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Title: Aqualung: O legado do Jethro Tull
Author: A Menina que colecionava discos
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" Aqualung, meu amigo... Não comece a ficar intranquilo, seu pobre e velho tolo, veja, sou só eu."  Hoje trago o trabalho clá...

"Aqualung, meu amigo... Não comece a ficar intranquilo, seu pobre e velho tolo, veja, sou só eu." 

Hoje trago o trabalho clássico do Jethro Tull, o quatro álbum da banda: "Aqualung", lançado no dia 19 de março de 1971, estima-se que foram vendidas mais de quinze milhões de cópias até hoje e é sempre presença garantida nas eleições de melhores álbuns de todos os tempos. O álbum traz a formula da banda: uma mistura de hard rock, folk, toques de blues e jazz, e letras profundas (meio surrealistas, mas densas). Liderado por Ian Anderson, compositor, guitarrista e  flautista britânico, a banda teve o nome inspirado em um fazendeiro inglês,  que inventou uma técnica agrícola nova no século XVIII que deu origem ao arado de hoje. A banda vivia mudando de nome a cada show (Navy Blue, Bag of Blues, Ian Henderson's Bag of Blues) até começaram a dar sorte com o nome Jethro Tull. 


As idéias da letra e do conceito a respeito da faixa-título surgiram a partir de uma fotografia de um sem teto idoso e sujo, fotografado pela esposa de Ian, Jennie Franks, durante uma caminhada às margens do Rio Tâmisa, em Londres. A partir disso, e como aconteceu com várias outras canções da banda, um personagem fictício foi criado em cima de um caractere inspirador real. No caso, a figura é um homem socialmente desonrado e rebaixado à escória, um vagabundo morador das ruas, batizado de “Aqualung”. Ian, em uma entrevista em setembro de 1999, falou sobre as fontes inspiradoras de “Aqualung”: “Eu tinha sentimentos de culpa sobre os desabrigados, assim como o medo e a insegurança das pessoas com aquilo que parece um pouco assustador.  Eu suponho que tudo isso foi combinado com uma imagem um pouco romantizada da pessoa que está sem teto, mas ainda um espírito livre, que não quer ou não pode participar em formatos prescritos na sociedade.”

Sobre as demais canções do álbum, vou citar as que mais gosto: A segunda faixa do álbum, “Cross-Eyed Mary”, a flauta de Ian Anderson é ouvida no início da música, com um acompanhamento mais calmo, o personagem de “Aqualung” é citado como uma espécie de camafeu, enquanto a “Cross-Eyed Mary” é uma prostituta - a canção possui covers de Elf (banda de Ronnie James Dio) e pelo Iron Maiden. “Cheap Day Return” é outra canção interessante, é  acústica e fala sobre a visita que Ian fez a seu pai severamente doente no dia anterior a que a mesma foi escrita. Embora pequena, tem muito sentimento. “Wond’ring Aloud” é mais uma canção pequena e também acústica, com menos de dois minutos e que conta com uma boa levada no violão. Nela são mais audíveis as orquestrações feitas por David Palmer para o álbum. "Locomotive Breath" refere-se à fumaça soltada pelos trens do século IX, especialmente em sua chegada às estações. As letras mencionam um inevitável acidente de trem, em uma metáfora ao fim de uma vida. Na maioria das músicas é possível notar o talento da flauta do Ian Anderson, que  faz um bom trabalho também no vocal. Vale a pena colocar na agulha e ouvir o álbum todo.

E para a alegria dos fãs, esse mês será lançando uma versão especial dessa obra-prima do rock – em 2011, algo parecido foi feito com uma caprichada edição de 40º aniversário.  A caixa comemorativa de 45 anos do álbum terá dois CDs e dois DVDs, com versões remasterizadas das canções, com inclusão das faixas do EP “Life Is a Long Song'', além de um livro com 40 páginas. O lançamento está previsto para o dia 22 de abril, porém, já se encontra no site do Amazon


Edição Comemorativa de 45 anos

Põe pra rodar: Jethro Tull - Aqualung (1971, Island Records)

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