Elio Sant'Anna Elio Sant'Anna Author
Title: As razões para Paul McCartney ser o meu Beatle favorito
Author: Elio Sant'Anna
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Único cosplay que fiz/farei na vida: Aniversário de 70 anos dele, em 2012 Há um pouco mais de 10 anos, dois amigos (Obrigado Phil e Té,...
Único cosplay que fiz/farei na vida: Aniversário de 70 anos dele, em 2012
Há um pouco mais de 10 anos, dois amigos (Obrigado Phil e Té, mestres) me apresentaram uma banda que mudaria (e com o tempo ampliaria) meu gosto musical, meu jeito de viver, tratar as pessoas, me alimentar e tudo que vocês podem imaginar no meu dia a dia, entre elas, o meu amor pela escrita, pela música e principalmente a criação deste site, em 2012.

Apesar de ouvir Beatles a uma década, eu só fui conhecer mesmo a carreira solo de cada integrante depois do show do Paul em 2010, onde na época pesquisei a playlist do show, para ouvir as músicas que não conhecia, muitas delas da carreira solo. Após aquele primeiro show que vi (de uma série, até agora, de 7) e assistir um evento de 2h30, onde ele não bebia um gole de água, não parava, tocava todos instrumentos possíveis presentes no palco (com exceção da bateria), eu pude ter uma certeza: Se tem alguém que pode ser chamado de O CARA MAIS PERFEITO DO PLANETA, esse cara é Sir. Paul McCartney.


Somado a este incrível show que vi na casa do meu time, outros pequenos fatores contribuíram para que ele fosse meu Beatle preferido. Coisas como ser do mesmo signo (gêmeos), canhotos e eu ter uma vez quebrado o dente IGUAL a quando ele quebrou, em 1966 (e antes mesmo de começar a ouvir Beatles de verdade).

Junto com a época que comecei a ouvir outras bandas (fiquei por muito tempo ouvindo apenas Beatles, 24h por dia, sem parar, nada mais), foi também a época que passei a ouvir (ou ao menos tentar ouvir) a discografia solo de cada integrante da banda e nenhuma carreira me encantou tanto quanto a de Paul McCartney. 
Tentei ouvir a curta carreira solo de John Lennon, mas poucos discos chamaram de fato a minha atenção, aliados também ao vocal de Yoko Ono (um desastre) que me fez gostar menos ainda e a metade da sua curta carreira solo (5 anos) não ter gravado nada e se dedicado a ser um pai de filha.
Depois disso, cheguei a tentar ouvir a carreira de outro canhotinha: Ringo Starr. Mesmo sendo o único Beatle conseguiu juntar os ex-integrantes em um disco solo, o Ringo (1973), a carreira dele não me atraiu para que fosse ser meu favorito (apesar de estar na 3ª posição, principalmente pela sua simpatia). Discos como Sentimental Journey (1970), Ringo (1973), Vertical Man (1998), Choose Love, Liverpool 8, Y Not, 2012 e Postcards From Paradises (todos os sem ano foram gravados entre 2005 e 2015) são os que mais chamaram a minha atenção, principalmente nos últimos 10 anos.
Cheguei a ouvir também a carreira solo de George Harrison, que tão musicista quanto Paul, é o meu 3º favorito (2º no quesito musical), tanto pelo estilo de vida que levou (principalmente a partir de 1966) e com discos como All Thing Must Pass, Dark Horse, Extra Texture e Cloud Nine. 

Simplicidade de Paul é uma das coisas que faz ser meu favorito
Depois tudo isso, notamos que não é apenas que música que define quem será nosso favorito (sim, acho possível definir isso), mas também a questão de como ele leva a vida, suas qualidades, afinidade e outros. Além da música, sua simplicidade é umas coisas que faz com que seja meu favorito, ao andar de bicicleta como se fosse alguém normal, conversar com morador de rua, pegar metrô, ir a uma sorveteria e saber viver normalmente, sem que isso eleve sua mente.

Paul McCartney andando de bike, durante sua estadia em São Paulo, 2010
 Não sendo preso apenas no rock, ele já passou por diversas vertentes do mundo da música. 6 discos de música clássica, 4 discos experimentais (entre eles, McCartney II), 3 discos de música eletrônica, duas trilhas sonoras de filme (entre eles, um escrito e dirigido por Paul) + uma Trilha sonora de jogo (Destiny), uma animação infantil (Rupert and the Frog Song, escrita e dirigida por Paul), um livro infantil (High in the Clouds, que em breve terá animação), além de recentemente diversas parcerias que nunca seriam imaginadas (músicas com Kanye West, Rihanna e em breve Lady Gaga). Para conhecer todos projetos de PauL McCartney fora do rock, acesse aqui.

Gravação do clipe Press, na linha do metrô próxima a sua casa, 1986
Além da música, Paul é envolvido em muitas causas sociais (uma delas me ajudou a ser vegetariano, desde 2011). Por influência de Linda McCartney, Paul se tornou vegetariano nos anos 70 e se envolveu em diversas causas sociais, que renderam músicas como How Many People e Looking For Changes.



Paul também é criador da principal campanha que incentiva o vegetarianismo, Meat Free Monday, que propõe as pessoas a ficarem ao menos 1 dia da semana sem comer carne e, com isso, ajudarem a planeta. A campanha é uma tentativa de combater as mudanças climáticas, pois a redução do consumo de carne bovina, suína e de aves é frequentemente proposta como maneira de diminuir as emissões de gases.


No exterior, a campanha Segunda-Feira Sem Carne (Meat Free Monday) chega até mesmo a promover, como um dos fatores para se adotar, um consumo moderado de carne para: “salvar algumas moedas”. Sim, “salvar” dinheiro.
Economizar uma grana ao trocar um pouco a carne por lentilhas, soja e grão-de-bico. E nós que achávamos que quem precisava ser salvo era os animais, grande engano “nosso”, animais que são não por coincidência o último “fator” a ser considerado como motivo para aderir a campanha, últimos na consideração.

A pessoa que ele é, somada com tudo que é envolvido, suas composições com mensagens (se tem uma música que me faz chorar, ela é Yesterday) e harmonias que me fazem relaxar, refletir, acalmar em momentos ruins, ter alegria em diversos momentos cinzas da minha vida, melhorar como um ser humano, pensar mais em cada ação que faço e muitas outras coisas (entre coisas importantes ou pequenos detalhes) fazem com que ele seja meu Beatle favorito.

Obrigado por existir e por ser desse jeito que você é!!

See you soon!!

Elio

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  1. Ótima matéria!
    Excelente texto!

    Grande Élião, quanto tempo se passou desde então, hein?!
    Mal podíamos imaginar, Té & eu, o quanto iríamos te influenciar com nosso gosto musical.
    Fico muito feliz por ter abraçado nossa herança com tanto carinho!

    E sim. Paul é, sem duvida, o maior e melhor compositor da historia da humanidade!
    Forte abraço
    Phil

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