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Title: Nova fábrica promete quadruplicar produção de discos de vinil no país
Author: Elio Sant'Anna
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Tudo começou em outubro de 2014, quando o músico Michel Nath resolveu lançar o seu projeto autoral Solar Soul em vinil. I...

Tudo começou em outubro de 2014, quando o músico Michel Nath resolveu lançar o seu projeto autoral Solar Soul em vinil. Insatisfeito com os processos e com o tempo de espera para receber seu LP no Brasil – que foi prensado na GZ, famosa fábrica da República Tcheca – acabou ficando amigo do importador Clênio Lemos, e junto com ele, adquiriu 7 máquinas de prensar antigas em um ferro-velho. As prensas, que pertenciam à antiga gravadora  Continental, foram compradas por eles em sociedade.

Segundo Michel, “máquinas para a produção de vinil, tanto no Brasil quanto no mundo, não existem mais. Encontrar estas prensas foi como abrir a tumba de um faraó, ou descobrir um navio viking congelado em um iceberg.”

A sorte estava ao lado de Michel, que agora já era o único proprietário dos equipamentos, e encontrou um antigo técnico de manutenção da RCA, chamado Luís Bueno. Em cerca de sete meses, depois de muitos estudos e aprimoramentos, Luís havia deixado a primeira prensa pronta para voltar a ativa.

A previsão é de que a fábrica, que vai se chamar “Vinil Brasil”, comece a funcionar ainda no primeiro semestre de 2016. Localizada na Barra Funda, região central de São Paulo, a Vinil Brasil terá capacidade para produzir cerca de 150 mil discos ao mês, um número impressionante, se compararmos com a realidade de produção atual nacional. A Polysom, única fabricante brasileira em operação, produz cerca de 40 mil discos por mês

Michel ainda afirmou que pretende ter preços competitivos e flexíveis, segundo ele “não vou fazer um disco nem barato, nem caro. Eu preciso só fechar a minha conta. O valor deve seguir o mercado.”
Ele ainda disse "quero causar uma revolução no mercado fonográfico brasileiro, multiplicar por dez a quantidade de produção de discos que estamos tendo no país, mas também servir a Europa e Estados Unidos. Quero que a qualidade do vinil suba e que o preço baixe, para que mais pessoas tenham acesso”. E acrescentou “acredito que o vinil deve ser valorizado de verdade, o som é realmente melhor do que em qualquer outra mídia. Não quero que seja visto apenas como algo cool, mas como um formato que veio pra ficar. Vai nascer uma fábrica que estará a serviço da música.”

Leia a matéria completa na NOIZE.

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