Dalam - (Guitarra/Vocal/Sintetizadores), Guilherme Cabral (Baixo) e Douglas Oliveira (Bateria/FX). A banda teve um dos momentos mais importantes da carreira, recentemente, ao abrir o show da banda ucraniana Stoned Jesus, que passou pelo Brasil em maio.
    A apresentação do último sábado contou com novidades para o público. Além de duas músicas antigas, o restante do setlist apresentou somente músicas novas: 

    Negative Parallel Dimension
    Gravitation Of A Hollow Body
    All Transmissions Have Been Lost
    Saturn 12.c 
    Time Lapse (Of Living Things)

    Além disso, conseguimos conversar com o Felipe, sobre o novo trabalho.

    Como a banda surgiu?
    Felipe: A banda surgiu em 2010, eu e Lukas, responsável pela arte do nosso primeiro CD e permanecemos como duo. A arte foi um presente inesperado para a gente que o Lukas fez, pois não pedimos nada pra ele.
    Abanda continuou como duo até 2012, porque depois ele acabou indo para Berlim. Então, reformulei a banda, e ficamos no formato de trio que estamos até hoje.

    Como é processo de criação das músicas de vocês?
    Felipe: Eu sou o principal compositor da banda e acabo me envolvendo em tudo, por exemplo, até em partes de bateria, eu levo a ideia para o Douglas e ele sempre consegue incrementar algum elemento e deixando melhor do que eu tinha imaginado.
    Mas normalmente faço tudo em casa quando "bate a vontade".

    Li no site de vocês, que vocês se definem como 3 caras experimentando música. Como isso funciona? 
    Felipe: Quando começamos a Saturndust, pensávamos em fazer um som lento, pesado e arrastado. Mas com o tempo, comecei a pensar em acrescentar mais elementos. Eu sempre gostei de noise, sintetizadores, instrumental, sempre gostei de vários elementos diferentes. Depois do lançamento do primeiro disco, acabamos criando identidade e acabamos decidindo em fazer o que der na telha.


    Quais são as expectativas para as novas músicas? 
    Felipe: As expectativas são boas e as músicas estão prontas, praticamente.

    Como foi abrir para o Stoned Jesus?
    Felipe: Foi legal para caralho abrir pra eles, porque acabamos ficando amigos do Stoned Jesus. Eu já conhecia a banda. E acabamos fazendo a turnê com eles no Rio e aqui, com os dois shows lotados. Foi muito bom.

    Como vocês definem seu estilo musical?
    Felipe: A gente é encaixado no nicho doom, tocar lento, arrastado, pesado, só que não necessariamente somos doom clássico ou doom funeral, nada disso. A gente toca doom, com experimentalismo, às vezes com noise, drone, se a galera quiser chamar de psicodélico, pode também. A gente gosta de alternar bastante as coisas. Hoje a gente vai tocar um som, que para o público de São Paulo, a gente tocou somente uma vez no ano passado, ela é instrumental, que, por exemplo, a gente não consegue definir o que é, pra mim, ela é uma música bonitinha.

    Foto: LK Andrades /GDL Tudo Sobre Música

    Como vocês definem o novo trabalho?
    Felipe: Boa parte dos riffs das músicas, eu já tinha feito em 2015 e uma delas, que é o título do álbum, a gente tinha tocado em 2013. Só que nessa época, a gente tocava no porão da minha casa. A gente improvisava nela, só que daí eu pensei que, a partir daquele porão, foi onde começou tudo - até na minha vida, muitas coisas aconteceram lá - e, não quero chamar de "porão do Felipe", eu tenho a ideia desse disco, como se ele fosse uma câmara, fechado.

    Qual a expectativa com o público, acerca da aceitação? 
    Felipe: O bom da galera que curte um stoner, que envolve um psicodélico, entre outros, eles estão acostumados com o nosso som. Vem uma galera bem psicodélica, calça boca de sino, que gosta do nosso som. A galera curte, mesmo que a gente seja mais instrumental e mais pesado, porque eles acabam entendendo... e eu acho que vai ser legal. A gente tá muito mais denso. Será diferente.

    Qual a importância da Abraxas para vocês?
    Felipe: Quando a Abraxas começou, eu comecei junto com eles e quando a Saturn começou a fazer show também. A gente participou do primeiro show que eles fizeram aqui no Inferno, que foi em 2013.  E foi foda! Aí a Abraxas começou a crescer, eu passei bandas para o Felipe Toscano, bandas undergrounds, ele mesmo começou a se informar, fez um corre para as bandas de Doom, contato, show, todas essas coisas, para ajudar e ajudou muito.

    Como é a cena doom/stoner de SP?
    Felipe: Eu acho que a cena paulista é a segunda ou terceira maior do Brasil. Porque tem muitos nomes todas por aí, Jupiterian, que já está aí há muito tempo. Brota uma banda de stoner por semana.
    Hoje é o dia das bandas que não se encaixam numa coisa, na definição doom. 
    Por exemplo, A 25ª experiência é psicodélico, mas o Odradek é math rock; os caras são bons. E o Mais Valia tem uma pegada post-rock.

    Algum recado para os fãs?
    Felipe:"Traz o boldo bom, Marquinhos!"

    Obrigada as bandas pela noite e a Abraxas pelo evento.